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Mondo Bizarro

Sim, é assim que os Ramones ficam quando estão de cara limpa. Ainda bem que isso raramente aconteceu, não é?

Mondo Bizarro, lançado em 1992, é o décimo-quarto disco gravado pela banda marcial punk novaiorquina Ramones, e também o que mais dinheiro gastou em sua produção. Para custear as despesas, os músicos tiveram que economizar o que gastariam em drogas por uma semana, valor equivalente ao do PIB de Tuvalu Ulterior. O resultado foi um som limpo e bacaninha, que lhe garantiu presença constante em bailinhos emo da época mas foi ao mesmo tempo um sintoma inegável de que os músicos sofriam da temida Síndrome de Banda Velha.

Lista de músicasEditar

  1. Censorshit – 3:13
  2. The Job That Ate My Brain – 2:17
  3. Poison Heart – 4:04
  4. Anxiety – 2:04
  5. Strength to Endure – 2:59
  6. It's Gonna Be Alright – 3:20
  7. Take It as It Comes – 2:07
  8. Main Man – 3:29
  9. Tomorrow She Goes Away – 2:41
  10. I Won't Let It Happen – 2:22
  11. Cabbies on Crack – 3:01
  12. Heidi Is a Headcase – 2:57
  13. Touring – 2:51

RepercussãoEditar

Composto quase inteiramente de baladas para aquecer os corações despedaçados, Mondo Bizarro foi, reconhecidamente, a fonte de inspiração para outras bandas punk hardcore surgidas nessa época, como Green Day, Blink 182 e Hanson. Coincidentemente ou não, ele é considerado o auge da incapacidade criativa da banda, pois pela primeira vez duas músicas (as praticamente idênticas Anxiety e The Job That Ate My Brain) foram compostas pelo baterista -- e, como todo mundo sabe, se uma banda chega ao ponto de ter baterista compondo, as coisas não estão lá muito boas. Além disso, como se não bastasse o cover de praxe (Take It as It Comes, originalmente gravado pelos The Windows The Doors), os músicos ainda chegaram ao ponto de gravarem um cover de si mesmos (Touring, uma paródia de Rock'N'Roll High School, do álbum End of the Century). Entretanto, nada disso importava; pela prmeira vez, a banda havia gravado um clipe legal (da música Poison Heart), no qual seus rostos não apareciam diretamente e que permitiu que eles conseguissem, enfim, alguma exposição na TV -- por mais que o clipe fosse restrito a maiores de 21 anos e vedado a cardíacos e gestantes.

A guerra de baixistasEditar

Além de muita presepada, Mondo Bizarro também trouxe, pela primeira vez, a participação em estúdio do baixista e office-boy brasileiro C. J. Ramone, que, além de tocar baixo[1], também canta, dança e toca marimba nas faixas Strength to Endure e Main Man, indiscutivelmente as mais chatas do álbum. O compositor das canções e antecessor de C. J. na posição, o lendário Dee Dee Ramone, confessou posteriormente à Revista Caras que tudo se tratava de um grandioso e elaborado plano para queimar o flme do seu sucessor e voltar a tocar punheta com o grupo. No entanto, seu plano não deu certo e Dee Dee terminou como Jânio Quadros: frustrado, arrependido e louco.

  1. O que demonstra que, como todo músico brasileiro, C. J. é discípulo de João Gilberto