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Carnaval de São Paulo

Jamelão Mangueira.jpg

"QUEM VAI-VAI VER A MANGUEIRA ENTRAR?"
"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é: ou é emo, ou funkeiro, ou paulista, ou mané!"

Este artigo é sobre Carnaval. Pode também ser sobre uma escola-torcida, mas se você não é do samba, não vandalize. Seja engraçado e não apenas idiota, ou Sólon Tadeu vai atrás de você!

Cquote1.png Você quis dizer: Parada do Orgulho Gay Cquote2.png
Google sobre Carnaval de São Paulo

Cquote1.png Quem não gosta de futebol, bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça, ou doente do pé Cquote2.png
Tobias do Vai-Vai, sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png Aqui todo mundo separa futebol do Carnaval, somos todos amigos, com exceção daqueles são-paulinos fdp da Ingaypendente! Cquote2.png
Paulinho Serdan, presidente da Mancha Verde sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png No Carnaval tem que ter paz, se não tiver eu meto a porrada nesses delinquentes das torcidas organizadas Cquote2.png
Sólon Tadeu Pereira, sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png Vai pensando que tá bom! Porque a chapa vai esquentar! Cquote2.png
Celsinho do Camisa Verde e Branco, sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png X-9 Paulistana? O pior é quando você pensa que ainda pode haver outra escola com o nome de X-9 além da paulistana Cquote2.png
Carioca, sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png Você traiu o Movimento do Carnaval, véio! Cquote2.png
Dado Dolabella, sobre o Carnaval Paulistano

Cquote1.png Este ano, ao contrário do ano passado, o Carnaval em São Paulo está muito bom, evoluíram muito, e estão quase no nível do Carnaval do Rio de Janeiro! Cquote2.png
Narrador da Rede Globo, todo ano sobre Carnaval de São Paulo

O Carnaval de São Paulo é uma dança de dedos indicadores. Foi criado nos anos 50 pelo Brigadeiro Faria Lima, um carioca que tornou-se prefeito de São Paulo, e após se cansar de ser zuado por seus amigos paulistanos, resolveu dar o troco, criando algo que fosse mais engraçado do que o Campeonato Carioca de Futebol. Não conseguiu, mas por um tempo, chegou perto.

O brigadeiro convidou meia dúzia de descendentes de escravos, imigrantes, anarquistas, integralistas e corinthianos para criar a LigaSP. Porém seu mandato como prefeito acabou e a Liga acabou indo parar nas mãos de mafiosos ligados à Camorra, Yakuza, Máfia Chinesa e PCC, que passaram a comandá-la e ditar as regras da disputa. Por isso, durante muitos anos, aconteceram inúmeros empates e revezamentos entre as escolas dos grandes chefões.

Sede da Liga-SP

Com a criação da LIESA na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 80, a maioria dos paulistanos modistas (90% deles nunca gostou de carnaval) passou a invadir a Sapucaí, deixando o carnaval de São Paulo um tanto esvaziado, porém livre de artistas globais. Isso permitiu ao samba paulistano resgatar algumas de suas raízes, mesmo no caso de certas agremiações que não possuíam raiz nenhuma.

Graças a isso, o carnaval paulistano conheceu um novo período de crescimento e democratização, no final dos anos 90 e início do século XXI, quando integrantes de torcidas organizadas, sambistas alternativos e jovens góticos passaram a se juntar ao espetáculo.

Porém, havia um problema, a diretoria da LigaSP, resquício da Ditadura, que a todo momento tomava atitudes autoritárias no sentido de prejudicar certas escolas ligadas a torcidas. Estas atitudes chegaram ao cúmulo da homofobia quando o Bloco Independente foi excluído do Carnaval após uma insignificante briga onde apenas 2 pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

Índice

Os CampeõesEditar

1900-1910Editar

No início do século, havia uma única entidade carnavalesca de grande porte a assombrar São Paulo: a Rosas de Ouro de Chiquinha Gonzaga. Para que houvesse disputa, foram convidadas algumas entidades de outros tipos de festejos populares, como uma quadrilha de São João que fazia uns bicos no Carnaval: o Cordão do Cai-Cai.

