Este artigo é um
Patrimônio Mundial da Humanidade.

Pode ser uma ruína, uma cidade
de merda, um matagal abandonado,
mas está protegido!

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Leitura recomendada apenas para
pessoas com cultura.

A UNESCO monitora este artigo.


Cquote1.svg Vergonha! Vocês desperdiçam toneladas de laranjas enquanto crianças morrem de fome na África! Cquote2.svg
Moralista chato que existe em qualquer lugar do mundo, inclusive na Itália sobre Carnaval de Ivrea
Cquote1.svg Então se ao invés de jogar na laranja na cara dos outros nós as comemos, as crianças africanas ainda estarão morrendo de fome Cquote2.svg
Habitante cínico de Ivrea

Ivrea é uma pequena cidade de Piemonte, a primeira vista só uma pequena cidade aleatória qualquer, até você descobrir que ali é a única cidade do mundo onde as laranjas, em vez de espremidas no espremedor, são espremidas diretamente no rosto das pessoas, um hábito tosco mas tão único que virou até patrimônio mundial da UNESCO em 2018 devido a tanta peculiaridade.

HistóriaEditar

Ivrea é uma cidade antiga, fundada ainda pelos romanos na antiguidade clássica, primeiramente com o nome de Esporrédia, uma homenagem ao local ser o lar das melhores prostitutas do norte da Itália e portanto local estratégico para a expansão do império, afinal todo soldado romano saía mais revigorado e entusiasmado depois de visitar Esporrédia e deixar ali uma porção de sua porra nas prostitutas locais, e com a moral em alta conquistavam toda a Europa.

Como já se sabe muito bem, a Europa é um lugar onde seu povo gosta de entrar em confusão por pouco, afinal eles quase já não tem nada lá, então acredite se quiser, já houve guerras pelo controle de Ivrea. Já dominaram ali os lombardos, os francos e até a Casa dos Sebosos. Obviamente, ninguém ajudando a cidade ser grandes coisas.

Como parte da República Italiana, Ivrea tornou-se referência no século XX quando tornou-se o almoxarifado de toda a Itália, passando a atuar como uma espécie de grande depósito de material de escritório, indo para lá toneladas de grampeadores, máquinas de escrever, resmas de papel, mimeógrafos, réguas, canetas e todo maquinário do tipo. Mas se nas últimas décadas esta área foi carregada e recarregada com caminhões e mais caminhões de equipamentos de escritório, com o surgimento da Internet Ivrea perdeu seu sentido de existir, que ninguém usa mais caneta, papel, xerox e essas coisas, e tornou-se uma cidade conhecida apenas pelo seu carnaval bizarro que é celebrado com as pessoas tendo como principal objetivo buscar esmigalhar a face de um conterrâneo com laranjas podres.

Cultura: Cidade Industrial do Século XXEditar

 
Um galpão vazio de Ivrea falido após o fim das máquinas de escrever.

Embora Ivrea seja hoje conhecida apenas como uma cidade de um carnaval idiota onde há desperdício de laranjas, poucos sabem que sua paisagem é quase que um sítio arqueológico do século XX, pois foi ali que um homem chamado Olivetti decidiu dar vida à sua utopia quando no século XX criou uma feliz comunidade de trabalhadores que construíram uma cidade em formato de uma máquina de escrever (ou dependendo do ângulo que se vê o mapa, grau de pareidolia e nível de embriaguez - formato de mimeógrafo ou de máquina copiadora). Olivetti tornou-se uma indústria de máquinas de escrever icônica da cidade, mas hoje é só um prédio abandonado, ninguém mais escreve hoje em dia. Ao longo das décadas do século XXI as máquinas de escrever deram lugar a computadores pessoais, fotocopiadoras e telefones celulares graças à cuidadosa política industrial de um certo De Benedetti. A população foi drasticamente reduzida de vinte e dois mil empregados para vinte e dois mil desocupados, o que explica porque enfiar laranjas nas caras uns dos outros acaba sendo a única diversão local.

CulináriaEditar

Como uma boa cidade italiana de interior, Ivrea tem sua própria típica culinária, sendo o prato mais famoso os excelentes ratos grelhado servidos ao lado de couve cozidas em água de esgoto na melhor tradição medieval. Sem contar os chiquérrimos restaurantes que oferecem a experiência sobrenatural de fazer desaparecer da carteira de seus clientes cento e cinquenta euros, deixando-os com a ligeira sensação de nem mesmo terem comido.

LazerEditar

Segunda-feira: tudo fechado; Terça-feira: tudo fechado; Quarta-feira: tudo fechado; Quinta-feira: um bar aberto; Sexta-feira: um bar e uma adega abertos; Sábado: um bar, uma adega e um cinema abertos; Domingo: uma banca de jornal aberta.

Turismo: Batalha das LaranjasEditar

 
Gladiador do Carnaval de Ivrea tendo algumas convulsões por overdose de vitamina C, mas mantendo-se firme na batalha.

Hoje em dia Ivrea é apenas apenas uma passagem irritante para aqueles que desejam ir para o Vale de Aosta para fazer coisas muito mais recompensadoras, como esquiar, jogar no Cassino de São Vicente, visitar o belo Lago Viverone ou fazer esqui no pântano. Mas ainda há aqueles que insistem em visitar Ivrea turisticamente.

Por isso vamos passar para o que realmente conta desta cidade insípida: o seu carnaval. O Carnaval de Ivrea não é diferente de todos os outros carnavais do mundo em questões de bailes de máscaras, desfiles de carros alegóricos, aberrações da natureza perambulando soltas, amor proibido, ressacas, assassinatos e bombinhas. Mas além de tudo isso, o carnaval de Ivrea destaca-se pela sua execrável Batalha das Laranjas. Portanto, falaremos apenas disso, a Batalha da Laranja.

O único evento semelhante que é atualmente conhecido no mundo ocorre na Espanha, a La Tomatina di Bunyol, onde as multidões tomam tomate feitos num Juicer Phillips Wallita. Mas a versão de Ivrea não é a mesma coisa. Para entender a diferença basta você arremessar um tomate numa pessoa e perceber que ela continuará andando após ser alvejada, enquanto quando arremessar uma laranja na cara de um cidadão, ele vai cair desmaiado na hora. A batalha ocorre ao longo de três dias: domingo, segunda e terça, e ao fim destes três dias de barbárie gratuita em todos sentidos imaginários, são contabilizados todos os anos entre trezentos e quatrocentos feridos na sala de emergência do hospital da cidade, além de entre trinta e quarenta admissões no hospital por excesso de vitamina C. Diz-se que em 1994 nós até ocorreu uma morte, mas ninguém notou isso e a batalha continuou como se nada tivesse acontecido tanto que os catadores encontraram o corpo apenas na noite da quarta-feira, sob meio metro de laranjas carnudas.