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Desciclopédia β

O Quinze

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Livro O Quinze.png
Autor Rachel de Queiroz
País Bandeira do Brasil Brasil
Gênero Desgraça no sertão nordestino
Editora José Olympio
Lançamento 1930


O Quinze é um desses livros sobre desgraça no sertão nordestino que fez sucesso no modernismo brasileiro e por isso se tornou algo de destaque na literatura brasileira. Porque já não basta Vidas Secas, Os Sertões e Grande Sertão: Veredas, tem que ficar bem claro como a vida no Nordeste era uma merda completa, então O Quinze também entrou para a galeria desses livros clássicos sobre miséria e vida de fudido. É portanto o único livro conhecido de Rachel de Queiroz, porque os outros 50 livros da autora não falam da vida fudida no Nordeste, aí ninguém metido a besta intelectual do modernismo se importa.

EnredoEditar

O livro possui dois núcleos ao longo de sua narrativa, a periferia da cidade de Fortaleza onde um bando de miserável tem sua rotina de merda e o sertão cearense onde um bando de miserável tem sua rotina de merda. A ideia do livro é mostrar como o nordestino é um povo sofrido, desgraçado, desprovido de amparo governamental, que vive na excreção, comendo carcaça de boi morto, enfim, um traste que vive na pobreza, miséria, penúria, ruína, indigência e mendicância. Há um sadismo no leitor intelectual brasileiro que gosta de ver essa vida nordestina, e O Quinze entrega bem essa rotina.

Num dos núcleos conhecemos Conceição, uma professora marxista que acredita que o bolsa-família é a melhor solução para o Nordeste, mas em sua época o governo ainda carecia de políticos populistas. Como toda boa professora marxista, é dessas que tira férias de 2 meses, sempre indo para Logradouro na Paraíba, onde sonha um dia ser comida pelo primo bronco, o vaqueiro Vicente, que embora se masturbe para Conceição, odeia o jeito de metida dela e nunca tenta comê-la de fato.

No outro núcleo da obra conhecemos Chico Bento (não aquele do Maurício de Sousa, mas um caipira fodido que parece que saiu do livro Vidas Secas). Chico vive no interior do Nordeste, em Quixadá, e se tal lugar é uma bosta hoje, imagine como deveria ser a situação em 1915? Por isso ele e sua família decide migrar para Fortaleza, só que decidem fazer o trajeto a pé, sob calor, fome, tédio, sofrimento e sede.

A viagem de Chico Bento não foi nada fácil, primeiro porque ele levou apenas areia como provisões, enganando os filhos que aquilo era farofa, e quando viu um outro grupo de retirantes comendo uma carcaça de boi, ainda perdeu parte dessa farofa ao doá-la aos outros viajantes. Quando vê uma cabra e a mata, o dono do animal fica furioso ao perceber que sua única parceira sexual fora assassinada, não deixando Chico Bento levar nada da carcaça do animal. Como toda boa ação é sempre recompensada com punição, o filho de Chico, o pobre Josias, em um árduo desespero sexual decide enfiar uma mandioca-brava no cu e por conseguinte morre tragicamente de hemorragia anal, o que causa sua morte. Enquanto o outro filho, Pedro, percebendo que com pais e irmãos tão burros estaria fadado à morte, larga os pais e segue viagem sozinho pra outro canto.

Com muito custo chegam à Fortaleza, mas se você já foi pra capital cearense sabe muito bem que aquilo lá não é grandes coisas, então Chico e sua família percebem que viajaram pra nada, porque continuam uns mortos de fome. É lá que essa família encontra a professora Conceição, que como boa marxista é também uma pedófila, adotando o último filho do casal e despachando os pais da criança para bem longe dali, pra criar alguma nova favela em São Paulo e fomentar o xenofobismo no Brasil.

Essa professora Conceição, apesar de certinha, gostava mesmo de seu primo Vicente, no fundo ela queria um bronco pra pegá-la com força e fazê-la uma boa vadia, mas Vicente preferiu ficar com Mariinha, deixando Conceição só na vontade mesmo, precisando se consolar com seu novo "afilhado", o tal do Duquinha, sem os pais que foram mandados em pau-de-arara pra São Paulo.

PersonagensEditar

  • Chico Bento - Típico peão do interior nordestino que faz uma penca de filhos e depois não sabe o que fazer com eles ou como sustentá-los, despertando sentimentos eugenistas em quem odeia nordestinos. Mas segue sua vida, viajando com a família a pé de Quixadá até Fortaleza, e é tão burro que faz essa penúria toda em troca de nada, já que ambas as cidades eram igualmente péssimos. Vê um filho morrer, um outro filho abandoná-lo e outro filho ficar com uma professora pedófila. O pau-de-arara pra São Paulo era o seu destino final mais óbvio.
  • Vicente - Vaqueiro rude e grosso, primo de Conceição e seu amor platônico, é aquele macho bronco que toda mulher certinha às escondidas morre de tesão sobre.
  • Conceição - Professorinha de Fortaleza que acha que os livros de Karl Marx é a solução para os problemas da pobreza do Nordeste. Em sua genialidade considera que o melhor para uma família fudida é pegar um pau-de-arara pra São Paulo, recomendando isso para as famílias miseráveis que não paravam de chegar em Fortaleza durante a grande seca de 1915.