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Peidofilia

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A Peidofilia é um gravíssimo distúrbio psiquiátrico que leva seu portador: o peidófilo - a filiar-se à abominável prática de aspirar a flatulência própria e alheia.

Índice

Sintomas e DiagnoseEditar

Os sintomas da peidofilia em sua fase terminal são muito claros: basicamente o paciente sente uma incontrolável compulsão de ter experiências olfativas disparadas por ventosidades anais. O grande problema na identificação de um peidófilo em fase inicial é que ele age de modo subreptício: ao perceber que há odores flatulentos no ar, ele dá uma fungada profunda disfarçando sua prática com ar de nojo. "Quem foi que peidou?" - é sua reação mais comum. Se o peidófilo for homem, bastaria ver se ele teve uma reação de ereção, mas tal prática seria um tanto quanto socialmente constrangedora: tanto para homens quanto para mulheres, de modo que muitas pessoas evitam realizar esse teste com medo de passarem por pervertidos, porém correndo sérios riscos de permitir que um sociopata continue à solta pronto para sorver com seu nariz gases alheios ou seus próprios.

O peidófilo crônico pode sofrer síndrome de abstinência, tentando substituir o prazer flato-olfativo aspirando outros compostos como gás de isqueiro, queijo provolone, meia suja, cangote de francês, yakissoba (ou chop suey), bubbaloo melancia, suvaco de mendigo e produtos com odores marcantes em geral.

Um modo de identificar um peidófilo é soltar um peido perto dele. Ele irá tentar disfarçar, mas jamais tapará o nariz por muito tempo nem deixará o recinto, por mais catinguento que fique o ambiente. Não se recomenda esse teste, no entanto, se houver possibilidade de que o sujeito seja um peidófilo terminal - ele poderá enfiar a cabeça (de cima) em sua (na sua mesma, não na dele - embora ele possa fazer isso se estiver em síndrome de abstinência) bunda.

 
Local frequentado por Peidofilos.

Origem ClínicaEditar

Está cientificamente comprovado que 100% dos peidófilos começam suas práticas com brincadeiras infantis aparentemente inocentes como o de peidar debaixo do cobertor. Em pessoas normais, tais práticas não deixam seqüelas, mas nas que têm tendência à peidofilia, isso pode disparar mudanças neurofisiológicas: compostos como o mercaptano podem-se ligar seletivamente à receptores beta-peidorrégicos localizados nos neurônios bulbo-olfativos e hipocampais induzindo a formação de sinapses permanentes. Embora isso seja gradual, à medida que mais e mais moléculas de mercaptanos ou similares estimulam as células com receptores peidorrégicos mais o quadro se agrava, podem evoluir rapidamente à peidofilia, de caráter irreversível.

TratamentoEditar

Não há tratamento eficaz conhecido. Médicos homeopatas alegam que, seguindo seu princípio de que semelhantes curam semelhantes, um tratamento com gases fétidos ajudaria o peidófilo a se recuperar: mas, no geral, tal tipo de tratamento parece apenas acelerar a evolução do quadro clínico. Mesmo ultradiluições gasosas não aparentam sucesso maior: na verdade, a sensibilidade olfativa para esse tipo de cheiro tende a *aumentar* com esses métodos - do mesmo modo como sommeliers apuram seu olfato à medida que expõem seus narizes aos odores de vinho.

A terapia de choque tem resultado em casos desastrosos, especialmente porque peidófilos costumam ter seus pulmões saturados de peido - explosões espetaculares durante a aplicação de choques já ceifaram a vida de dezenas de pessoas entre pacientes, médicos, enfermeiras e curiosos. Acredita-se que muitos casos de combustão espontânea humana sejam de peidófilos que, em caso de desespero, adotaram o vício do fumo.

Hábitos e HábitatEditar

Peidófilos costumam disfarçar suas preferências nasossexuais com profissões que os aproximem do alvo de suas taras. Assim, tipicamente, os peidófilos costumam trabalhar como:

  • Ascensoristas;
  • Sommelier de peido;
  • Limpador de esgoto;
  • Zelador de academia de ginástica;
  • Ladrão de cuecas;
  • Faxineiro de banheiro público;
  • Proctologistas;
  • Piloto de barco no Rio Pinheiros (SP)

E outros mais.