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Nerd dan.jpg >Este artigo é coisa de NERD, portanto, seja bem-vindo._

>Aqui se aborda coisas as quais você pode se interessar, como RPG e computador. Caso você seja um valentão, não leia este artigo!_

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Este artigo contém altas doses de tecnologia. Isso quer dizer que robôs estão te vigiando para pegar suas informações e dominar o mundo com iPods do mal que derretem cérebros e tocam Michel Teló.

Não leia se estiver imantado.

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331px-Longcat.jpg Prepare-se para ler:
Esse artigo é muuuuito grande e pode causar cegueira.
Pense duas vezes e não seja tão idiota antes de ler algo assim

Cquote1.png Você quis dizer: Ciborgues dominando o mundo Cquote2.png
Google sobre Cyberpunk
Cquote1.png Antes de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa auto-estima, primeiro tenha certeza de que você não está, de fato, cercado por idiotas. Cquote2.png
William Gibson e sua justificativa para ter criado um universo fictício voltado única e exclusivamente para nerds.


Cyberpunk, conhecido também como Cybernerd, é uma nomenclatura utilizada para designar gêneros da Ficção Científica que procuram retratar um período já mencionado na Bíblia, conhecido como Apocalipse, no qual a humanidade beira a extinção, uma vez que a raça humana está perto do seu fim, dando lugar a criaturas assustadoras que passam a ser os dominadores do mundo, como nerds, ciborgues e robôs; seres eternamente virgens e incapazes de se reproduzir. Porém, dependendo do ponto de vista, o Cyberpunk pode se tornar uma benção, pois ele exige a evolução da habilidade humana de raciocinar, o que por sua vez extinguiria de uma vez por todas pragas da humanidade conhecidas pela sua incapacidade de se apropriar da massa cinzenta, como playboys, pattys, bullies, funkeiros, micareteiros, gurias retardadas e fãs de Crepúsculo.

Índice

Descrição e característicasEditar

 
Exemplo de um verdadeiro idiota Cyber Punk.

O Cyberpunk é um gênero que pode ser resumido em uma única frase: "Alta tecnologia, baixo nível de vida". Não é à toa que é justamente esse o lema do gênero. A principal característica do Cyberpunk é justamente a ausência de vida humana pura e a presença de criaturas movidas unicamente pela tecnologia. No Cyberpunk, se existir algum ser-humano puro, ou seja, que não seja um ciborgue, um híbrido de pessoa com alien ou algum nerd, ele provavelmente vai ser visto como alvo de alguma caçada sanguinária, ou se não for o caso, é quase certo que ele será na verdade um escravo trabalhando à serviço dos três espécimes citados acima. Pode-se dizer que o Cyberpunk fora criado por alguma pessoa que viviam tendo que dar o dinheiro do lanche durante o período da escola, e em vista disso, sonha com o dia em que apenas seres de sua mesma espécie dominarão o mundo. Para sua infelicidade, caro leitor que acha que isso nunca vai acontecer, saiba que tal realidade é mais do que certa.

A principal característica dos personagens do Cyberpunk, é o fato de os mesmos se aproveitarem de seu intelecto acima da média para elaborarem planos malignos de dominação global, nos moldes de Herbert West e Neo Cortex. Todos são plenos conhecedores de todas as vertentes do conhecimento, porém, habitam um mundo onde o esporte e a Educação Física foram banidos para todo o sempre.

Vale ressaltar que não deve-se confundir o gênero literário Cyberpunk, com uma tribo urbana de mesmo nome, caracterizada por ouvir música punk ao som de sintetizadores. A tribo em questão, no que diz respeito ao gênero, só carrega o nome mesmo, e passa bem longe da ideia principal da coisa toda. Provavelmente, a tribo foi criada por um poser que achou o nome bonito e resolveu se auto-proclamar assim.

 
Típica favela cyberpunk. Crimes hediondos costumam acontecer nesses lugares, muito semelhante ao que ocorre no Brasil atual.

No Cyberpunk será muito comum um personagem morar dentro de rede de dados virtuais, isso quando o personagem em questão não passa de um conjunto de dados que compõe alguma rede virtual ou algum game eletrônico. Porém, como todos os personagens são nerds, aquilo pode ser considerado como o paraíso para eles. Outro elemento que não pode faltar são os ciborgues e os robôs.

Vale ressaltar que no Cyberpunk, tudo é caracterizado pela alta presença de vida tecnológica, e baixa presença de vida orgânica. Vale ressaltar também que estamos falando de um mundo no qual a população foi alienada e marginalizada pela tecnologia, dessa maneira, em sua maioria os personagens são anti-herois anarquistas revoltados com o universo e com a sociedade (que provavelmente terá sido monopolizada por alguma grande empresa corrupta que se acha a dona do mundo).

O Cyberpunk é um dos subgêneros literários da Ficção Científica que mais apresentam grande variedade de estereótipos e clichês de que se tem notícia na história. Como em toda história, haverá um protagonista, e o restante dos personagens atuará como mero elenco de figurantes apoio. A diferença é que o clichê de figurantes dependerá única e exclusivamente do estereótipo a qual o protagonista pertence, e o que o difere de boa parte dos subgêneros, é que um protagonista pode se enquadrar em qualquer um dos estereótipos existentes no gênero.

Surgimento do gêneroEditar

Como já mencionado, Cyberpunk nada mais é do que um subgênero nerd-RPGista-literário de Ficção Científica, com um foco sobretudo na dominação mundial por parte de nerds, ciborgues e hackers. Se por exemplo você, caro ignorante, for incapaz de entender a relação entre tecnologia e Cyberpunk, provavelmente significa que seu intelecto inferior lhe torna descartável e superficial, e numa história de Cyberpunk, você não duraria dois minutos. Portanto, impossível abordar o Cyberpunk em si e sua história, sem antes encher linguiça falar sobre os fatores a ele diretamente relacionados.

 
William Gibson, patrono dos nerds e criador do Cyberpunk.

O Cyberpunk surgiu dentro do contexto artístico presente nos anos 80. Tudo começou quando num belo dia um típico virgem que ainda vivia na casa dos pais mesmo depois de marmanjo, conhecido como William Gibson, arranjou um encontro pela primeira vez em sua vida.

Porém, quando Gibson levara a garota para o tal restaurante, eis que surge também a primeira (e talvez única) decepção de sua vida, ao observar os modos dela na mesa. Enquanto ele treinara a vida toda todas as principais frescuras regras de etiqueta para surpreender no dia em que tivesse seu primeiro encontro, aparentemente a garota não se dera ao mesmo trabalho. A mesma comia coxas de galinhas como se fosse um bárbaro, deixando sua cara completamente suja com molho e banha, nem se incomodadno em usar garfos ou facas, simplesmente pegando um punhado do prato e jogando para dentro da boca.