  • 1900 - Cordão do Cai-Cai Balofa
  • 1901 - Cordão do Cai-Cai Balofa
  • 1902 - Rosas de Ouro
  • 1903 - Cordão do Cai-Cai Balofa
  • 1904 - Rosas de Ouro
  • 1905 - Rosas de Ouro
  • 1906 - Rosas de Ouro
  • 1907 - Cordão do Cai-Cai Balofa
  • 1908 - Rosas de Ouro
  • 1909 - Cordão do Cai-Cai Balofa

1910-1919Editar

Os integrantes do Vai-Vai são expulsos do Cai-Cai e criam outro cordão, que derrota o cordão que lhe deu origem nos dois primeiros anos. Porém o carnaval de São Paulo era tão fraco que uma escola de samba do interior roubou a cena por três anos. Com a fundação do Camisa Verde, o Carnaval passou a ser decidido na porrada entre integralistas e anarquistas. Porém, em 1916, a torcida bugrina Brinco de Ouro leva o título pro interior novamente.

  • 1910 - Vai-Vai
  • 1911 - Vai-Vai
  • 1912 - Unidos do Piraporinha
  • 1913 - Unidos do Piraporinha
  • 1914 - Unidos do Piraporinha
  • 1915 - Camisa Verde e Branco
  • 1916 - Brinco de Ouro
  • 1917 - Camisa Verde e Branco
  • 1918 - Camisa Verde e Branco
  • 1919 - Vai-Vai

1920-1929Editar

 
Túmulo do Samba, São Paulo tem atraído muitos jovens metaleiros e góticos.

Durante toda a década, a supremacia de Camisa-Verde e Vai-Vai passa a ser total (com exceção de 1924, onde a Mocidade São-Paulina levou).

1930-1939Editar

Surgem as escolas de samba, e seu desfile começa a rivalizar com os dos cordões, logo abaixo dos blocos de sujo. Nasce a Nenê da Vila Matilde, fundada por um grupo de crianças rebeladas de um orfanato que anos mais tarde viria a ser uma unidade da FEBEM, juntamente com a Unidos do Peruche (mais conhecida como Gayruche), escola que tem suas origens na Parada do Orgulho Gay, fundada por um grupo de gays, lésbicas, travestis, bissexuais, transformistas e drag queens, sendo também o seu mascote (Peruchinho) todo cheio de plumas e paetês, com um imenso batom vermelho na boca e um belo rabo-de-cavalo, batendo desmunhecadamente um tamborim.

  • 1930 - Camisa Verde e Branco (cordões)
  • 1931 - Camisa Verde e Branco (cordões)
  • 1932 - Vai-Vai (cordões)
  • 1933 - Vai-Vai (cordões)
  • 1934 - Camisa Verde e Branco (cordões); Estação Praiana de São Paulo
  • 1935 - Vai-Vai (cordões); Estação Praiana de São Paulo
  • 1936 - Camisa Verde e Branco (cordões); Portela Zona Sul
  • 1937 - Camisa Verde e Branco (cordões); Estação Praiana de São Paulo
  • 1938 - Vai-Vai (cordões); X-9 Santista (escolas de samba)
  • 1939 - Camisa Verde e Branco (cordões); X-9 Santista (escolas de samba)

