Desmanuais:Como parar de fumar sofrendo apenas 24 horas por dia

Este artigo é parte dos desmanuais, seu acervo de instruções livres de conteúdo. Nuclear-explosion.jpg

Se você pensa que nós estamos preocupados apenas em fazer você rir de piadas sem graça, está quadradamente enganado!

A equipe da Desciclopédia chega a perder valiosas noites de sono ao pensar na saúde de seus leitores, essa imensa massa de debiloides sedentários que não arrastam o do computador!

Por isso, resolvemos investir pesado no bem de todos e na felicidade geral da nação. Afinal, Desciclopédia também é saúde! Não é?

Não precisa responder.

E, para entrar no espírito dessa nossa geração saúde, oferecemos a você um exclusivo método para abandonar o cigarro, uma receita infalível descoberta pelo famoso cientista Voulen Rabá.

Obs.: Este Deslivro é indicado para aqueles que tentaram seguir o outro Deslivro sobre o assunto, mas não conseguiram deixar de fumar.

Primeiro dia: chame o cigarro para uma conversa de homem para homemEditar

Fale sobre aquele pigarro insistente, sobre a falta de ar no final de cada lance de escadas, sobre o câncer de pulmão que vive assombrando sua mente.

Conte a respeito daquela insuportável murrinha que não sai de seus dedos, sobre o amarelo nos dentes e sobre o bafo de nicotina que espanta onze em cada dez garotas. Não se esqueça de comentar sobre o preço do maço, que te custa quase cem paus por mês.

Chore, desabafe e faça alguma chantagem emocional. Se o cigarro responder alguma coisa, interne-se. Cigarros não conversam com pessoas!

Segundo dia: seja firme, condene seu vício à morteEditar

Construa uma guilhotina em miniatura, retire os cigarros do maço e faça-os caminhar até o cadafalso. Então, execute-os todos.

Vá cortando a cabecinha de um por um, como na Revolução Francesa. Para dar mais realismo à coisa, imite o som de tambores ao fundo.

Mas atenção: essa cena é muito forte. Tem que ter estômago de ferro! O fumo vai ficar todo esquartejado, espalhando pedaços de papel e filtro por toda parte. Blargh!

Não se intimide. Não-fumante unido, jamais será vencido!

Terceiro ao quinto dia: essa é a parte mais difícilEditar

Você já decapitou o vício e agora entra na fase de abstinência crônica. Não se apavore. Alguns sintomas são inevitáveis, tais como:

1) Altíssima irritabilidade: você vai se sentir em plena Tensão Pré-Menstrual. Evite portar armas de fogo e, em hipótese alguma, aproxime-se de sua sogra ou de seu chefe, pois em apenas alguns segundos você pode avançar sobre eles e estraçalhá-los a mordidas.

2) Alucinações: é comum que você se sinta perseguido por uma dezena de cigarros decapitados que clamam por vingança. Não se assuste e muito menos fume suas alucinações. Além de jogar tudo por água abaixo, você estará pitando cigarros sem filtro.

3) Apetite voraz: você vai comer tudo o que vir pela frente. É um mecanismo de compensação e isso é comum. Mas cuidado: evite comer placas de carro e garrafas de refrigerante, pois são altamente indigestos. Caso você vire uma bola, aguarde nosso próximo lançamento: Como emagrecer cagando.

Quinto ao décimo-nono diaEditar

Se você chegou até aqui e não matou ninguém, não foi internado num hospício e não está entalado com um monte de lixo no estômago, parabéns.

Na pior das hipóteses você vai ter uma incontrolável vontade de mastigar Lexotan ou de se jogar da janela.

Concentre-se: em apenas alguns dias, você será uma pessoa livre!

Trigésimo dia: ufa, afinal, você chegou!Editar

Caia na real!

Você parou de fumar!

Durante trinta dias você não colocou um cigarro na boca e por isso merece um prêmio:

Compre um maço e abra bem devagar, sem pressa. Retire um cigarro e comece a cheirá-lo com bastante tesão. Então, acenda e fume, fume, fume, fume!

Afinal, num mundo que tem Rede Bobo, Ratinho, Gugu, Comando Vermelho, PCC, novela das oito, Lula, Imposto de Renda, Horário Eleitoral Gratuito e tanta merda junta, não é possível que você vai morrer logo de fumar, né?