Ao terminarem a comilança, Gibson fica sem palavras perante o comportamento de tamanha leitoa, e simplesmente paga o garçom e sai correndo do lugar, sem nem ao menos se despedir da garota, decidido a esquecer o quanto antes aquela experiência broxante e traumática. Em meio a correria, Gibson acaba não prestando atenção direito na sua frente, e bate em cheio com a cara em um poste no meio da estrada, quebrando alguns ossos do nariz. Por coincidência, o poste encontrava-se na frente de uma loja de quadrinhos, e como não podia renegar aos seus instintos, ele decide adentrar o lugar e ver as novidades.

Gibson se depara então com alguma edição antiga dos Novos Titãs, e pela primeira vez em sua vida, entra em contato com o personagem Ciborgue. De cara, Gibson se vê atraído pelo mesmo, e em pouco tempo Ciborgue se torna seu personagem favorito das HQ's. Certo dia, em um devaneio cotidiano, Gibson tem uma ideia: ele mesmo criaria um universo inteiro dedicado ao personagem Ciborgue, como homenagem ao seu herói favorito. E assim surge a sua famosa Sprawl Trilogy, um dos precursores do gênero no mundo, e talvez o principal responsável por descrever todos os clichês e elementos chatos e repetitivos característicos do gênero.

Contexto históricoEditar

O contexto do qual Gibson usurpou baseou suas ideias para criar o Cyberpunk foi o modo de vida da época em que vivia, que no caso, seriam os anos 80. Podemos dizer que o Cyberpunk surgiu quase como um xerox literário da própria realidade do período. Na verdade, se o Cyberpunk não tivesse agregado em si a ultra tecnologia nerd-alienígena-futurista, poderíamos dizer que trata-se de uma simples descrição dos anos 80.

 
As origens do Cyberpunk nos remetem aos anos 80: a época de uma sociedade marginalizada e cruel onde nem mesmo os herois com fantasia de Carnaval estão livres das pancadas dolorosas da vida.

Estamos falando de uma época que seguiu a Guerra Fria, na qual a população norte-americana encontrava-se em meio a um capitalismo troglodita cujas raízes encontravam-se sobretudo em Wall Street. Por conseguinte, houve um brusco aumento do consumismo desenfreado, e a constante necessidade por meios mais rápidos e eficazes de atender a demanda do grande público obeso mórbido típico, o qual bloqueava enfeitava ruas inteiras com filas para o McDonald's, Burger King e Pizza Hut; acabaram culminando também no avanço tecnológico.

Não apenas a demanda por comida com quantidades excessivas de gorduras trans, esse avanço tecnológico precisava acompanhar também diversas outras áreas do consumo, dentre as quais podemos citar a crescente mercado da moda, do sexo, do entretenimento e das drogas ilegais. Dessa maneira, os anos 80 passaram a ser uma verdadeira antessala do manicômio, caracterizada pela grande quantidade de playboys em ternos desengonçados de mafioso, consumidores obsessivo-compulsivos de cocaína, prostitutas ninfomaníacas chapadas e repletas de DST, e filmes de Terror Trash podrões de quinta categoria povoados de bonecos com máscaras ridículas de borracha mal-feita.

Consequente a isso, o número de pessoas marginalizadas e lançadas a sorte da sociedade e da vida, também cresceu. Também houve um brusco aumento de artistas frustrados, que costumavam ser rejeitados por toda a crítica por não atender aos questionáveis padrões sociais, e assim acabavam por entrar em profundo estado de depressão por suas obras não serem bem aceitas e tornavam-se ilustres dependentes alcoólicos, jogando suas vidas fora enquanto se questionavam sobre o sentido da existência, caminhando lentamente para uma morte sofrida e dolorosa por cirrose hepática.

O cyberpunk surgiu dentro desse contexto, em uma época repleta de rótulos, novidades tecnológicas, mendigos, drogados, meretrizes, vagabundos, anarquistas, pessimismos e sonhos frustrados, seguindo dessa maneira a premissa estabelecida pela literatura de Ficção Científica desde os primórdios de retratar a podre e infeliz realidade do período.

O cyberpunk inovou justamente porque, diferentemente da Ficção Científica até o momento, que era um pouco mais mentirosa fantástica, optar por uma abordagem mais realista pessimista da realidade, acarretada pela relação traçada entre tecnologia e consumo desenfreado. Mas como a população é masoquista e gosta de levar tapa na cara, acabou por receber muito bem o gênero, que até hoje faz sucesso dentro da comunidade literária, cinematográfica, RPGista, quadrinística, gamística e nerd de maneira geral.

Tipos de enredoEditar

Como todo subgênero de Ficção Científica, o Cyberpunk encontra-se estruturado numa perfeita combinação de clichês e histórias batidas, das quais se usa e abusa de todas as maneiras possíveis, que a cada história lançada, vão ficando cada vez mais maçantes e previsíveis.

História do tipo "Freelancer"Editar

 
Dupla de protagonistas de uma história freelancer em busca de negócios clandestinos em algum beco qualquer.

Freelancer é um dos tipos de linha de enredo mais batidos e ultrapassados comuns dentro do gênero, seja em RPG, games, livros, etc. Os personagens em sua maioria estão ligados a algum tipo de tramoia. A principal característica desse gênero é apresentar personagens sem qualquer senso de ética ou moral e que em sua maioria seriam capazes de vender a própria mãe para um punhado de dinheiro. Os próprios protagonistas desse tipo de história podem ser quaisquer indivíduos que de alguma forma estejam ligados ao mercado negro, as ilegalidades das grandes empresas capitalistas ou ao tráfico de drogas.

Geralmente é muito visada pelo fato de que os protagonistas costumam ser ciborgues portadores de armas de alta tecnologia, capazes de pulverizar um pobre coitado aleatório com um único apertão no gatilho. Mesmo que seus protagonistas possam se apropriar de métodos questionáveis para atingir seus objetivos sórdidos, é uma característica comum que os mesmos sejam neutros, podendo matar ou deixar de matar qualquer um que cruze seu caminho, vai tudo depender da maracutaia em que os cretinos vão se envolver.

Quando há mais de um personagem principal, geralmente eles se conhecem através de fofocas e boatos que rondam nas ruas, que em sua maioria são espalhados por desocupados e gente à toa em geral (tais como prostitutas e sogras), pessoas que costumam ter inúmeros contatos na história. Dessa maneira, eles podem se juntar para alcançar um objetivo comum, e ao término de suas respectivas missões, se matar para ver quem vai ficar com o lucro todo final.

Entre os figurantes mais comuns desse tipo de história, temos os anarquistas marginalizados, garotas de programa, mendigos e outros vagabundos de beco, mercenários (muitos deles atuando para a concorrência), assassinos psicopatas, corporados capitalistas e traficantes de rua de maneira geral.

História do tipo "Corporada"Editar

 
Esquadrão de elite prestes a espancar um mendigo na rua, numa clara manifestação de abuso de poder. Muito comum dentro das megacorporações.

Esse tipo de história, embora incomum na literatura, é bastante comum no mundo dos videogames, do RPG e de qualquer mídia cujos adeptos sejam conhecidos pelo alto consumo de Doritos com Coca-Cola enquanto vão aumentando seu tecido adiposo a cada dia.