1940-1949Editar

  • 1940 - Vai-Vai (cordões); Estação Praiana de São Paulo (escolas de samba); Nenê da Vila Matilde (Grupo de acesso)
  • 1941 - Vai-Vai (cordões); Lavapés (escolas de samba); Nenê da Vila Matilde (Grupo Especial das Escolas Mirins)
  • 1942 - Vai-Vai (cordões); Portela Zona Sul (escolas de samba); Nenê da Vila Matilde (Grupo Especial das Escolas Mirins)
  • 1943 - Vai-Vai (cordões); Portela Zona Sul (escolas de samba)
  • 1944 - Vai-Vai (cordões); Portela Zona Sul (escolas de samba)
  • 1945 - Camisa Verde e Branco (cordões); Lavacus (rival da Lavapés)(escolas de samba)
  • 1946 - Camisa Verde e Branco (cordões); Nenê da Vila Matilde (escolas de samba)
  • 1947 - Vai-Vai (cordões); Lira do Morumbi (rival da Rosas de Ouro) (escolas de samba)
  • 1948 - Moçada Alegre(cordões); Estação Praiana do Tietê (escolas de samba)
  • 1949 - Camisa Verde e Branco (cordões); Estação Praiana da Marginal Pinheiros (escolas de samba)

1950-1959Editar

Com a eleição do prefeito carioca, o carnaval ganha destaque, logo se tornando o maior evento do Estado após o Rodeio de Barretos. Por causa disso, ninguém mais se preocupa em saber quem ganhava os desfiles de cordões.

  • 1950 - Unidos do Arouche
  • 1951 - Lavapés
  • 1952 - Lavacus (rical da Lavapés)
  • 1953 - X-9 Santista
  • 1954 - Pagodistas da COHAB
  • 1955 - Lavapés
  • 1956 - Lavapés
  • 1957 - União de Ferraz de Vaconcellos
  • 1958 - Nenê da Vila Matilde
  • 1959 - Aviadores de Congonhas

1960-1969Editar

O lobby do crime organizado começa a estender seus tentáculos para o desfile das escolas de samba. Aliado à Ditadura Miitar, esse fato faz com que acabe o que resta de democracia no samba. A X-9 chega a ser tricampeã e por isso as escolas de outros municípios são proibidas.

  • 1960 - Máfia da Liberdade
  • 1961 - Famiglia Nostra
  • 1962 - X-9 Santista
  • 1963 - X-9 Santista
  • 1964 - X-9 Santista
  • 1965 - Unidos do Foro de São Paulo
  • 1966 - Famiglia Nostra
  • 1967 - Acadêmicos do Tatuarrodas
  • 1968 - Famiglia Nostra
  • 1969 - Famiglia Nostra

1970-1979Editar

Nos anos 70, os cordões acabam definitivamente... ou se transformam em creches e escolas. Sólon Tadeu assume a presidência da LIGA, e sob seu mandato a Vai-Vai conquista a maioria dos títulos.

  • 1970 - Unidos do Carandiru
  • 1971 - Unidos da Vila Maluf
  • 1972 - Nenê da Vila Matilde
  • 1973 - Vai-Vai
  • 1974 - Camisa Verde e Branco
  • 1975 - Vai-Vai
  • 1976 - Vai-Vai
  • 1977 - Rosas de Ouro
  • 1978 - Vai-Vai
  • 1979 - Vai-Vai

1980-1989Editar

 
Luís Inácio Lula da Silva, da Gaviões da Fiel, durante a campanha pela redemocratização do Carnaval no anos 80

O presidente Lula, indicado pela Gaviões da Fiel e pela Unidos do Foro de São Paulo, sai candidato à presidente da Liga. Ele chega a afirmar que "há escolas formadas por 2500 picaretas com anel de dotô" e chega a ser o mais cotado para ser eleito o novo presidente da entidade, porém a eleição foi logo após o Carnaval, e durante o desfile, a Globo editou a transmissão com o claro intuito de prejudicá-lo, fazendo com que viesse a perder por uma diferença mínima para Sólon Tadeu. Vendo que seria muito difícil ser eleito presidente da Liga, Lula decide logo ser candidato a Presidente da República. A Nenê era a escola mais forte nesta década, porém devido a vários conchavos, a maioria dos anos terminaram empatados, o que fez a escola da Vila Matilde quase se mudar para o Rio de Janeiro, onde seria mais fácil ganhar. Nesta década, torcedores paulistanos da X-9 Santista fundam a Filhotes da X-9, que durante anos disputa o Grupo de acesso.

