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Marisa Monte

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'''Marisa Azeda de Monte''' nasceu numa encruzilhada carioca, numa sexta-feira 13 de julho de 1967, e é um bicho feio. É também, nas horas vagas, uma cantora que mia em dó ré mi maior e compositora brasileira — cargos estes que Marisa abandona vez ou outra para se dedicar integralmente ao que realmente gosta e sente prazer em fazer: trabalhar de madrugadas no '''Castelo dos Horrores''' do [[Playcenter]]. A fantasia mais usada por Marisa é o seu próprio rosto. Durante um intervalo de dois anos entre um show e outro, e uma composição aqui e ali, Marisa se entrega de corpo e alma à difícil '''arte do susto'''.
==Começo==
[[Imagem:Bicho papao.jpg|thumb|Marisa em momento descontraído ao sair do armário. BUUUU!!!!]]
[[Imagem:Chiquinhamascara.jpg|thumb|Marisa ou Chiquinha?]]
[[Imagem:Marisabebada.jpg|thumb|Marisa abusou da birita na entrega do Grammy. Na foto, saindo da premiação amparada pelos amigos tribo-analistas Arnaldo e Carlinhos]]
Estudou canto, piano e bateria quando era uma pentelha. Não conseguia dominar esses instrumentos: passou, então, a estudar a difícil arte do chocalho no barracão da [[Portela]]. Na adolescência participou do musical '''Rock Horror Show''' (e, acredite, isso é a única coisa séria deste artigo – jogue no Google e verá que não estou <s>mentindo</s> brincando), dirigido por Miguel Falabella, com alunos do '''Colégio Monsters'''. Por volta dos catorze anos passa a estudar canto lírico. Marisa, por parecer (e ser) feia demais, foi expulsa a marretadas e porretadas de sua escola antes mesmo de terminar o Mobral.
Aos dezenove anos, excluída moralmente e socialmente do Brasil, ela se muda para a Itália, se instalando na cidade de Roma, onde durante um ano estudou canto – pois é a única coisa bonita que tem pra mostrar – e o seu instrumento, o chocalho, numa escola dessas bem chulé. Depois de muito treino e força de vontade, Marisa é apresentada – por simples dó de um professor (e por ter feito um oral muito bom nele) – ao produtor e cafetão Nelson Motta. Nelson gosta muito do canto de Marisa, mas sente náuseas ao ver seu rosto quando a menina sobe no palco. Ele então tem uma brilhante ideia: as apresentações da cantora só seriam possíveis se ela cantasse com um saco de pão na cabeça. Marisa assina um contrato e passa a cantar na boate de Nelson a boa e velha música caipira brasileira. Marisa volta para o Brasil, onde, com o saco na cabeça, passa a ser irreconhecível. Passa então a fazer sucesso, muito sucesso.
==Meio==
A baranga já fazia muito sucesso de público e crítica antes de ter o primeiro disco gravado, o que só veio a acontecer mais tarde com o disco '''M. M. (Música de Monstro) ao Vivo''' (1988). A este disco, com repertório psicodélico, pertence o primeiro grande sucesso, '''Bem quis Sequilhos''' (versão de Nelson Motta para uma música do país do Papa, música que conta a vida de um '''padeiro''' que queimava a rosca), que foi executado exaustivamente nas emissoras radiofônicas brasileiras (não adiantava trocar de estação: em qualquer uma, em qualquer horário, até na Voz do Brasil, lá estava seu miado cantado BEEEEM QUIIIIS SEQUIIIILHOS).
'''Toc-toc-toc: <s>barulhinho</s> [[Maconha|Bagulhinho]] Bom''' também provocou grande polêmica pela capa, um desenho do artista pornô Carlos Zéfiro, censurada nos EUA, por mostrar uma Marisa bonita e peituda – fato que provocou a fúria dos fãs, que estavam quase se acostumando às tiradas do saco da cabeça de Marisa no meio do show. A capa passou uma imagem negativa e mentirosa da cantora. Os fãs se indignaram com a falsidade de conteúdo e o disco foi um fiasco. Este CD também marcou uma aproximação maior com o mundo do sertanejo carioca, com as diversas escolas e gerações.
Adotando uma postura <s>[[cu doce]]</s> '''cool''', Marisa Monte procura evitar a superexposição na mídia, e mantém-se afastada dos meios de comunicação quando não está em turnê de lançamento de um disco novo. Mas o que muitos não sabem é que Marisa, a grande diva, descobre sua verdadeira e dura vocação em 1998. Após se encher e entrar de férias da turnê do disco '''Toc-toc-toc''', Marisa, muito desgastada, vai se divertir um pouco no [[Playcenter]] e se vê entre irmãos. Marisa se descobre e passa a atuar no '''Castelo dos Horrores''' e no '''Noites do Terror''', grandes sucessos do parque temático. Por isso Marisa fica muito tempo sem gravar ou fazer shows, pois vida de monstro não é fácil não, gente, principalmente no Brasil. O [[Playcenter]] toma muito o seu tempo. Enfim, Marisa só retorna com sua carreira menor e menos prazerosa, a de cantora, em 2000.
