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A Casa das Sete Mulheres

Spoiler5.JPG ATENÇÃO! O texto abaixo pode conter (ou não) um ou mais SPOILERS!

Ou seja, além de deixar o artigo com mais pressão aerodinâmica nas retas e mais estável nas curvas de alta, ele pode revelar, por exemplo, que Tenaya 7 descobre que é a irmã do Ranger Preto, mas ela é re-capturada por Kilobyte e transformada em Tenaya 15, ou que o Daltony é esfaqueado pela máfia chinesa.

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Imagina uma Casa com Sete Mulheres
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O livro, que você acha que sabe tudo só porque viu a minissérie
Autor Hatuna Matata
País Bandeira do Brasil Brasil
Gênero Livro sobre família desestruturada
Editora Editora Record
Lançamento 2002


O livro A Casa das Sete mulheres foi escrito pela anônima escritora gaúcha Letícia Wierchoschüpsfwxyzscvodky por meio de um plágio descarado da história sonho de uma vida inteira e de momentos de inspiração literária (ou não). Foi lançado em 2002, e sua primeira edição estava encalhada (apenas sua mãe e alguns amigos tinham lido), até alguns autores globais igualmente plagiadores terem tido a brilhante ideia de fazer uma minissérie inspirada nesse livro. A minissérie fez sucesso, e consequentemente os livros venderam como picolé no Pólo Norte, afinal a maioria do povo brasileiro achou que a história do livro e da minissérie eram iguais, até a autora do livro dizer que sua obra era melhor e mais realista e esse fato atraiu a atenção de intelectuais, professores de português e de literatura, que para a sua infelicidade, podem utilizar deste livro para fazer provas, debates e até mesmo questões de vestibular.

Índice

A inspiraçãoEditar

 
A verdadeira grande inspiração de Lelé

Letícia Wierschümmygloiequreywhisky, ou Lelé para os íntimos, teve a grande inspiração de sua vida ao ir, por acaso, numa exposição de um museu que estava abordando os bastidores da Guerra dos Farrapos, com histórias de seus personagens, em especial, Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi. Ao ver o recorte de jornal de 1900 e antigamente, que dizia "Morre a noiva de Garibaldi", Lelé teve uma ideia louca (como sempre): Essa tal noiva de Garibaldi pode ter sido o primeiro amor dele! E ainda era parente de Bento Gonçalves! Que história bacana isso daria! Perambulando pelo museu, Lelé encontrou um caderno. Ou melhor, vários cadernos. Todos muito antigos, com uma foto de uma senhora que era a cara de Glória Pires e com os dizeres: "Manuela de Paula Ferreira, a noiva de Garibaldi". Então, gastou parte de suas economias para contratar um gatuno para arrombar o museu na calada da noite e surrupiar os cadernos de Manuela. Foi baseado nesses escritos que Lelé escreveu e publicou sua obra-prima. Segundo a lenda, os cadernos de Manuela estão atualmente trancafiados num cofre forte super secreto e inarrombável, que somente Lelé possui a senha, que é ainda mais secreta.