  • 1980 - Vai-Vai e Nenê da Vila Matilde
  • 1981 - Nenê da Vila Matilde, Camisa Verde e Branco e Rosas de Ouro
  • 1982 - Unidos da Vila Maluf
  • 1983 - Nenê da Vila Matilde e Camisa Verde e Branco
  • 1984 - Nenê da Vila Matilde e Camisa Verde e Branco
  • 1985 - Nenê da Vila Matilde e Portela Zona Sul
  • 1986 - Nenê da Vila Matilde, Camisa Verde e Branco, Peruchinho Drag Queen e Mocidade Alegre da Solange Sapatona
  • 1987 - Colégio Técnico Industrial
  • 1988 - Vai-Vai Pra Puta que Pariu
  • 1989 - Nenê da Vila Matilde e Unidos do Carandiru

1990-1999Editar

A Filhotes da X-9 se funde à Unidos do Carandiru, após torcedores desta serem massacrados por uma manada de são-paulinos enfurecidos. É criada a X-9 Paulistana. A Ga(y)viões da Fiel é campeã pela primeira vez e começa a ameaçar a supremacia das escolas tradicionais. A partir daí, a Liga começa a arrumar desculpas para excluir as escolas ligadas à torcidas (com exceção de Vai-Vai, Peruchinho Gay e Camisa, claro!).

  • 1990 - Rosas de Ouro
  • 1991 - Camisa Verde e Branco
  • 1992 - Vai-Vai
  • 1993 - Nenê da Vila Matilde
  • 1994 - Rosas de Ouro
  • 1995 - Gaviões da Fiel
  • 1996 - Vai-Vai
  • 1997 - X-9 (ops, X-24) Paulistana
  • 1998 - Nenê da Vila Matilde
  • 1999 - Nenê da Vila Matilde e Vai-Vai

2000-2009Editar

 
"Tenho cara de palhaço?" - Folião paulistano protestando contra a Liga.

Porém, a tirania da Liga parece finalmente estar chegando ao fim (apesar da ditadura continuar informalmente). Com a ascensão do Império de Casa Verde em 2003, seu presidente, Chico da Ronda Bizz, maior empresário do setor zoológico paulistano, candidatou-se a presidente da Liga. Perdeu a eleição para o grupo do malvado Sólon Tadeu Pereira, porém sua escola acabou campeã dois anos depois (pena pra ele que não viu, pois morreu antes) e tornou-se politicamente mais forte dentro da entidade. Além disso, um levante anarco-pececista tomou a diretoria da Vai-Vai de assalto em 2006, depondo o cruel ditador da escola e elegendo o simpático Tobias da Vai-Vai para a presidência, figura ideal para ser candidato a algum cargo público, lógico que com apoio total de Marcola e Cia. Pois o partido também precisa de um político. Apesar de ainda haver alguns ditadores como Solange Cruz Bichara Rezende (sapatona disfarçada) que manda e desmanda quando bem quer no samba de São Paulo, por esse motivo sempre sendo a campeã no grito e no tapa, afinal ninguém se atreve a contradizer a presidente do "cativeiro do samba" ops "morada do samba" alguns sambistas ingênuos acreditam que isso possa mudar.

No último desfile da década, venceu a Mocidade Alegre, mais uma escola ligada a torcidas.

2010-2018Editar

A partir de 2010, o carnaval da paulistada começa a mostrar sua face marginal, a considerar as escolas das organizações criminosas mais procuradas pela Polícia Federal começam a participar dos desfiles anuais dessa parada gay. Rolou até um quebra pau legal no ano de 2016, mostrando mais uma vez o porquê do carnaval paulista ser o melhor carnaval do país.