Em cyberpunk, a palavra "corporado" (ou "corporativo") geralmente tem relação direta com capachos, paus-mandados, carrascos e quaisquer tipos de alienados sem personalidade que trabalham para uma megacorporação aleatória. Dessa maneira, uma história com essa característica geralmente foca-se no ponto de vista das megacorporações ou daquele povinho lambe-botas e puxa-saco que trabalha para as mesmas.

A principal diferença entre esse tipo de história com as histórias do tipo "freelancer", é que os mercenários, assassinos e traficantes costumam sempre ser as mesmas pessoas, e sempre estarão a serviço de alguma das megacorporações. Personagens corporados são comuns em qualquer história Cyberpunk, porém, dificilmente atuam como personagens principais, geralmente servindo apenas para encheção de linguiça em um Cyberpunk comum, o que torna esse tipo de história diferenciado dos outros tipos (mas ainda assim clichê). Podemos dizer então que esse tipo de história, na maioria das vezes, analisa o ponto de vista do que poderíamos associar a uma espécie de vilão no gênero, o que difere-se da maioria dos personagens, que costumam ser anti-heróis. Lembrando que no Cyberpunk não existem herois, pois todos são em sua maioria indivíduos de caráter, ética, moral e senso de certo e errado pra lá de duvidosos.

Geralmente não há apenas um personagem principal, e sim um grupo de personagens principais, geralmente uma elite encarregada de varrer toda a sujeira das corporações para debaixo do tapete, tendo em vista que os donos da mesma podem deixar suas cagadas tornarem-se públicas. Sem contar que a maior parte desses personagens são covardes que sempre andam em bandos, pois é mais fácil de intimidar e tiranizar seus alvos. Geralmente, as megacorporações estão cagando e andando para o que o esquadrão faz, desde que o mesmo consiga livrar a cara de seus donos. Isso dá autonomia aos personagens para fazerem o que quiser, fazendo com que os mesmos ajam feito legítimos filhos da puta, despertando o terror da população (que costuma já estar na merda).

História do tipo "Subversiva"Editar

 
Anarquista armado procurando por algum lugar seguro para exercer um de seus atos delinquentes de protesto contra o governo e as megacorporações.

O tipo de história mais comum na literatura e no gênero Cyberpunk como num todo. Poderíamos simplesmente chamar de "história comum", mas o nome "história subversiva" é mais chique. Esse tipo de história é o mais abrangente de todos, abordando todos os aspectos do gênero e geralmente apresentando todos s estereótipos de personagens que podem ser encontrados num cenário típico, sendo portanto, o tipo mais adorado pelos virgens.

As histórias desse tipo geralmente dão foco aos punks anarquistas. Seus protagonistas costumam ser vândalos marginalizados pela sociedade, que foram abandonados pela sociedade e pelo mundo por nãos e encaixarem em padrões predeterminados ou por não terem nascido em berço de ouro. Os protagonistas desse tipo de história costumam atuar sozinhos (para evitar possíveis pesos-mortos atrapalhando) ou ser integrantes de um grupo de marginais e arruaceiros inconformados com o sistema predominante na sociedade cyberpunk.

Num mundo distópico e alienado pela tecnologia, geralmente seus personagens atribuem como culpados por toda a desgraça da humanidade, o Governo corrupto, que numa obra Cyberpunk, costuma ser pior do que o Brasil e mais sujo do que as orelhas de um mendigo. Por conseguinte, os personagens presente nesse tipo de história também são fortes opositores das megacorporações, tendo em vista que o governo costuma ser vendido e as mesmas é que são as verdadeiras responsáveis por mandar no mundo. Basicamente, é uma versão futurística do que já acontece nos dias de hoje. Dessa maneira, para manifestar toda sua revolta, seus personagens costumam manifestar toda sua inconformação assassinando gente ligada ao governo e as corporações, roubando armamento high tech das lojas especializadas, destruindo patrimônio público e pichando a parede com sobras de latinhas de spray vagabundo recolhidas no lixão (já que em sua maioria esses personagens costumam ser pobretões nascidos em algum barraco qualquer). Os anarquistas também podem ser hackers, invadindo o sistema das megacorporações e vazando para a população todos os podres das mesmas (e costumam ser os alvos principais do tipo do tipo anterior de história).

História do tipo "Espionagem"Editar

 
Típico espião do governo.

Dentre todos os tipos de história possíveis, esse tipo costuma ser o mais obscuro, incomum e desconhecido de todos. Em virtude disso, quase ninguém perde muito tempo escrevendo sobre ele, e as obras referentes a ele conseguem ser tão obscuras, misteriosas e desconhecidas quanto.

Esse gênero porém, costuma ser mais encontrado em RPG's inventados por desocupados caracterizados sobretudo pelo alto consumo de gordura trans ou qualquer outro alimento que resultará em algum infarto antes dos 30 anos.

O que torna esse tipo de história mais incomum e raro, é que geralmente ele analisa a história do ponto de vista do governo. Personagens ligados ao Governo, dentro do Cyberpunk, a menos que também estejam ligados as megacorporações, costumam ser chatos, entediantes e não ter nada de interessante, e por conta disso, geralmente atuam como os mais figurantes dentre todos os personagens do gênero, sendo inclusive, menos importantes que os mendigos e prostitutas.

Nesse gênero porém, seus protagonistas costumam ser agentes e espiões fodásticos a serviço do governo. Além de serem os portadores da mais alta tecnologia presente em um cenário Cyberpunk, costumam ser inteligentes e mais discretos do que os já extintos ninjas. Tais personagens geralmente são vistos em histórias nas quais, mesmo estando envolvidos em tramoias e negócios ilegais juntos, o governo e as megacorporações aparentemente não confiam um no outro. Sem contar que além de espionar as megacorporações, os protagonistas desse tipo de história também são as principais armas do governo contra os anarquistas, podendo se infiltrar no meio das organizações ilegais e passar todas as informações para os líderes do país. De maneira geral, podemos dizer que esse tipo de história tem como protagonistas os maiores dedo-duros e X9's que podem ser encontrados em um cenário Cyberpunk.

AssassinosEditar

 
Um temível assassino Cyberpunk. Repare em seu olhar psicopata, fitando friamente sua próxima vítima.

Os assassinos, na maior parte das vezes, também são mercenários ou trabalham fixos para uma entidade determinada. Podemos dizer que assassinos num Cyberpunk, nada mais são do que mercenários sociopatas que provavelmente tinham que pagar lanche na hora do recreio na escola, ou simplesmente sádicos sociopatas que ao nascer foram batizados com sangue de boi ao invés de água. De uma forma ou de outra, costumam ser indivíduos maus, bobos, feios chatos e caras de mamão.

O primeiro requisito para um personagem atuar como assassino num Cyberpunk, é não ter qualquer tipo de escrúpulo, e varrer do seu dicionário palavras como "ética" e "moral" e acrescentar no mesmo os verbetes "dinheiro II" e "dinheiro III" no lugar, para que fique bem claro aquilo para o que viverão e se encarregarão durante a história toda. Basicamente, enquanto existir pessoas dispostas a pagar para ver os concorrentes, os inimigos, os velhacos que devem mais de 14 meses de aluguel ou a sogra na cova, os assassinos existirão.

