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Desciclopédia β

Estilo

Cquote1.png É tudo o que eu tenho! Cquote2.png
Hipster mentindo sobre seu estilo
Cquote1.png É tudo o que eu não tenho... Cquote2.png
Sua redação na época do ensino médio sobre estilo
Cquote1.png É o que você possui, gata - dois pés esquerdos e dois sapatos horrorosos. Cquote2.png
Oscar Wilde sobre estilo
Cquote1.png O novo estilo da moda é não ter estilo! Cquote2.png
Capricho sobre a falta de estilo de alguma nova tribo modinha urbana

Estilo. Este artigo possui o intuito de tentar responder essa pergunta que losers têm feito ao longos dos últimos 200 anos - e quase sempre responderam de modo muito errado. Décadas atrás de décadas os seres humanos - especialmente adolescentes que são demasiadamente preguiçosos para estudar e que possuem um pequeno déficit de lotes para serem capinados. Eles estudam programas de TV de muito apelo popular e revistas especializadas (ou não) no assunto, ou mais recentemente, têm recorrido aos blogs geridos por outros adolescentes sem ter o que fazer - ou mesmo àquela vizinha que usa roupas compradas no brechó da vovó por não ter dinheiro para comprar roupas decentes, mas que eles acharam que talvez seja algum tipo de estilo da moda, ditado por reconhecidas personalidades estilosas, como o Faustão.

Você mesmo que está aí, em dúvida do estilo que deve seguir - e procurou no Google alguma coisa como "Qual é o meu estilo?" após diversos testes no Facebook do tipo que lhe disseram que seu estilo é caipira - o que lhe deixou furioso, ainda que você no fundo da sua alma goste de ouvir músicas de Michel Teló e use roupas xadrez (sim, senhor olhem como eu sou indie, você também parece um goiano perdido na cidade grande quando usa roupa xadrez) está buscando uma resposta para essa pergunta. A Desciclopédia, antro de autores demasiadamente especializados no assunto (com total formação em pós-neo-pós-modernismo), está disposta a lhes fornecer as respostas para suas dúvidas - e fazer com que você deixe de usar aquele chapéu que teu bisavô usava pra ir pescar no interior do Paraná.

Índice

Princípios do estiloEditar

 
Para alguns isso é estilo. Para outros é urban conceitual. Para mim é alegre em demasia.

Vamos inicialmente expor os princípios do estilo. Lembrando que aqui estamos focando no quesito falta de moda, portanto, se você é um matemático ou simplesmente alguém procurando melhorar a escrita na redação, seu lugar não é aqui - na verdade seu lugar só é aqui caso você esteja desempregado mesmo, mas tudo bem. Eu também estou. Não se preocupe. Talvez seja falta de estilo. Mas... Voltando ao assunto, o estilo pode ser subdividido em três:

  • Inspiracional
  • Nível de esforço no good-looking
  • Despreocupado

Além disso, a junção desses três nos leva ao resultado da equação:

  • Cruel

Pode-se citar também a completa falta de todas essas variáveis, ou seja, o mais grave caso de um ser desprovido de estilo, o que resulta em um ponto de completa perda no mundo do brega:

Acredita-se que uma versão atual ainda mais piorada do descrito acima pode ser classificado como integrante da Banda Uó, mas isso merece mais estudos - a Desciclopédia designou macacos treinados para realizar pesquisas empíricas sobre essa modalidade. A intensificação da globalização pode ser um efeito que causou essa vertente mais agravada de falta de estilo, mas, isso é assunto para outro artigo. Vamos focar agora em cada vertente de estilo. Lembre-se que citar exemplos que mostram um pseudo-conhecimento (como globalização) são sempre estilosos - assim como colocar a palavra pseudo antes de outras palavras.

Estilo inspiracionalEditar

  Inspirador!  
Fã de Justin Bieber sobre a inspiração para seu estilo de guria retardada.

Como o nome diz, é quando você se inspira em algo, alguém ou alguma coisa para se vestir, se comportar, como falar e tudo o mais que você achar necessário durante a sua vida tão blasé. Você podia notar durante os anos 80 que seres como Sidney Magal eram capazes de fazer qualquer mulher sair pela rua como cigana, durante os anos 90 que bandas como Oasis e outras do britpop faziam qualquer britânico andar pela rua como um mendigo, como o início dos anos 2000 proporcionaram novelas como O Clone que fizeram milhres de brasileiros amar kibe e comer no Habib's, e, como durante a década de 2011 nos brindou com discursos inspiradores de Dilma Rousseff, que inspiraram todas as pessoas a ter um estilo intelectual.

Como você pode ver, isso é algo muito subjetivo e vai desde a última edição da NME e da Caras até as últimas ações de personalidades extremamente importantes para o desenvolvimento da humanidade, como Bono Vox, Barack Obama, ou Kim Kardashian. Obviamente vai de cada um a escolha de sua personalidade preferida e fonte de inspiração para seu estilo - mas isso jamais será garantia de um bom estilo. Acreditamos que se você selecionar o Neymar como estilo, você realmente terá muito estilo - mas entre as aves, principalmente cacatuas. Se você escolher o Batoré você realmente terá um estilo, mas um estilo mobral.

Nível de esforço no good lookingEditar

 
Eis alguém que se esforça... em ser idiota.

  Estou me esforçando para ser igual a Cláudia Leitte!  
Isso parece estiloso para você?