Em 2000 Marisa lança, forçada pela gravadora e muito a contragosto, o CD '''Memórias, Crônicas e Declarações de Horror''', centrado no tema do '''horror brasileiro''' (destaque para os backing-vocals guturais de Zé do Caixão), disco muito desaclamado pela crítica. Dentre os <s>fracassos</s> do álbum estão as músicas '''Pra seu horror I love you''', '''Não vá embora (se eu tirar o saco da cabeça)''', '''Perdão (se assustei) você'''. A turnê do álbum durou aproximadamente um ano e gerou o DVD homônimo com os melhores momentos do show (onde Marisa passa a excluir o saco de pão da cabeça e começa a cantar no nu e no cru mesmo). Coitada da plateia! o DVD vendeu cerca de 3 cópias na Rua 25 de Março, Brás e adjacências.
No fim de 2002, Marisa lança o CD e DVD '''[[Índio|Tribo-analistas]]''', projeto idealizado por ela e os parceiros psicólogos Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, que ultrapassou a marca de um milhão de fitas k7 vendidas no Brasil. O disco tem um alto teor psicológico e conta como é triste a vida de um excluído sócio-econômico brasileiro (destaque para a faixa ''' “O amor é feio” '''). Tirando ''' ”O amor é feio” ''', nenhuma outra faixa merece destaque, mas a fitinha até que é boa, viu???
==Fim==
Após '''cinco anos''' sem aparições relevantes (como todos já sabemos, o trabalho é duro no [[Playcenter]]), Marisa voltou no primeiro semestre de 2006, quando lançou simultaneamente dois discos: '''Infinito Relativo Elevado a Oitava Potência Particular''', dedicados a canções inéditas sobre a [[Física|Física Quântica]] compostas no parque e em experiências extra-corporais devido ao uso de [[cigatinhos]], e o disco '''Universo ÷ 3 + Ao Meu Redor Amor I Love You''', de música [[Matemática]] regional brasileira (o samba) e de MPBaitola, no que resulta na criação da turnê '''Universo Infinito Elevado a Oitava Potência ÷ 3 + Ao Meu Redor Amor I Love You no Particular'''.
Agora Marisa está de férias, ou melhor, dando duro e trabalhando muito, muito mesmo. Afinal, vida de pobre, feio e/ou burro no Brasil é difícil, muito difícil mesmo.
==Curiosidades==
*Muitos não sabem, nem os <s>idiotas</s> fãs, que em 1990, Marisa participa do remake do filme '''A Noite dos Mortos Vivos'''. Ela foi o morto que apareceu subitamente saindo da geladeira comendo um gato congelado. Detalhe: dizem as más línguas que ela não usou maquiagem alguma, ficando apenas dois dias sem dormir para conseguir aquela aparência.
*Retornando aos cinemas (agora em sua 1a dublagem), Marisa empresta sua voz ao persongagem de um olho só (o famoso '''[[Mike Wazowski (Monstros S.A.)|Mike Wazowski]]''') do filme '''Monstros S.A.'''
*Marisa também teve papel importante no filme '''[[O Senhor dos Anéis]]''': ela foi figurante de '''[[Smeagol|Sméagol]]'''. Podemos vê-la rapidamente quando o pequeno monstrinho dá as costas para a camêra - aquelas costas secas, em puros pele e osso são de Marisa.
==Turnês mundiais==*'''Marisa Monte e a Volta ao Mundo em 40 Noites – Ao Vivo''' (Sem pray-back e no escuro) [1989/ 1990]*'''Mais, mais, mais, muito mais''' [1991/ 1992]*'''Verde, Brasil, Amarelo, Cor-de-rosa é Gayzão''' [1994/ 1996]*'''Toc-toc-toc: Bagulhinho Bom''' [1996/ 1998]*'''Memórias, Crônicas e Declarações de Horror''' [2000/ 2001]*'''Universo Infinito Relativo Elevado a Oitava Potência ÷ 3 + Ao Meu Redor Amor I Love You no Particular''' (Sem pray-back, no escuro, Ao vivo Acústico Unplugged MTV Multishow Live) [2006/ 2007]
==Discografia==*'''[[M&Ms|M. M.]]''' (1989) – Música de Monstro*'''[[Sexo|Mais, mais, mais, muito mais]]''' (1991) – Dose cavalar do primeiro disco
*
*'''Verde, [[Brasil]], Amarelo, Cor-de-rosa é Gayzão''' (1994)*'''Toc-toc-toc: <s>barulinho</s> Bagulhinho Bom''' (1996)*'''Memórias, Crônicas, e Declarações de Horror''' (2000)*'''Compacto simples''' - com as canções [[Sua Mãe|A Sua Mãe]] e Ontem ao Luar Virei um [[Lobisomem]] (2001)*'''[[Índio|Tribo-analistas]]''' (2002) – músicas com alto teor psicológico (tire a [[Super Nanny]] da sala)*'''[[Física Quântica|Infinito Relativo]] [[Matemática|Elevado a Oitava Potência Particular]]''' (2006)*'''Universo ÷ 3 + Ao Meu Redor Amor I Love You''' (2006)*'''Jujuba,doce de barro barrão.Bisteca,doce de bosta em bastão.Cagando,é assim que eu faço!
==Galeria de imagens==
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imagem:Tchannojenta.jpg|Tchannn... Nojeeeeenta!!!
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