Como quase todo personagem de Cyberpunk, na maioria das vezes, o assassino foi um marginal que cresceu nas ruas, dividindo seu teto provavelmente com uma família barraqueira que por viver se juntando na porrada o tempo todo, se esqueceu de dar educação aos próprios filhos. Isso quando o dito cujo tem família, tendo em vista que em muitas ocasiões suas únicas figuras fraternais resumem-se aos ratos e baratas. Também pode acontecer de os assassinos serem durante sua infância moleques bagunceiros que viviam a pintar o 7 em casa, e por seus pais não conseguiram controlá-los nem com a ajuda da Super Nanny, acabaram por enviá-los ao colégio militar (ou simplesmente os amarrando num saco e jogando rio abaixo). Nesse segundo caso, é muito comum que os mesmos acabem por ser odiados por seus oficiais superiores, e em virtude disso,serem submetidos a constantes sessões de porrada para entrarem na linha, desenvolvendo assim uma personalidade revoltada com a humanidade. Por fim, também podem ser apenas sádicos psicopatas a fim de unir duas coisas que eles gostam: bufunfa e gente morta.

No que refere-se as suas características profissionais, os assassinos num Cyberpunk costumam ser completamente diferentes do que se vê numa história comum. As únicas características que há em comum entre ambos é a prepotência, a sede de sangue, a megalomania e que ambos são odiados pelo resto da humanidade. Assassinos de Cyberpunk costumam ser muito mais apelões, pois se apropriam de bugigangas tecnológicas das mais variadas, que os permitem ter visão noturna, visão de raio-X, olho biônico, reflexos sobre-humanos de combate e armas embutidas no seu corpo. Dessa maneira, é muito comum que alguns desses desgraçados possuam uma metralhadora no lugar da mão ou um scouter mini-binóculo implantado no seu olho que lhe permita descobrir qual o poder de luta focar melhor seus alvos.

Assassino corporadoEditar

 
Assassino corporado eliminando a concorrência.

Numa era tecnológica na qual o mundo todo é regidos pela tirania das megacorporações, nada melhor para uma empresa do que ter a seu dispor seu próprio arsenal de capachos capangas. O assassino corporado geralmente é um daqueles peões contratados pelas empresas para fazer o que toda empresa nos dias de hoje tem vontade de fazer: eliminar a concorrência. Porém, como os donos das megacorporações são uns bundões borra-botas incapazes de manchar suas unhas delicadas mãos, eles acabam sempre contratando algum trouxa para fazer o trabalho sujo.

Esse tipo de assassino é também o mais acomodado de todos, pois ao invés de levar uma vida de aventuras e descobertas matando inúmeras espécies de pessoas, ele acaba estacionando na zona de conforto igual o teu cunhado estaciona no sofá da tua casa, matando sempre o mesmo tipo de pessoa e fazendo sempre o mesmo tipo de serviço, levando uma vidinha chata e entediante. Provavelmente, é aquele tipo de pessoa que terminará seus últimos dias em rodas de xadrez no parque da esquina, com seus mais de 100 quilos e sua obesidade mórbida, lamentando o passado enquanto ouve os outros assassinos narrando suas experiências e divertidas.

Assassino executorEditar

Esse é aquele tipo de assassino barra-pesada, que só de olhar de cara feia já faz qualquer um se borrar nas calças e sair chamando pela mamãe. Enquanto que o primeiro tipo leva uma vidinha repetitiva trabalhando para uma megacorporação, esse leva uma vidinha repetitiva trabalhando para alguma organização criminosa como Ultratech, Mão Negra, Akatsuki ou Senado Federal. Não costuma ser de muitas palavras, apenas vai lá e faz o serviço sem pestanejar. Geralmente é um sniper especializado em headshot, e costuma não hesitar em eliminar qualquer vítima alvo que lhe seja designado.

A diferença para o assassino corporado, é que as pessoas que o executor precisa eliminar encontram-se em diversas cores, gostos e sabores, tendo em vista que para uma organização criminosa, até um mendigo passando na rua deve ser eliminado sob suspeita de ser um espião. O principal problema para um assassino executor, é que por tratar-se de criminosos, seus chefes costumam ter inimigos nos quatro cantos do mundo, pois ninguém gosta deles. Dessa maneira, pode acontecer de ele pegar uma semana de férias e quando voltar, dar-se conta de que seus patrões ou foram levados para o xadrez, ou foram levados para o Inferno, o que por sua vez, o deixaria desempregado.

Assassino freelancerEditar

 
Assassino freelancer dando cabo de alguém que já estava na mira de muitos.

O assassino freelancer é o típico "vida louca" dos assassinos. Também é conhecido como "assassino mercenário". Dessa maneira, ele não trabalha vinculado a ninguém, exercendo suas atividades profissionais de maneira autônoma. É o tipo de assassino que leva uma vida mais agitada, sempre trabalhando para quem puder pagar mais pelos seus serviços, se envolvendo em trocas de tiro com a polícia, em trocas de tiro com os criminosos, em trocas de tiro com os anarquistas, em troca de tiros com os capachos das megacorporações, em trocas de tiro com o pessoal do governo, em trocas de tiro com os outros assassinos e até em trocas de tiro com a própria família (sobretudo na hora de brigar pelo último pedaço de pizza).

Geralmente, costuma ser o mais sagaz de todos, pois precisa dominar a arte de meter bala na testa e correr pra caralho depois como ninguém. Quando um dos protagonistas de uma história Cyberpunk é um assassino, geralmente ele é um assassino freelancer, apto a mandar para a vala desde políticos corruptos, até aqueles pobres coitados sem grana que compraram drogas ilegais na favela da cidade e não pagaram a dívida dentro do prazo.

Os guarda-costas em um CyberpunkEditar

 
Um guarda-costas ao lado de sua Unidade Tática de Combate de última geração, vigiando a entrada de um beco sujo que seu chefe veio visitar (provavelmente, para fazer negócios ainda mais sujos).

A figura do guarda-costas, constituti-se numa peça importantíssima numa história Cyberpunk... Apenas para os ricos, é claro. Se no mundo real atual, até aquele pobre coitado que trabalha o dia inteiro feito burro de carga, aturando os constantes xingamentos do chefe (muitas vezes sem nem saber o porquê, tendo em vista que nem sempre os patrões necessitam de motivos para descontar sua raiva nos seus funcionários) e acumulando um alto nível de stress cotidiano para no final do mês receber aquela mesma merreca de sempre que mal dá para pagar as dívidas mais básicas, já vive em constante risco de ser assaltado a qualquer momento por um vagabundo qualquer (sobretudo se o indivíduo mora no Brasil, onde o risco é dobrado); que dirá uma pessoa rica em um universo conturbado regido pelo mundo do crime e pela incompetência do Governo e da polícia.

