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Ordem Hermética da Aurora Dourada

Helena Blavatsky, olhando pra Golden Dawn e tentando adivinhar em que ano a ordem chegaria ao fim.

A Ordem Hermética da Aurora Dourada, ou Ordem Hermética do Amanhecer Dourado, ou ainda Golden Dawn (G.'.D.'.) foi uma sociedade que hoje pode ser considerada como "mais uma daquelas sociedades não tão secretas", tipo um clube do Bolinha (como a Maconharia ainda é). Mas para uma época desgraçada em que nem todo mundo tinha acesso a um telefone, então sim; imagine o quão secretona e cheia de mistérios ela era, a ponto de fazer até os mais curiosos se revirarem no sono e imaginarem uma Hogwarts com benefícios.

Índice

CaracterísticasEditar

Agora você provavelmente pode estar se perguntando: "Qual foi a diferença dessa em relação às outras?" Diferença é eufemismo. Em seus tempos de glória, a Aurora Dourada foi simplesmente a maior, a mais influente, a mais foderosa e top das galáxias... junto com a Sociedade Teosófica de Blavatsky. Essa última parecia mais oriental, tipo uma escola de monges. Talvez por isso ela não tenha caído nas graças dos riquinhos, porque foi a G.D. que conseguiu juntar cabala, cachaça, tarô, astrologia, alquimia, maconha, e magia em geral, dentre outras coisinhas bastante legaizinhas, num único sistema parrudão que fizesse sentido (bom, pelo menos para os mais dedicados a essas doideiras[1]).

A essa altura do campeonato, já deu pra perceber qual das duas sociedades continuou e qual acabou pedindo arrego... além do mais porque, como veremos adiante, um dos pilares da criação da Aurora Dourada foi uma carta falsa com os dizeres "é verdade esse bilhete", rabiscados porcamente com o auxílio de um Google Translate de 1800.[2]

IngressoEditar

 
Um zelator da Golden Dawn. Repare no quão sujo ele está, de tanto zelar pelo templo...

Assim como na escola do Harry Potter, qualquer grupo místico tem uma espécie de "escadinha". O que, você achava mesmo que é só chegar e sentar na janela? Por exemplo: o aspirante, em sua reles posição de n00b, era de grau 0º=0 (implicando que não era apenas um zero à esquerda, como também à direita).

Um ponto importante para poder entrar era ser rico, lógico. Melhor ainda se exercesse tipo de influência (exemplo: ser político[3]). Do contrário, que ficasse só fazendo simpatias fora dos templos.[4] Já deu pra ver que ninguém entrava só com a cara e a coragem.

Na maioria das vezes, senão em todas, era preciso receber um convite de alguém de dentro (como no começo do Facebook) e/ou participar duma espécie de "apadrinhamento", no qual o "padrinho" ou "madrinha" pegaria o aspira pela mãozinha e o guiaria pelas práticas e rituais do negócio... que, de tão complexo, tinha inclusive grade de estudos e o caralho aquático. Imagine uma matéria da escola inteira só pra ensinar como desenhar um pentagrama!

Era realmente preciso ralar muito para conseguir chegar mais fundo (ui!) nos círculos mais internos (delícia!) e finalmente transformar bosta em ouro.

PrimórdiosEditar

ContextoEditar

Como dito anteriormente, a falta de telefones era um problema cada vez mais crônico na Inglaterra imperialista, que visava construir cada vez mais call centers na Índia e em qualquer outro país onde pudesse meter o bedelho e botar o pau na mesa. O materialismo era a visão dominante, mas a Aurora Dourada não surgiu de repente; a Europa inteira tava uma porra, porque começaram a brotar publicações x-píritas, publicações de meninos levados, os ensinamentos "bundistas" de Blavatsky, e como se não bastasse tudo isso, a própria Maçonaria estava em ritmo de festa e clima de expansão. Um gerente ficou louco e começou a abrir loja maçônica em tudo quanto era canto, porém nem mesmo ele poderia prever que alguns membros da vertente rosa-cruz do negócio em Londres viriam a "debandar" para criar o próprio negócio.

CriaçãoEditar

Os principais culpados pelo surgimento da Aurora Dourada foram três maçons em específico:

O RLY? Tá bom, concordamos que são três manés e que isso acrescenta em nada no que já foi exposto. Eles só estão sendo citados aí para que o trecho a seguir faça algum sentido.

O fim da ordemEditar

 
Crowley, o Grande Besta, durante sua estadia no cantinho da disciplina.

Visto que muita gente tinha sido recrutada em Londres, em sua maioria mulheres, uma sensação de poder logo sobe à cabeça (de cima) e Mateus decide inventar uma outra ordem dentro da Aurora Dourada, a fim de mover a negada "mais experiente" pra Paris. Sem falar dos atritos com Londres, a grana estava sendo cortada por ex-membros, Mokujin já tinha morrido e seu espírito não queria conversar, e o Adevogado não tinha mais moral pra continuar na ordem. Mas o que deu merda mesmo foi a revelação da tal carta falsa, que tinha sido forjada pela própria esposa do Mateus, cujo trabalho antes de pentelhar os outros na G.D. era justamente traduzir direito as coisas...

Foi durante esse período de crise que um certo newbie notório entrou de penetra na Golden Dawn. O problema não era nem ele ser um novato, ou um novato satanista, mas sim ter quebrado a regra mais básica sobre os novatos e querer sentar na janela. Com toda a pompa do aluno que nos primeiros dias de aula já quer dar bronca até no professor, em menos de um ano de G.D. o tal Aleister Crowley pediu um lugar na mesa dos adultos. Ao invés de aceitar a rejeição, resolveu primeiro ganhar a confiança do Mateus, para então tentar de novo.

Crowley conseguiu subir ligeiro na hierarquia em Paris, o que gerou muito tumulto e putaria pro lado do povo londrino, que até então estava sendo tratado como um mero grupo de paga-lanches. O auge do racha ocorreu quando Crowley pegou seu Camaro Amarelo e resolveu ir a Londres vestido de boi da cara preta para tentar tomar o templo, lançando seus diversos ataques, pragas, invocações de Regina Casé e outros umubukaifeiditaos. Tudo em vão, pois soltaram os dementadores. Terminou que tanto Crowley quanto Mateus e seus egos astronômicos tomaram um cacete e foram "gentilmente removidos".

Eventualmente, a Aurora Dourada foi se desmantelando em outras panelinhas e chegou ao fim, mas o casal restante criou a Astrum Argentum, provando mais uma vez que os dois não sabiam a hora de parar.

Logo se vê que Crowley não acabou com a Golden Dawn. Como a história viria a demonstrar mais tarde, ele apenas achou que podia chutar um cachorro quase morto sem tomar uma mordida no ovo... e achou errado.

Notas, referências e afinsEditar

  1. É isso mesmo que você leu. Se você já se deparou com aquela tia doidona do tarô e/ou aquela namorada maconheira que acredita em signos e outras baboseiras, a culpa não é delas, e sim da Golden Dawn.
  2. A tal carta dava sinal verde pro engenheiro responsável chamar mestres-de-obras e pedreiros, dizer "que tá tudo bem" e construir o primeiro templo. Fodam-se as especificações, como sempre.
  3. Requisito antibesco que, notavelmente, permanece até hoje em termos de Reaçonaria.
  4. "Simpatia" é um eufemismo para a expressão "magia de pobre".