As sete mulheresEditar

  • Ana: Uma velha senhora, casada com Paulo e mãe de Pedro e José. É gente boa, e costumava ficar mal humorada e rabugenta quando sentia medo e apreensão. É obrigada a aturar toda a família em sua estância e a conter o fogo das quatro sobrinhas. Faz isso durante dez anos. Não gostava de cachorros dentro de casa, tendo brigas homéricas com Manuela por conta disso. Nesse meio tempo, enterra o maridão Paulo e o filho Pedro, mas ao final da guerra, vive feliz aos cuidados do filho José.
  • Maria: Uma velha gente boa, feliz e alegre, que era casada com Anselmo, um velho que ela amava muito e para a sua infelicidade, morre, deixando os filhos Manuela, Rosário, Antônio e Mariana pra ela sossegar o facho. Odeia Garibaldi e João Gutierrez porque são pobres e não tem onde caírem mortos, e ela quer que as gurias se casem com um marido rico e dono de estância, como manda a tradição. No final ela enterra Rosário, briga com Mariana, que foge com João, e é obrigada a aturar as lamúrias de Manuela, que nunca casa e morre encalhada, mas se sente feliz por seu filho preferido Antônio não ter morrido nessa guerra.
  • Rosário: Filha de Maria e Anselmo, e irmã de Antônio, Manuela e Mariana, a típica patricinha irritante e egoísta do século XIX, cujo sonho é ir aos bailes da Corte, de Paris, Buenos Aires e de sei lá das quantas com o único objetivo de arrumar marido podre de rico. Possui ódio mortal da irmã Manuela, por ela ser uma emo retardada. Odeia ainda mais a estância, a guerra e a falta de homens gatos pra ela paquerar, e acaba inventando para si um namorado imaginário, Steban, soldado uruguaio que vivia ferido na testa, se pelava de medo de Bento Gonçalves e influenciava Rosário a fazer coisas ruins, como matar o cachorrinho de sua irmã Manuela e ofender todo mundo da família com seus comentários sarcásticos. Mesmo assim, Rosário não deixava de trair seu namorado imaginário, paquerando qualquer homem bonito e rico que pudesse levá-la para os bailes da vida, mesmo que ele fosse caramuru. Rosário acaba pirando de vez e passa a ter alucinações e delírios frequentes. Sua mãe e seu irmão resolvem interná-la num convento, pois é mais chique e discreto do que um manicômio, o lugar ideal para ela ficar. O que ela não sabia é que Steban era um demônio que tinha como objetivo persegui-la e roubar sua alma. No final do livro, Steban a convence a se matar, usando sua espada e ela morre.
  • Mariana: Também é filha de Maria e Anselmo, e irmã de Antônio, Manuela e Rosário, também gosta de ir aos bailes e paquerar uns gatinhos. Tinha uma queda pelo Ignácio Bilbao, mas como ele não tinha tempo pra ficar com ela, e depois morreu, então ela passou a perseguir João Gutierrez, um peão de uma estância próxima, e os dois enfrentam a ira da mãe dela, a Maria, e fogem. Os dois casam e ela tem um filho com ele, o pequeno Matias.
  • Caetana: É casada com Bento Gonçalves e é mãe de uma penca de filhos que só pararam de nascer quando veio a guerra e separou o casal. É obrigada a criar os guris sozinha e a ver seus filhos irem para a guerra contra a sua vontade. Sofre com a tristeza e solidão por ficar afastada de seu maridão e ao se ver no espelho, com seu rosto se enchendo de rugas, linhas de expressão e cabelos brancos.
  • Perpétua: Filha de Bento Gonçalves e de Caetana, era outra patricinha sem noção, mas se torna uma pessoa normal com o confinamento forçado. Conheceu o Inácio e mesmo sabendo que ele era casado, vivia dando mole pra ele. Até que a esposa dele Teresa morre e encontra a felicidade ao lado de seu marido Inácio, e no final ainda tem uma penca de filhos, igual a sua mãe.
  • Manuela: É a protagonista jovem do livro, afinal se não fosse ela nem teríamos lido essa história! Foi uma guria retardada emo-gótica do século XIX que, ao contrário das irmãs e da prima, não está nem aí para os bailes e só quer saber de escrever suas abobrinhas e bafões super-secretos alegrias e decepções em seu diário. De vez em quando atacava de vidente, e com base em suas visões previu as desgraças que iriam acontecer com sua família e a chegada de Giuseppe Garibaldi, homem que ela pensa ser sua alma gêmea. O problema é que sua "alma gêmea" acaba casando com outra e no final da história ela acaba chupando dedo.