Muitas vezes, os principais alvos dos assassinos são aqueles raros indivíduos portadores de grande riqueza, seja por terem explorado tanto os menos afortunados a ponto de engordar seus cofres (geralmente líderes de empresas, políticos do governo ou donos de cassinos clandestinos de esquina), seja por simplesmente terem nascido em berço de ouro (playboys e patricinhas em geral). Muitas vezes também, se tornam alvo ou para os inúmeros inimigos que fizeram por toda a cidade, uma vez que tais personalidades costumam ser tremendamente odiosas e detestáveis; ou para organizações criminosas cujos líderes gostariam de apoderar-se de sua estupefata fortuna.

Dessa maneira, surge a figura dos guarda-costas, que nada mais são do que os paus-mandados dos ricos e famosos que foram contratados para protegê-los, já que os mesmos vivem em constante estado de medo e ameaça. A vida de uma guarda-costas num universo Cyberpunk, no que refere-se a comportamento, não difere muito da de um guarda-costas no mundo real: são pessoas com vidinhas entediantes que costumam ficar parados em frente a portas aleatórias e impedindo qualquer indivíduo suspeito de se aproximar do ricaço que está lhe pagando o dinheiro do pão de cada dia.

Assim como na vida real, apesar de frequentar os mesmos círculos sociais da elite, são vistos como meros robôs sem muita importância pela maior parte dos poderosos, sendo portanto, completamente ignorados, e sem direito sequer a um bom dia por parte das pessoas que passam por eles.

A função de uma guarda-costasEditar

 
  E aí, mais algum vagabundo querendo entrar de bicão?  
Uma guarda-costas fazendo o seu trabalho como deve ser feito.

Em geral, numa história do gênero, são pessoas que vieram de cidadezinhas insignificantes do interior para as grandes cidades em busca de novas oportunidades, mas que por serem um completo fracasso em todos os aspectos da vida, acabam tendo de se contentar com a primeira oferta de emprego que aparece em anúncios de jornais de quinta categoria.

Entretanto, mesmo que teoricamente, em termos de atitude e a forma como são vistos perante a sociedade seja um fator em comum com os guarda-costas do mundo real, podemos dizer que num Cyberpunk os riscos são muito maiores, por vários motivos. Primeiro que, muitas vezes esses infelizes tem de acompanhar seus chefes (geralmente quando esses tratam-se de ricos ligados ao tráfico) em becos, favelas e periferias das mais barras-pesadas da cidade.

Como tais localidades costumam ser um verdadeiro ninho de cobras, eles vivem constantemente expostos aos perigos dos mais variados, tais como: tomar tiros de bala perdida, levar facadas, ser espancados por gangues, ser assaltados por moleques sujos e catarrentos de rua, ser abordados pelos mais irritantes e chatos testemunhas de Jeová que se pode encontrar na cidade, e até mesmo ser vítimas de doenças contagiosas provenientes dos ratos e baratas que vivem lá. E pra completar, muitas vezes os patrões exigem que os mesmos sejam castrados eunucos, principalmente quando a pessoa que o contratou é um homem casado possessivo-obsessivo.

Se o cara for um guarda-costas de um ricaço, podemos dizer que sua função é meramente simbólica (pra não dizer completamente insignificante). Sobretudo pelo fato de que, se quiserem assassinar o protegido, ninguém será cabeça oca e tentar se aproximar do mesmo passando pelo guarda-costas, não com todo mundo sendo portador de no mínimo, um braço mecânico equipado com uma arma de fogo.

Em virtude disso, é muito comum que alguns playboys optem por guarda-costas ciborgues com tecnologia de ponta a sua disposição, com no mínimo uma espingarda acoplada ao corpo e um olho biônico que permite fazer reconhecimento da área a distância, a fim de poder revidar de igual pra igual. Porém, geralmente eles são os primeiros a ir para o saco em caso de troca de tiros.

CorretoresEditar

 
Um corretor se desmanchando em risos após tapear mais um trouxa.

Os corretores nada mais são do que malandros em busca de dinheiro. São uma versão mais culta e discreta dos mercenários. Na verdade, corretores são mercenários de terno, gravata e roupa formal. Basicamente, atuam sobretudo como uma espécie de vendedor de porta de casa, porém, com pinta de doutores ao invés daquela velha cara de mortos da fome, como é o mais habitual entre os vendedores de rua. Em geral, os mais bem-sucedidos corretores, estudaram a arte da venda sozinhos por meio de livros adquiridos na Internet, em sites como Submarino e Mercado Livre, e são conhecidos por sua grande perspicácia, sendo em sua maioria, mais lisos do que um sabão, e dominam a arte de empurrar porcarias e bugigangas boca abaixo para qualquer otário que cruze seus caminhos como ninguém.

Corretores costumam ter um grande conhecimento, tanto de como funciona a política corrupta dentro das corporações, como de como funciona o mundo do crime nas ruas, e na verdade, eles costumam ter contato em ambos os ambientes. São figuras particularmente neutras, cujo único interesse gira em torno do dinheiro. De maneira geral, eles sabem muito dos fins para os quais suas mercadorias vendidas serão usadas, mas estão pouco se lixando para o resto da humanidade, querendo unicamente saber do seu bolso, como todo vendedor, aliás. Inclusive, os mesmos até dão recomendações de quais armas utilizar para assassinar determinada pessoa, quais softwares mais poderosos para invadir o sistema do Governo, etc.

Como corretores, eles costumam ser autônomos, ou seja, eles só trabalham quando querem e quando a preguiça não lhes impregna o couro. Ou seja, se você é um personagem de cyberpunk e quer urgentemente comprar uma mercadoria específica, não adianta espernear, reclamar, ou xingar a mãe do cara, pois o dito cujo só vai trabalhar quando lhe der na telha. Corretores também costumam ser exímios trogloditas poliglotas, pois em muitas ocasiões, seus clientes costumam ser espiões de outras nações, e dominar vários idiomas é tremendamente necessário para as ocasiões em que você quer trair seu próprio país.

Não há uma história padrão para os corretores de um universo Cyberpunk, sendo que seu objetivo é simplesmente ganhar uma graninha fácil em cima de trouxas, sem direito a reembolso ou devoluções. Mas basicamente, ele iniciou sua carreira como sendo um simples zé-ninguém que gostava de vadiar mas não queria trabalhar, e acabou achando nas vendas, uma maneira eficaz de levar uma vida fácil e sem maiores preocupações. Claro que isso é meio contraditório em um mundo onde reina o crime, mas a principal vantagem dos corretores é que os mesmos costumam estar seguros, e por serem de grande utilidade quando se quer adquirir algum produto ilegal, se fazem necessários tanto para os corporados, como para os vagabundos, e em virtude disso, não correm riscos tão grandes quando os demais personagens encontrados nesse subgênero.

