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Estou falando com a mula, não com seus carrapatos

Estou falando com a mula, não com seus carrapatos é uma frase que foi primeiramente, entoada pela velha coroca do 14, para elogiar o Madruga, e explicar ao Chaves, de forma muito suave e carinhosa, que estava falando com o Seu Madruga e não com ele. A Dona Florinda quis dizer somente isso, que se referia ao seu Madruga como sendo a mula e ao Chaves como sendo seu carrapato, já que o Chaves havia se metido no massacre na conversa.

E o QuicoEditar

 
Eu estou falando com seus carrapatos, não com a mula.

O Quico também utilizou a frase, copiando a sua mamãe, porém em toda a burrice inocência do Quico, ele captou apenas que estava fazendo algo bom ao repetir o exemplo de sua mãe ao usar a frase e nem notou que estava a chamando de mula. O Quico, porém, utilizou o elogio de forma classuda ao apontar sua mamãe e não, a forma carinhosa com a qual ela se referiu ao seu Madruga. O Quico provavelmente, quis dar mostrar a sua mamãe e aos demais como repetir uma frase aprendida com toda elegância, erguendo as bochechas como duas laranjas enfrutecendo, para que a Dona Florinda ficasse orgulhosa, mas não entendeu porque sua mamãe ficou sim, contrariada, ao que ela perguntou ele, ainda mantendo todo o ar de mocorongo almofadinha garbo, respondeu apenas Mamãe - cheio de convicção.

A inspiração de dona Florinda surgiu quando ela, não aguentando mais a sujeira do pátio e, estando já com muitas tarefas, exigiu ameaçadoramente pediu carinhosamente que o seu Madruga tivesse a gentileza de limpá-lo, cedendo á ela a vassoura que não era tão megapower quanto a vassoura da Bruxa do 71, mas servia perfeitamente para varrer e até lavar o pátio. Ela jogou quase dando no nariz estendeu a vassoura à ele que, de início fez menção de se recusar, mas após a Dona Florinda pedir muito carinhosamente, ele acabou pegando a vassoura e se pôs a varrer, finalmente o pátio da vila.

A mulaEditar

Em que teria pensado a Dona Florinda para se referir ao seu Madruga como mula? Estaria passando pela cabeça dela que ele seria pouco inteligente ou seria para diminuí-lo já que as mulas e jumentos ficam bem abaixo dos cavalos em consideração, o que não é muito justo... oras camarada, se não concorda é porque ainda não leu o burrinho pedrês um dos ilustríssimos contos de Sagarana a malvadeza obra de Guimarães Rosa.

 
Dona Florinda, explicando carinhosamente que está falando com a mula, não com seus carrapatos.

Voltando ao que interessa que é a mula e não seus carrapatos - a dona Florinda errou se quis dizer que o seu Madruga era pouco inteligente, pois ele foi esperto varrendo o pátio pra não apanhar dela que ele ficasse limpinho e aprazível.

No caso dos carrapatos de uma mula ou de qualquer outro animal, não se sabe se servem para alguma coisa que não seja, incomodar a mula e seu dono, mas no caso de quem foi chamado de carrapato, no caso o Chavinho, ele teve intenção de ajudar para ver se diminuía a brabeza da Florinda e se conseguia explicar e livrar o seu Madruga de mais porrada alguma desavença. Não adiantou muito, mesmo porque, ainda que o Seu Madruga tivesse aceito o pedido carinhos da Dona Florinda e limpou o pátio, o fim desse episódio terminou naquela guerra de vassouras, se você se lembra, inclusive com as latinhas que o Chaves levaria pro senhor que compra latas vazias, voando de um lado a outro. O que não faltou foram coisas de mula, com a torcida dos carrapatos Chiquinha e Quico e o carrapato Chaves tentando, novamente, catar as latinhas, que nem de alumínio eram, pra que o tal senhor usava essas latinhas inúteis? Bom, fica pra outra página.

A mula e seu carrapatos, nem apareceu como terminou a guerra de vassouras deles, mas talvez a Bruxa do 71 que com sua vassoura mágica pôs fim na baderna, varrendo do pátio aquela sujeira fenomenal que o Seu madruga e a Dona Florinda fizeram e ainda, a vassoura fazendo as mulas e carrapatos sossegarem. Talvez a briga tenha parado dessa forma com empate técnico da guerra de vassouras.