O restoEditar

  • Bento Gonçalves: O líder da revolução, o poderoso chefão da família, o pé-de-valsa dos bailes gaúchos, sua presença impõe respeito até nas paredes. Enfim, era O Cara do livro. Casado com Caetana, gostava de pegar algumas escravas e novinhas de vez em quando, mas mesmo assim ainda dizia que amava a esposa. Tramou a revolução pensando, principalmente, em faturar mais trocados com a venda do charque, e acabou separando o Rio Grande do Sul do resto do país. No final do livro, se desilude com a revolução, com o charque, com as batalhas, as negociações, com a vida, com o mundo, enfim... Acaba ficando doente e depois morre.
  • Giuseppe Garibaldi: Outro fodão do romance, era lindo de morrer, cheio de lábia, gente boa, contador de histórias e bom de estratégias, respeitado pelos homens e desejado pelas mulheres, no fundo não passava de um conquistador barato. Acaba se encantando por Manuela, e chegou a pedir a mão dela em casamento, mas ninguém da família dela queria que isso acontecesse, então o casalzinho acabou se afastando. Bento o manda para Laguna e lá ele conhece Anita, a verdadeira mulher da sua vida, e é com ela que ele se casa, tem filhos e foge, para tristeza de Manuela.
  • Antônia: Dona da Estância do Brejo, vizinha da estância de sua irmã Ana. Tinha um marido que morreu num racha de cavalos e desde então não casou com mais ninguém. Como não teve filhos, seu passatempo passou a ser estragar os sobrinhos e acoitar romances das sobrinhas. Sua sobrinha preferida era Manuela, pois Antônia também foi uma guria retardada e emo na juventude. Quando Mariana engravida, Antônia resolve levar a sobrinha para sua estância, para protegê-la da fúria da irmã.
  • Joaquim: Filho mais velho de Bento Gonçalves, foi prometido a Manuela quando ainda eram crianças, e passou a gostar dela ainda mais. Até que a garota se apaixonou por Garibaldi, revolucionário boa pinta que ele achava um mané (puro recalque) e comemorou muito quando ele se casou com a Anita e se mandou pro Uruguai. Ele ainda continuou perseguindo Manuela por uns tempos, até que se cansou e desistiu.
  • Anselmo: Marido de Maria e pai de Antônio, Rosário, Mariana e Manuela, prometeu levar Rosário pra tudo quanto é baile chique, mas não cumpriu. Foi para a guerra e lá acabou morrendo numa emboscada, mas foi vingado pelo filho e pelos sobrinhos.
  • Antônio: O filho mais velho de Anselmo e Maria, era o queridinho da mamãe e acabou indo para a guerra como os outros homens do Rio Grande do Sul. Nesse meio tempo, perdeu o pai e se tornou um homem marcado pelas durezas da guerra. No final, teve de cuidar da mãe, que virou uma velha ranzinza, e da irmã Manuela.
  • Paulo: Marido de Ana, também lutou na guerra ao lado do cunhado Bento e do resto da família. Também morreu.
  • Pedro: Filho mais novo de Paulo e Ana, foi para a guerra e lutou, e também morreu no final.
  • José: Filho mais velho de Paulo e Ana, foi para a guerra e lutou, mas diferente do pai e do irmão, sobreviveu e passou a cuidar dos negócios da família.
  • Bento Filho: Era filho de Bento Gonçalves, como todos os homens de sua família, foi para a guerra e lutou, e também pôde voltar para contar a história.
  • Caetano: Outro filho de Bento Gonçalves, queria ir logo para a guerra, mas por ser um moleque ainda, teve que esperar na estância até ficar mais velho, e então pôde ir lutar com seu pai e seus irmãos. No final ele se dá bem e até arranja namorada.
  • Leão e Marco Antônio: Dois guris retardados que só pensavam em ir para a guerra com o pai. Leão era o mais velho e o mais ousado, e por isso mandava em seu irmão mais novo. Os dois manés fugiram para se juntar ao pai, com Leão sendo coronel e Marquito, como Bento o chamava, sendo o tenente. No mesmo dia em que fugiram, os dois se perderam e quando foram encontrados, Marquito ficou doente e Leão levou um castigo histórico. Os dois cresceram e no final Leão acabou indo pra guerra de verdade.
  • João Gutierrez: Um peão sem eira nem beira que gostava de tocar viola, cavalgar e cuidar do gado, foi trabalhar na estância de D. Ana e se apaixonou por Mariana. Eles tiveram um romance tórrido e a mocinha acabou ficando grávida. Pra não morrer de tiro (coisa que acontecia com peão que comia a filha do patrão naqueles tempos), foi pra guerra e como castigo perdeu a mão direita, e nunca mais pôde tocar a sua violinha. Mas ele pôde voltar para casa e viver feliz com Mariana e o guri.
  • Davi Canabarro: General farroupilha que apesar de ser republicano, conservava características despóticas e sádicas dos monarquistas, que foram percebidas quando ele chegou ao poder, se tornando uma pessoa fatalmente odiada por seus aliados.
  • Zé Pedra: Vivia na estância de D. Ana, seu passado era secreto e obscuro. Uns diziam que ele era ex - escravo, outros diziam que ele era um agente da CIA, já alguns falavam que ele era um ET que veio impedir que os terráqueos se matassem em guerras absurdas como aquela. O fato é que ele nunca desmentiu nada e era querido por todos na estância.
  • Eduardo: Personagem inútil.

RepercussãoEditar

  • Como o brasileiro, em geral não lê, e quando lê, só dá importância a livros fantasiosos escritos por gringos (Harry Potter e a saga Crepúsculo), ignorando completamente as obras com base histórica, pouquíssimas pessoas compraram o livro. Até o dia em que dois autores globais propuseram a Lelé adaptar seu livro para a TV, pagando uma merreca de direitos autorais. Lelé aceitou na hora, pois os gastos com o gatuno a deixaram quebrada, apesar da pouca graninha que ela conseguiu faturar com o livro. A minissérie foi um grande sucesso e a vida de Lelé começou a melhorar. Se ela já conseguia faturar uns trocados com seus romances melodramáticos que escrevia, com A Casa das Sete Mulheres ela pôde enfim conquistar a fama, o sucesso e o reconhecimento nacional (ou não).
  • Com o sucesso do livro (que só veio depois do sucesso da minissérie), os executivos da editora começaram a pegar no pé de Lelé para que ela escrevesse uma sequência, contando o que aconteceu com as sete mulheres (que viraram seis depois da morte de Rosário) depois da Guerra dos Farrapos. Então, Lelé usou de toda a sua criatividade e jogo de cintura para criar A Casa das Sete Mulheres 2, mais conhecida como Um Farol no Pampa, livro que só pode ser lido na internet com o pagamento de uma fortuna, pois vivemos no capitalismo selvagem e Lelé e sua turma também querem faturar.
  • Foi a última novela de Gabriel Gracindo na Globo.