Acredita-se que o primeiro corretor de que se tem notícia no mundo do Cyberpunk, tenha sido na verdade um vendedor demitido da Polishop, portador de uma capacidade natural para persuadir gente burra, especialista em propaganda enganosa, que teria sido lançado no olho da rua após vender todo tipo de quinquilharia para as pessoas e receber inúmeras reclamações em virtude disso, rendendo vários processos para a empresa. Uma vez desempregado, coube ao mesmo achar uma nova maneira de conseguir seu pão de cada dia, e a partir daí, ele começou a ingressar o mundo dos negócios clandestinos.

Negociante do mercado Livre negroEditar

 
Negociante do mercado negro em mais um rotineiro dia de trabalho.

De todos os corretores que você pode encontrar, esse é sem dúvidas o que mais fatura. Isso porque ele costuma ser a alternativa mais procurada nas grandes cidades por mafiosos, anarquistas, líderes de megacorporações, políticos, mentores de organizações criminosas e gente sem caráter em geral. Isso deve-se pelo fato de que esses indivíduos tem sempre a sua disposição armas ilegais, drogas alucinógenas, explosivos proibidos, tecnologia roubada, e documentos oficiais roubados do governo.

São conhecidos sobretudo por cobrarem preços mais altos, e até se você quiser saber o endereço da padaria do Seu Manuel, eles irão lhe cobrar o olho da cara, e seus produtos costumam ter valores muito superiores aos impostos e juros cobrados pelo governo, fazendo com que em muitas ocasiões, seja muito mais viável ir até a venda da esquina e comprar legalmente mesmo. Mesmo que não seja um padrão, é muito comum que eles tenham iniciado sua carreira mercenária como donos de fliperama, mas que acabaram encontrando no mundo da ilegalidade, uma forma muito mais fácil de ganhar dinheiro do que tapear pirralhos viciados que torram toda a mesada em fichas para Cadillacs & Dinosaurs.

FixersEditar

Um corretor classificado como "fixer", nada mais é do que um mediador para formação de gangues, e essa é sua principal função nas ruas. Sua maior especialidade é reunir vagabundos dos quatro cantos da cidades e formar pequenos grupos de marginais para empestear a sociedade já conturbada com seus atos delinquentes. Fixers costumam ser os principais responsáveis pela grande quantidade de gangues, quadrilhas, grupos criminosos e demais ajuntamentos de gente à toa presente nas ruas, favelas e becos. Vários grupos criminosos, tais como Gangue Gangrena, Trio Ameba, Molecada da Rua de Baixo, Seleção Argentina de Futebol, Corte das Corujas e Al Qaeda teriam sido formadas por fixers.

Porém, diferentemente da maioria dos corretores, fixers costumam ser fieis aqueles para quem trabalha. Entretanto, jamais, sob hipótese alguma, sequer pense em passar a perna em um desses corretores. Sua lealdade acompanha o bolso de seus contratantes, e se por um acaso, você acabe por ficar devendo, será perseguido até os confins do Inferno para um leve acerto de contas, tendo em vista que esses indivíduos tem contato com os mais sádicos e inescrupulosos indivíduos que se pode encontrar no mundo das gangues de rua.

Abutres ou urubusEditar

 
Um corretor urubu dando no pé depois de vender uma arma falsificada para algum otário.

Como o próprio nome já diz, esses indivíduos vivem dos restos, ou seja, se beneficiam da desgraça alheia. Suas vendas giram em torno sobretudo de hardwares e tecnologia usada. Basicamente, quando não estão fazendo negócio com algum ciborgue ou hacker, saem por aí afora, geralmente revirando lixeiras, invadindo ferros-velhos e vasculhando depósitos de lixo em busca de qualquer bugiganga tecnológica que ninguém mais queria e jogou fora em virtude da completa inutilidade. Ou seja, são os maiores tapeadores e trapaceiros dentre todos os corretores. São inescrupulosos e não hesitam duas vezes em vender velharias danificadas e falsificadas made in China.

Quando o otário percebe que caiu no conto do vigário e volta para tirar satisfação e exigir o dinheiro novamente, o miserável já saiu da cidade, e resta ao indivíduo enganado, desejar que um raio caia sobre a cabeça do abutre ou que o mesmo sofra um infarto do coração enquanto ri de sua cara de trouxa.

 
Retrato falado de como teria sido o primeiro corretor camelô.

Lembrando que, quando os abutres não conseguem encontrar mercadorias imprestáveis para vender, eles costumam queimar estabelecimentos às escondidas, esperar que seus donos se enforquem ao ver o trabalho de uma vida descendo pelo ralo, e aproveitar a deixa para catar qualquer porcaria que sirva para passar a perna em gente idiota.

CamelôEditar

De todos os corretores existentes, os camelôs iniciam como sendo os mais pobres e desesperados. Alguns acabam enriquecendo no futuro, pois com pena de ver os coitados todos maltrapilhos e parecendo uns mendigos mortos da fome vendendo produtos de quinta categoria, as pessoas ricas acabam sempre comprando deles. Sua principal habilidade é a de fazer cara de coitadinhos onde não têm nem mesmo onde caírem mortos, uma maneira eficaz de conseguir uma grana fácil mesmo não tendo a mesma lábia dos corretores acima.

Por outro lado, estes indivíduos também não são flor que se cheire, pois quando não conseguem atingir a clientela rica, eles acabam visando outros públicos, e costumam vender mercadoria ilegal para a escória da sociedade, enriquecendo muitas vezes às custas de gente ainda mais pobre que eles. Obviamente que nesse último caso, querendo ou não, os mesmos acabam fardados a miséria eterna, sem qualquer perspectiva de uma vida melhor, e acabam se conformando com sua situação mesmo assim. Camelôs do primeiro caso, em sua maioria pertencem a mesma linhagem que Sílvio Santos, enquanto que camelôs do segundo caso, em sua maioria pertencem a mesma linhagem que Seu Madruga.

Artistas e celebridades no universo CyberpunkEditar

As celebridades constituem uma das figuras mais inúteis e sem-graça de uma história Cyberpunk, e os mesmos só terão alguma utilidade caso sejam um protagonista, ou no mínimo, um membro da família do protagonista. De resto, não servem para absolutamente nada, ou seja, exercem praticamente a mesma função que um artista famoso nos dias atuais. É claro, isso no que refere-se a "utilidade para a humanidade". Apesar de tudo, existem histórias, umas raras, onde as celebridades conseguem ter razoável importância, exercendo sua influência acerca da grande massa, uma unanimidade burra e completamente alienada, composta basicamente por playboys, pela ralé e por gurias retardadas.

 
Uma celebridade, em um cenário Cyberpunk, sendo assediada por uma guria retardada durante uma apresentação ao vivo.

Dentro desse tipo de história, as celebridades geralmente costumam ser cantores, pessoas reconhecidas mundialmente pela sua grande capacidade de invadir softwares de síntese de voz, tais como Vocaloid, e reproduzir sons artificiais durante shows musicais, enganando a população com canções vulgares e letras imbecis sobre "felicidade". Isso acaba fazendo a grande massa pensar que se trata de sua voz verdadeira quando na verdade é apenas um ruído muitas vezes auto-tunado que algum gordo sedentário sob o seu comando roda durante as apresentações. Desta maneira, eles enganam assim vários desocupados que muitas vezes, em virtude da falta de dinheiro, tiveram de roubar (ou na pior das hipóteses, fazer hora extra no trabalho) para conseguir o dinheiro dos ingressos.

