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A Freira Assassina


A Freira Assassina é um filme meio trash dos anos 70 feito mais para perturbar do que para fazer algum sentido, deixar algum tipo de lição de moral ou só criticar a Igreja Católica mesmo. O próprio nome não é surpresa: trata-se de uma freira destrambelhada que sai matando o povo e deixando um rastro de bosta e cadáveres por onde anda. E como é de se esperar, acontece porra nenhuma com ela, porque só de bater o olho qualquer um diz que é apenas uma freira inocente.

Suor Homicídio
Título em português: A freira assa sinos (BR)
Cquote1.png Te imploro, faço o que você quiser! Isso aí que você tá pensando... Tudo mesmo! Cquote2.png
Bota da Europa
1978 ou 1979, há controvérsias • cor • Três meias horas)
Direção Júlio do berrante
Roteiro Papa Bento XVI
Elenco Dividido em:
  • Freiras
  • Velhinhos do asilo
  • Um ou outro personagem complementar
Gênero Coisas de doido, tortura física e psicológica, perversões diversas

Índice

SinopseEditar

  Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo, como o fato de que há, nesse filme, uma freira que mata as pessoas.

Começo do inícioEditar

O filme começa num clima mais pesado que o Maguila e ao som de Dies Irae (ou "dia de ira", na língua do seu cachorro). Enquanto os nomes de quem participou na criação da budega vão passando, a câmera se aproxima de uma freira em particular. Ao invés de se confessar, ela começa a discutir com o padre, daí este perde a paciência e fecha a portinhola na cara dela. A cena muda e vemos outras freiras ajoelhadas para receber coisas brancas na boca. Parece até que não tem fim. Mas aí, do nada, aquela primeira freira bate palmas e isso faz com que o efeito hipnótico passe.

A irmã Gertrude aparece no corredor de um asilo, falando alto pra ver se consegue acordar a cambada de preguiçosos. Em sua pequena aventura, ela até se depara com um ateu e com um velhinho esquisito, o qual já acorda com roupa de ginástica e orgulha-se do funcionamento de sua terceira perna. Deixando de lado os adultos que agem como crianças, ela volta ao corredor para atender uma velhinha com tremedeira (doida pra mijar) e uma baronesa fresca.

Até agora tudo bem, porém a presepada começa a partir do momento em que a irmã Gertrudes vai trazer um bisturi ao médico e começa a ter calos frios.

Altas putariasEditar

Enquanto isso, a irmã Mathieu ouve uma cantada após a outra: todas passam de raspão, pois gosta mesmo é de calçadão, arranhar as aranhas... enfim. Não demora muito e vemos a irmã Gertrude sendo novamente interrompida pelo doutor Poirret, desta vez por não conseguir nem mexer direito no soro duma moribunda. Ele fica puto e a põe contra a parede, então a irmã começa a reclamar das dores de cabeça e pede mais morfina. Claro que não consegue, então diz a ele que vai insistir junto à madre superiora.

O que a irmã Gertrudes não esperava é que a madre já tinha puxado sua ficha e, como é de se esperar, estrala o chicote e manda a Gertrude voltar ao trabalho. Ela vai, faz tudo direitinho, recita pedacinhos da Bíblia durante o jantar... e do nada, pega a dentadura da pobre Josephine e começa a pisar no bagulho. Passado todo o escândalo, as irmãs Gertrudes e Mathieu conversam a sós no quarto (esta última do jeito que veio ao mundo). O telefone toca e elas descobrem que Josephine entrou em coma. Cada um ajuda como pode: Poirret tenta reanimar a velhinha, enquanto Gertrude conta até doze.

Depois daí, começa uma cena da Gertrudes em mais uma de suas aventuras, desta vez numa cidade. Ela conhece um sujeito desconfiado num bar e libera as portas da felicidade pro dito cujo, com roupa e tudo (porque, acima de tudo, este é um filme de família). Mas voltemos ao que interessa: a irmã está no asilo, apenas lembrando da "expriênça" que teve. Não demora muito para que a coitada receba outra enrabada, desta vez vinda do diretor, que aparentemente está duzentos por cento putaço por causa da velhinha da dentadura, agora defunta.

Mas ninguém esperava é que a irmã Gertrude fosse virar o jogo diante dessa difícil situação. Não apenas ela peitou o diretor, como também botou a culpa no Poirret. Sim, a véia é um Joselito. Continuam as lamentações, e eis que, sem mais nem menos, é revelada a cena mais nonsense do filme inteiro.

Uma musiquinha esquisita de faroeste começa a tocar e as imagens a seguir ficam se repetindo, tipo as mensagens subliminares das propagandas da Jequiti. Pois é. Nem mesmo quem fez o filme sabe o porquê de tudo isso.

Passada toda essa viagem psicodélica, Gertrudes comete seu primeiro assassinato no filme. Não bastasse matar na cacetada, a mulher joga o corpo desfalecido pela janela, com um pano na cabeça pra disfarçar. Aham, um véu com as iniciais da freira, super disfarce. E ela ainda chega no térreo antes dele! O manequim tenta bater as asas em vão, porém cai de cabeça, feito um tolete. Léo Stronda... digo, tal estrondo faz com que todos verifiquem o que aconteceu, e chegam à conclusão mais lógica: o cara simplesmente se matou. Irmã Gertrude vai até o corpo pra certificar-se de que o sujeito está realmente morto, e todos grasnam enquanto a observam da janela, mas aí ela espanta a galera.