Não é estiloso gastar quatrocentos reais em gel para ficar com o cabelo igual o de Alex Turner, do Arctic Monkeys. Nada é menos estiloso do que demonstrar ao mundo que você se mata para ser algo - quando o estiloso é demonstrar seu estilo naturalmente. Toda essa groselha é verdade e se você almeja algum dia ser capa da Caras como Pessoa mais estilosa do Brasil visita Angra dos Reis e não da Super Interessante como Pessoa que parece um abacaxi ganha o título de mais estranho da América do Sul você terá que ralar - mas não mostrar que ralou. Pensar que você mora nos EUA é elegante, mas pensar que você lavou vaso sanitário durante trinta anos para se manter lá é brochante. Então, a lógica é a mesma.

Seu objetivo é soar o mais natural possível. Tomemos um exemplo. Não fale coisas idênticas às de Paulo Coelho. Ignorando o fato dele só falar besteira e de realmente ser recomendável evitar quotes dele em condições normais, é demonstrar um esforço em ser igual à ele. Use expressões semelhantes, que sejam de estilo parecido. Crie seu estilo se espelhando na sua inspiração. Ou mesmo criando seu estilo - você pode ser sucesso ou alvo de chacota no Twitter, mas se você não tentar, bom, nunca sairá desse anonimato que possui. Tomemos outro exemplo.

Ivete Sangalo canta que quer andar de carro velho, amor? Que venha! em meio a um estilo vivaz, como se tivesse acabado de comer um acarajé repleto de heroína. Se você quer ser assim, crie um bordão, algo como venha se almejar passear numa carroça antiga e o use sorrindo como se tivesse acabado de sair de uma cirurgia de implantação de botox. Claro, tudo isso de modo blasé e natural, evitando resíduos faciais - como alguma insegurança ou dúvida, do tipo será que Ivete Sangalo falaria oi ou olá nesta situação?. Siga o intuito, especialmente se você também liderar um trio elétrico - ninguém lá liga para você, e sim para as bocas cheias de herpes que querem beijar.

DespreocupaçãoEditar

  Ah, me desculpa por ser igual ao Fofão... Não era a minha intenção!  
Sabemos que era sim, seu palhaço. (Literalmente?)

Não se pede desculpas por ser estiloso. Se você é imbecil, incorpore seu estilo de imbecil que alguém no mundo irá lhe aceitar - nem que seja outro imbecil. O único estilo que incorporou o pedido de desculpas como premissa foi o estilo emo - uma característica bem peculiar, visto que pediam desculpas por ser quem eles eram, reflexo da depressão que caracterizada esse way of life (ou of death, caso queira). A questão é que ali ninguém aceitava as desculpas. O mundo até hoje não perdoou pessoas que ouviam Taking Back Sunday ou My Chemical Romance por deprimir o planeta. E é essa a questão: seu estilo não pode ser desculpado pois se for, deixa de ser estilo e passa a ser erro.

Até hoje hippies são despreocupados e nunca pediram desculpas por atolarem a Terra numa maresia durante os anos 70 que até hoje é irrecuperável. Talvez se arrependam de não ter arrumado empregos - no máximo como faxineiros, de uma boca de fumo, mas faxineiros - mas nunca se desculparam por pegarem lençóis para usar como roupas, ou por nunca manusearem shampoo, ou por achar que maconha é melhor do que boldo para curar doenças. E é isso que os dotou como estilo marcante da época. Indies não pedem desculpa por serem escrotos, hipsters não pedem desculpa por saírem como amoras pela rua, funkeiros não pedem desculpa por tentar te sarrar no metrô.

Portanto, tome coragem e seja quem você é. Não importa se suas inspirações sejam o Molejo, o Caio Fernando Abreu e os anos 50 combinados, e que seu dinheiro só consiga comprar roupas com números. Se esse é seu estilo, sinto muito tenha coragem e o use. Talvez falte estilo, mas, bom, falta de estilo ainda é um estilo. Alguém irá lhe admirar por isso (no mínimo pela coragem de sair igual um Mister Algazarra na rua). Pense pelo lado bom: existem pessoas que trabalham vestidas de chip de celular para revendedoras da Claro. E existe o Falcão, que sai daquele jeito na rua. Ou seja, não importa quão merda você seja - sempre haverá um merda maior. Na dúvida, esteja sempre próximo de alguém que seja menos estiloso do que você. Um exemplo: se você for caipira, fique perto de um funkeiro. Se você for funkeiro, fique perto de um analfabeto. Se você for você mesmo... Bom, aí complica. Mas, bom, alguma hora você consegue...

CruelEditar

 
A prova de que nem todos têm estilo.

  Luta de classes!  
Marxista sobre a crueldade do estilo

Este é o pico da montanha. É aqui que está o elemento crucial: a cruel divisão entre estiloso e não estiloso. Essa dicotomia norteia a noção de estilo, e, como diria o Blur: wooohoooo there's no other way. Pessoas são rotuladas assim, e o mundo dos estilosos não abarca todo mundo - pois se todos fossem estilosos, não haveria um estilo. Numa interpretação marxista da coisa: o estilo é uma invenção da burguesia para vender revista de comportamento para o proletariado os não estilosos lutarão contra os estilosos de modo a ascender para o lado dos estilosos, e retirar esse predomínio dos ex-estilosos que passarão a ser não-estilosos. Mas, bom, como isso acontece?

Pessoas sem estilo têm inveja. A inveja move o ser humano assim como o petróleo move os EUA. O mundo não é um arco-íris, e, na vida do estilo a coisa também é assim. Essa visão darwiniana acarreta em uma criação desenfreada de novas modas, que acarretam em novos estilos. Indies tiveram um destaque que despertou a fúria dos hipsters que, taxados como não estilosos, criaram seu estilo hipster como contraponto e deixaram o indie mais fora de moda. Sertanejos ficaram ultrapassados e foram superados pelos funkeiros, mas logo recuperaram o prestígio (?) através do sertanejo universitário.

Coisas estilosasEditar