As celebridades nesse tipo de história também podem muitas vezes ser pessoas ordinárias que simplesmente conseguiram conquistar as pessoas por meio de alguma mensagem revolucionária ou discursos de ódio, pegando embalo no descontentamento da população já frustrada e infeliz com a situação nas grandes cidades, algo muito parecido ao que Hitler fez. Fora esses, existem outros tipos menores e menos comuns de celebridades, mas que não merecem ser citados dada a ausência de importância.

De maneira geral, conclui-se que a principal função das celebridades é a de manipular a gentalha e utilizar a aprovação de toda essa gente acéfala em seu favor. Isso pode ser feito de várias maneiras. Uma delas serve para deixar seus cofres ainda mais gordos, ao pedir doações dos fãs qualquer coisa sem importância, e provavelmente, conseguindo, uma vez que quando o assunto são os ídolos pessoais, os alienados de plantão não hesitariam duas vezes em dar seu suado dinheiro para gente que fede mais do que sabonete de lama negra.

As celebridades também poderiam utilizar isso em seu favor para escapar de enrascadas. Por exemplo, caso o artista em questão se envolva em algum episódio envolvendo tráfico de drogas, uso abusivo de álcool e porte ilegal de armas, seria muito fácil incitar a população contra as autoridades, fazendo-se de vítimas e originando nos seus fãs um sentimento de ódio que os levaria a algum tipo de mutirão ou barraco em espaço público, terminando em alguma confusão que resultaria provavelmente na liberação do artista em questão (ou em algum tiroteio).

Características geraisEditar

 
Celebridade se apropriando de toda sua influência para induzir a população a cometer vandalismos pela vizinhança.

Muitas vezes, a celebridade age como um lobo em pele de ovelha: infiltra-se no meio da população e consegue a aprovação da grande maioria, e através dessa aprovação, consegue persuadir as pessoas a votar em favor de qualquer ação de caráter duvidoso e questionável, que gente em sã consciência e com o mínimo de senso crítico, não aprovaria. Essa manobra é muito utilizada pelo governo ou megacorporações para enganar a escória.

No caso do governo, a celebridade pode ser alguém da própria Casa Branca que fez algum cursinho de canto e mesmo sem talento (como acontece na maioria dos casos hoje), sai por aí se auto-proclamando cantor. Como as pessoas são burras demais e costumam ter péssimas preferências musicais, acabam caindo na armadilha, e em pouco tempo, tornam-se fãs. Quando o governo quer lançar a votação de algum projeto sem muita ética, como por exemplo o bombardeio de alguma cidade vizinha para testes nucleares ou a pena de morte para alguém que foge aos seus interesses mesquinhos, ele pode se fingir de bom samaritano sob a fachada de "consulta popular".

Assim, a celebridade em questão põe em prática suas táticas maquiavélicas de manipulação, fazendo propagandas e escrevendo músicas que levem as pessoas a crer que aquela definitivamente é uma boa coisa. Muitas vezes as pessoas até sabem que trata-se de algo sem um pingo de ética, mas mesmo assim aprovam a medida unicamente porque seu "ídolo" pediu para apoiar. No caso das megacorporações, é algo parecido, funcionando nos mesmos moldes que a Rede Globo.

Obviamente, existem características padrões que podem ser atribuídas as celebridades. A primeira, é que costumam ser pessoas ligadas em sua maioria a música, as artes ou a discursos de praça pública. Em virtude disso, muitas vezes as celebridades configuram-se em alvos comuns e tremendamente fáceis para assassinos profissionais contratados, geralmente ligados ao mundo do crime.

Por estarem em constante contato com a ralé (termo pelo qual eles conhecem seus fãs), é muito comum a celebridade se apropriar de alguma identidade falsa caso queira se envolver em alguma maracutaia criminosa, como comércio no mercado negro, por exemplo. Por natureza, as celebridades devem possuir todo tipo de artimanha que lhe permita ludibriar o povo: oratória, trato social, carisma e algum pseudo-talento qualquer, que pode variar desde canto, facilidade com algum instrumento musical ou jeito com artes e poesias; até habilidade para vender churrasqueiras ou espremedores de fruta em canais de quinta categoria da TV daqueles que você só assiste esperando seu programa favorito começar.

A políciaEditar

 
Um raro exemplo de policial útil num Cyberpunk. É claro... Útil para a população ou útil para as megacorporações... Tudo muito relativo.

Assim como na vida real, os policiais num cyberpunk não servem absolutamente para porra nenhuma. Costumam ser preguiçosos, e vivem à toa, enchendo a cara dentro das próprias centrais de polícia, ignorando pedidos de socorro e sendo da mais completa inutilidade. Basicamente, a polícia num cenário Cyberpunk é completamente irrelevante simbólica, e só existem delegacias para passar a falsa impressão de ordem. Entretanto, assim como na vida real, ainda há jovens iludidos, principalmente aqueles mais favelados marginalizados, que sonham em ser policiais quando atingirem a fase adulta, alimentando para si mesmos a falsa esperança de que tornando-se um tira, eles vão contribuir para a humanidade de alguma forma. Em sua maioria, quando ingressam na carreira de policial, acabam momentaneamente tendo suas expectativas frutradas, mas se acostumam com a folga e geralmente decidem permanecer na polícia. Os 10% que tem um pouco de vergonha na cara, não se conformam de forma alguma e acabam voltando para as ruas e tornando-se anarquistas.

Fora os jovens iludidos que acabam abraçando a preguiça causa da polícia, boa parte dos policiais eram em sua maioria pobres coitados ou desocupados em geral da mais alta patente do fracasso, que não se deram bem nem como trabalhadores do McCyberDonald's e decidiram optar por um emprego onde não precisavam fazer qualquer esforço além de sentar suas bundas gordas numa cadeira giratória e se empanturrar de café com rosquinhas. A falta da ineficiência policial é de longe um dos principais motivos para a grande proliferação de vagabundos e anarquistas pelas ruas de um Cyberpunk, já que alguém precisa exercer as funções que deveriam pertencer aos tiras, devido a sua falta de capacidade.

Nas poucas ocasiões em que a polícia de um Cyberpunk entra em ação, os tiras geralmente se contentam simplesmente em isolar os criminosos linha dura (e também os pés-de-chinelo) em uma zona da cidade. Geralmente a polícia tem ciência das tramoias dos bandidos, mas prefere não se envolver para que não acabe sobrando pra ela. Ou seja, todo o crime é realizado bem em frente aos olhos da polícia, que não faz nada, já que quer tirar o seu da reta. Geralmente, os policiais são portadores de armas de alta tecnologia, tais como armas de feixe ou de disparo rápido, que eles vão usar apenas nas situações em que precisam salvar o próprio traseiro. Raramente se vê algum policial trabalhando em prol da população, e mesmo que sejam treinados para tala, eles optam por lavar suas mãos.