"Pobre Jannot!" A irmã Gertrudes se recolhe aos seus aposentos. Mas lá está a irmã Mathieu, esperando só pra falar sobre o pano. Sim, essa parte é meio inútil, então vamos avançar para a cena do jardim. Já se foi o disco voador e com metade do filme, só nessa enrolação toda.

Todos contra umaEditar

Gertrude está no corredor, mas percebe algum tipo de agitação do lado de fora e vai até a janela pra ver o que é. Enquanto ela seca os outros com sua cara de cachorro que caiu do caminhão da mudança, os velhos começam a se amontoar em volta do novo médico. Um deles inclusive se apresenta como "Bichette". Até que chega a irmã Gertrudes e espanta as antiguidades; ela chega a trocar uma ideia com o cara, porém ele não dá muita bola pra velhota e segue adiante. Sem ter o que fazer, todos resolvem (por livre e espontânea pressão) jogar o "jogo da verdade". Daí então um aleijado descobre que foi a irmã quem matou Jannot. O problema é que o jogo sugere que ela descubra quem mandou perguntar, coisa que exigiu muito do intelecto da coitada. Incapaz de descobrir quem inventou a pergunta, Gertrude continua com seu hábito de se martirizar. Mas é só virarem as costas para que ela volte a secar todo mundo, com aquela mesma cara de antes, ao ponto do tempo fechar e começar a cair aquele temporal da peste.

Disposta a voltar mais tarde, a irmã acaba presenciando uma cena de um filme pornô meio trash, e com um véio cadeirante ainda por cima (ou melhor, por baixo). Não precisa ser um gênio das peripécias pra saber que a freira não gostou nem um pouco do que viu. Mas também não tinha como, com a maldita música de fundo... O problema é que, além de não gostar, ela resolveu executar a brilhante ideia de estufá-lo com algodão. A novinha de seios durinhos e adoráveis, que não era cupim mas havia dado uma mordiscada num pau velho, havia sumido magicamente porque tudo isso não passava de um sonho molhado.

InquietaçõesEditar

Gertrudes acorda e já está de novo com aquelas manias de perseguição e autopunição, irmã Mathieu praticamente pelada ao lado dela pra ajudar. De repente a primeira começa a rir e dizer como a segunda é oferecida, putinha e tudo o mais. Em meio a algumas lágrimas de crocodilo mais forçadas que aquelas do Didi, Mathieu é "obrigada" até a usar uma meia calça de seda (apenas uma do par, o que faz da roupa uma meia meia calça) e receber um close da câmera bem na bunda antes da cena mudar de vez.

A próxima cena começa com um doutor aparentemente tranquilo em sua sala de operações... até que chega "o pior tipo de prostituta" (Mathieu) pra perturbá-lo, mas aí ela olha pela janela e descobre mais um corpo: no caso, o do velho cadeirante, estufado de algodão. Enquanto a novinha de seios durinhos e adoráveis entra aos prantos num carro esquisito, que mais parece uma mistura de táxi com viatura e carro funerário, Gertrude continua com aquela mesma mania de encarar os outros. A irmã olha pros véio, os véio olha de volta, a irmã olha pros véio, os véio olha de volta... Aí do nada a cena muda e já tá todo mundo fazendo exercício.

  UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU! UAM, TU!   (Sim, são vinte repetições.)

O médico logo percebe a estratégia dela de matar todo mundo duma vez e manda parar o negócio. O cansaço foi tanto que, na hora do jantar, uma das velhinhas ainda tava ligada em 220V e não conseguia nem segurar a colher direito.

 
A freira se preocupa sempre com o bem-estar da vítima, daí a prática da acupuntura.

Mais uma vítimaEditar

Acabou que ninguém quis comer, daí a irmã Gertrudes resolveu falar alto no corredor só pra encher o saco de quem tava querendo dormir na hora. Mandou todo mundo orar pela alma do defunto, mas aí a velharada começou a gritar e ela despirocou legal.

Devido aos muitos cortes na produção do filme, é mostrada uma das bengaladas mais ninjas da história do cinema; e é por causa desse maldito frame estilo propaganda da Jequiti que começam a circular boatos de que alguém espancou a irmã no corredor (talvez pra fazer com que ela se calasse de vez). Não demora muito e todos os pacientes viram suspeitos. Mas bastou apenas que Janet, uma amiga da baronesa, começasse a cochichar que não estava no quarto, para ganhar de brinde um alvo nas costas... ou melhor, no rosto.

Zoom no relógio sem motivo aparente. O doutor galã resolve confrontar o diretor do hospício, precisamente às 14:25 de uma bela tarde ensolarada. Enquanto isso, a irmã Gertrude resolve pegar a Janet para testar um cosplay de Pinhead (o resultado tá aí na imagem ao lado).