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Escrava Isaura (telenovela de 1976)

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Escrava Isaura foi uma novela das 18 horas escrita em 1976 por Gilberto Braga; simplesmente o maior sucesso do horário de todos os tempos, baseado num livro não tão bom de mesmo nome, A Escrava Isaura!

Índice

EnredoEditar

Campos dos Goytacazes, interior do Rio, século XIX, poucos anos antes da Abolitura da Escravação.

Isaura é uma escrava branca (WHAT?!?) que sabe apenas que a sua mãe, a mulata Juliana, foi mucama na fazenda de seus senhores. Órfã desde o nascimento (a mãe deve ter morrido ao dar à luz Isaura), ela recebeu o amparo da sua senhora na Casa Grande, Dona Ester, que lhe criou como uma filha, mas é desprezada pelo Comendador Almeida, seu senhor. Dócil e submissa como uma cadelinha adestrada, mesmo assim ela sonha em conquistar a liberdade (sonha que dá). Desde que descobriu o paradeiro da filha, seu pai, o ex-feitor Miguel, luta para comprá-la, mas como não é mais reitor, então vai ter uma boa dificuldade para reaver sua filhinha.

O amor surge na vida da moça na figura de Tobias, proprietário de um engenho vizinho. Envergonhada, ela não revela suas origens e passa a trepar com ele em segredo. O romance vai bem quando volta da Europa o filho de seus senhores, Leôncio, de caráter mesquinho - sim, ele; o grande vilãozão dessa porra toda. O jeito, os modos e educação de Isaura o impressionam. Acreditando que ela seja uma presa fácil para os seus caprichos, Leôncio persegue Isaura insistentemente, querendo comê-la no lugar de Tobias (ô coitado)!

Com a morte de Ester, sua protetora, Isaura se vê cada vez mais acuada. A escrava revela sua condição a Tobias, que tenta obter licença para eles poderem trepar em paz se casarem. Porém, Leôncio está cada vez mais obcecado por ela. Tanto que, louco de ciúmes, não hesita em pôr fogo em uma cabana onde estava Tobias, que morre carbonizado (cruzes!). Entretanto, Leôncio não contava que lá estava também Malvina, sua mulher, com quem havia se casado por interesse (haa, ha!).

A vida de Isaura transforma-se em uma sucessão de suplícios infligidos por Leôncio, que não a poupa nem mesmo do tronco, como forma de castigo. A única alternativa da escrava é fugir com o pai Miguel e um casal de escravos amigos, André e Santa. Enquanto Leôncio com sangue nos olhos, os procura desesperadamente, os fugitivos vão parar em Barbacena, Minas Gerais, terra natal de Joselino Barbacena, onde, com medo de ser descoberta, Isaura assume outra identidade: Elvira, a Rainha das Terras (das Trevas não tem como, pois ela é pura demais).

Isaura-Elvira conhece Álvaro, rico abolicionista que se apaixona por ela. Porém, a moça, depois da morte de Tobias, passou a viver como viúva e sua única preocupação é juntar dinheiro para fugir do país e do alcance de Leôncio, afinal ele quer estuprá-la custe o que custar. Álvaro, no entanto, consegue conquistar seu coração e a convence a deixar a reclusão em que vivia e ir a um baile, contanto que volte para o castelo antes da meia-noite. Lá, Isaura é desmascarada por Martinho da Vila, um caçador de recompensas, denunciada e capturada (morte ao alcaguete!).

Leôncio, por má administração de seus negócios e de seu caráter torto, e se vendo na iminência da falência, casa-se pela segunda vez, com a jovem e rica Aninha Matoso (coitada...). Louco por sentir-se rejeitado por Isaura e enfurecido por saber que ela ama outro homem, Leôncio a casa com o velho Beltrão, jardineiro aleijado do engenho, apaixonado por ela. Contudo, a essa altura, os bens de Leôncio já não lhe pertencem mais. Nem mesmo sua escrava Isaura.

No final, Isaura fica com Álvaro, pois ela rejeita o jardineiro aleijado, e Leôncio se mata e vai parar no inferno. E todos vivem felizes para sempre, fim!

Elenco principalEditar

  • Lucélia Santos como Isaura
  • Rubens de Falco como Leôncio, o vilãozão da trama

Do resto ninguém vai se lembrar mesmo.

Trilha sonoraEditar

  • Um mero disquinho de 7" com 3 faixas de cada lado (como era costumeiro naquela década), mas que vendeu igual água no Saara.
  1. Prisioneira – Elizeth Cardoso (tema de Isaura)
  2. Amor Sem Medo – Francis Hime (tema de Leôncio)
  3. Retirantes (Lerê, Lerê...) – Dorival Caymmi (abertura)
  4. Nanã – Orquestra Som Livre
  5. BanzoTincoãs
  6. Mãe Preta – Coral Som Livre

Tema de AberturaEditar

(música que causaria um rebuliço tremendo nos dias de hoje)

Lerê, lerê; lererê, lerê...

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê
Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

Eu quero morrer de noite
Na tocaia a me matar
Eu quero morrer de açoite
Se tu negra me deixar

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

Meu amor eu vou me embora
Nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver
Nunca mais eu vou viver

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

CuriosidadesEditar

  • Deu mais de 8000 pontos de audiência e foi vendida para todo o resto do mundo, incluindo a Rússia, que na época ainda era U.R.S.S.;
  • Mesmo tendo ficado apenas menos de 4 meses no ar e com somente 100 capítulos, foi um puta sucesso, catapultando Lucélia Santos ao estrelato;
  • Rendeu um remake de bosta em 2005, que não repetiu de longe nem o sucesso da original.

Ver também:Editar