Comportamento dos policiaisEditar

 
Policiais corruptos atentando friamente contra a vida de um anarquista (que provavelmente andou fazendo merda).

Assim como na vida real, existem policiais das mais variadas espécies. Fora os já mencionados preguiçosos que só estão na polícia para levar uma boa vida dentro das centrais, longe dos perigos das ruas, há também os policiais que gostam de ação e vivem se metendo em tiroteios no meio das ruas, muitas vezes, por pura adrenalina. Os poucos ciborgues ou policiais que defendem algum ideal que existem dentro das centrais de polícia optam por vigiar as ruas, já que em muitas ocasiões costumam ser vistos com maus olhos pelos policiais mais inúteis, que sentem-se intimidados e incomodados com sua presença.

Entre os policiais que preferem ação ao invés de vagabundear, existem aqueles sem quaisquer escrúpulos, que vivem na base do suborno e da corrupção, e geralmente encontram-se nas ruas repreendendo a população honesta e facilitando o lado dos bandidos.

É muito comum que policiais sem caráter estejam trabalhando secretamente como informantes ou a serviço de megacorporações, do governo ou de grupos de crime organizado. Geralmente, esse tipo de policial atua nas histórias do gênero como vilão do tipo que morre na parte final, seja baleado por um anarquista, seja baleado por algum arruaceiro qualquer.

AtuaçãoEditar

 
Típica policial protagonista prestes a dar cabo de alguns malandros sem amor pela vida durante um desses barracos de festa (provavelmente em algum baile funk).

É muito comum que exista alguns esquadrões especializados, próximos a militares, que geralmente cobrem o corpo todo e vão para a rua espantar criminosos, mantendo-se neutros e só atuando quando o bandido chama muita atenção. Geralmente, esses caras ficam vagando pelas ruas, com o corpo coberto por um uniforme ou armadura de elite clichê, um capacete do Master Chief e armas dignas de histórias em quadrinhos. Alguns mais radicais vivem acompanhados de robôs de última geração que os auxiliam na hora da troca de balas.

Quando entram em um confronto contra infratores da lei, geralmente é para matar e garantir que o vagabundo não encha mais o saco. Muitos dos integrantes desses vigias de rua são policiais independentes, não sendo nem bons nem maus, mas tendo certa paranoia com determinadas classes de vagabundos. Mesmo que muitos estejam pouco se lixando para a população em geral e só queiram um motivo para continuar existindo ao perseguir determinados grupos de bandidos, pode-se assumir que esses policiais são os que mais contribuem para fazer aquela limpa desejada nas ruas, becos, guetos e favelas.

Por fim, também existem alguns raros mocinhos, que decidiram permanecer na polícia porque de fato queriam contribuir para a humanidade. O único problemas é que boa parte deles são os certinhos, presos ao politicamente correto, e ao invés de simplesmente executar os vagabundos e livrar o mundo de uma praga, em virtude de seu código de honra insignificante pessoal, preferem levar os criminosos para a cadeia, só para eles serem soltos logo em seguida.

Nas ocasiões em que o protagonista de um Cyberpunk é um policial, ele geralmente terá o espírito de um mocinho, mas o comportamento de um policial independente: vai ter senso de justiça sim, porém, guiado pelo lado racional. Em síntese, significa que ele acredita que a melhor forma de reduzir o crime nas ruas é mandar todo tipo de vagabundo para os quintos dos Infernos.

Os corporadosEditar

 
Um típico corporado fazendo uma ligação de negócios, provavelmente para algum assassino, sabotador, ladrão, espião, mercenário ou qualquer outro tipinho desses sem um pingo de decência. Ou vai ver, está bajulando seu próprio chefe por telefone enquanto planeja em pensamentos como irá apunhalá-lo pelas costas.

Os corporados nada mais são do que os maiores filhos da puta que podem existir numa história Cyberpunk. Para começo de conversa, um corporado não se importa com nada nem com ninguém a não ser ele mesmo. Ou seja, se ele estiver faturando e se beneficiando de alguma coisa, toda a humanidade pode ir para puta que pariu que para ele não faz diferença. Isso se assemelha muito com os empresários brasileiros.

FunçãoEditar

Dentro das megacorporações, corporados são como uma espécie de homem de negócios, algo muito semelhante a um corretor, só que alfabetizados e com diploma de ensino superior.

Muitos deles também são responsáveis por varrer toda a sujeira das empresas para debaixo do carpete. Por conta disso, costumam ter pleno conhecimento de todos os podres da corporação a qual servem, mas por serem uns cretinos sem caráter nenhum, continuam a servi-las mesmo assim. O que importa é ganhar o seu no final do mês, novamente, filosofia essa típica de um brasileiro.

Perigo constanteEditar

Em sua maioria corporados são riquinhos que chegaram aonde estão da maneira mais comum dentro de um Cyberpunk: vendendo produtos de caráter questionável, cometendo atos de corrupção e pisando no próximo. Apesar de tudo isso, a vida de um corporado também tem seus baixos. Por exemplo, quando se é um executivo em uma empresa, o indivíduo deverá ficar dia e noite de olhos abertos, pois sempre haverá um colega de trabalho invejoso ou até mesmo um subalterno mau-caráter esperando um deslize para poder puxar seu tapete.

E não apenas isso: muitas vezes deve-se tomar cuidado até mesmo com o próprio chefe, que pode ser um obcecado, querendo de alguma maneira ver a sua desgraça por considerá-lo uma ameaça ao seu cargo. Em síntese, ser um corporado significa ser um paranoico agudo que deve desconfiar até mesmo da própria mãe para não ser passado para trás.

Na maioria dos casos, os corporados estão sujeitos aos caprichos de seu patrão, afinal de conta, não deixam de ser paus-mandados das megacorporações. Entretanto, é um fato conhecido que num Cyberpunk, essas empresas são um verdadeiro ninho de cobras, e não significa necessariamente que o corporado é alguém de confiança ou que seus interesses batem com os da sua empresa.

OdiadosEditar

Outro motivo que obriga um corporado a ser hesitante quanto as pessoas que o cercam é o fato de que ninguém gosta dele. Ou seja, qualquer ser humano na face da Terra representa uma potencial ameaça, já que todo mundo o quer ver morto, pois como já foi dito, ele é um belo de um cuzão. Além disso, os corporados do alto escalão são os responsáveis por procurar alternativas viáveis para manter suas respectivas empresas no mercado. Isso significa que em geral são eles quem procuram as maneiras mais eficazes de eliminar a concorrência, tais como espionagem comercial, contratos com assassinos profissionais e sabotagem.

Na verdade, corporados são uma bosta de ser humano, e sempre estão às escondidas tentando levar vantagem em cima de outros ou conspirando contra seus próprios superiores. Ou seja, de maneira geral podemos estabelecer que os corporados simplesmente não valem o prato que comem.

Ver tambémEditar