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Desciclopédia β

Qhapaq Ñan

Este artigo é um
Patrimônio Mundial da Humanidade.

Pode ser uma ruína, uma cidade
de merda, um matagal abandonado,
mas está protegido!

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Leitura recomendada apenas para
pessoas com cultura.

A UNESCO monitora este artigo.


Qhapaq Ñan é o nome dado a uma série de rodovias criadas por Maluf pelos incas para atravessar as montanhas dos Andes e interligar os grandes polos da civilização pré-colombiana, criando um transporte direto de Machu Picchu até São Tomé das Letras, passando por Cuzco, Potosí, Acapulco, Buenos Aires e Ilhas Galápagos neste complexo sistema de estradas feitas de meticulosos tijolos amarelos.

Índice

PropósitosEditar

 
Trecho boliviano do Qhapaq Ñan, a conhecida Rodovia da Morte.
  • Transporte - Embora não pareça, devido à total precariedade, inospitalidade e condições desumanas a que são submetidos quem viaja nesta estrada, o objetivo primordial dela era o transporte de pessoas, especialmente do rei de Cuzco que gostava de tirar suas férias de verão em Acapulco e necessitava de uma estrada para isso. As estradas incas eram repletas de chasquis, nome de carteiros da antiguidade pré-colombiana, mais ágeis e hábeis que o Sedex cujo sucesso vem só do monopólio, os chasquis eram uma espécie de ricardões que eram contratados para comer a esposa de determinado fulano, e quando a coisa ficasse preta eles tinham que correr até 240 quilômetros por dia até a próxima cidade, onde aproveitavam a fuga para fazer encomendas e levar notícias, eram assim conhecidos por não amassar nenhuma correspondência mas sim a erva que mascavam o dia todo para manter o vigor de subir e descer montanhas para entregar cartas nestas cidades. Outro meio de transporte menos urgente eram as montarias de lhamas e alpacas, únicos equestres capazes de cruzar as estradas que chegavam a mais de 4 mil metros de altitude sem morrer enquanto carregavam quilos de pó de coca moída.
  • Economia - Coca, cacau, iguana frito, coxinha de condor, ponchos, vinhos e sombreros eram os grandes produtos comercializados na antiga América do Sul ocidental, e as estradas incas possibilitavam que essa enorme variedade de produtos pudesse abastecer diversas localidades.
  • Militarismo - Para um povo fanático em canibalizar, arrancar corações dos outros, empalar em estacas quem os desagradar, fazer desenhos enormes no meio do deserto e sacrificar quem perdesse um estranho jogo de futebol praticado com a cintura, não era raro eles estarem em algum tipo de guerra, e a logística proporcionada pelas rodovias incas eram providenciais para manterem a cidade de Cuzco soberana na América do Sul. Ao longo destas estradas encontramos diversas Qolicas (palavra quíchua para Poliça) que são postos avançados onde soldados faziam porra nenhuma vigilância no topo das montanhas.
  • Religião - Os incas tinham a estranha tradição de subir montanhas para sacrificar lhamas e bebês para agradar deuses que caso irritados faziam erupções vulcânicas, tsunamis e soterravam mineradores, catástrofes comuns hoje em dia justamente porque a prática de sacrifício foi proibida. Para chegar em topo de montanha nada melhor que uma estrada perigosíssima do que escalar com picaretas.

TrajetoEditar

InteriorEditar

  • Colômbia - Inclupido tardiamente, em 2014, apenas por dó, pra Colômbia poder celebrar que tem seu patrimônio mundial também.
  • Equador
    • Quito - A cidade mais ao norte do Império Inca, habitada pela tribo quitu, isolados no meio do Equador, gostavam muito de dizer que uma hora estavam no hemisfério norte e outra hora no hemisfério sul, criando eles a famosa linha do e cu a dor que era uma enorme corda bamba que dividia os hemisférios e deveria ser atravessada equilibrando-se com o cu, mas como em 1533 o general Rumiñahui queimou Quito esta teoria da tribo quitu é mera especulação.
    • Ingapirca - Localizado no meio do nada, trata-se de uma versão pobre do Stonehenge criada pelos tais Cañari, um povo druídico que aparentemente estava no absoluto tédio, afinal eles eram equatorianos no século XII, realmente as opções de diversões eram poucas senão alinhar pedras com o Sol de acordo com as estações.
    • Cuenca - Cidade que os espanhóis fizeram depois que mataram todos Cañaris de Ingapirca.
  • Peru
    • Cajamarca - Cidade inca da tribo Chavín (não confundir com Chaves que é da América Central) era só mais um entreposto, mas ficou famosa por ser onde morreu o último inca em 1553 (até descobrirem depois a Bolívia e que lá viviam milhões de incas, hoje chamados de bolivianos).
    • Huanuco Pampa - Isolado no meio do deserto do Peru, numa planície sem nada a oferecer, lá está essa ex-fortaleza.
    • Jauja - Como se tivesse parado no tempo, até hoje quem passar por esta cidade peruana verá gente vestida em cortinas daquela tapeçaria local multicolorida bem ao traje típico inca.
    • Vilcashuamán - Mais uma cidad einca reaproveitada por peruanos atuais que não sentem nenhum problema em morar literalmente acima de um cemitério indígena enorme e caminhar numa praça onde eram realizados sacrifícios.
    • Runkuraqay - Outro sítio arqueológico que pode servir de divertido trocadilho, porque não basta só o Peru ser o peru.
    • Cuzco - A grande capital inca onde vivia o Imperador Kuzco dublado por Selton Mello e o grande centro dessa merda toda.
    • Warmiwañuska - A Passagem da Mulher Morta, que tem esse nome porque tem uma mulher morta lá, fica há 4200 metros de altitude acima do nível do mar.
    • Hatuncolla - Lá estão os bordéis mais antigos do mundo já reconhecidos pela arqueologia, por isso vale a visita.
    • Lago Titicaca - Usado como latrina pelos antigos incas.
  • Bolívia
    • Tupiza - Talvez a favela mais antiga da humanidade, uma prova de que a Bolívia já era pobre antes mesmo da chegada de espanhóis.
  • Argentina

LitoralEditar

  • Peru
  • Chile
    • Pica
    • Catarpe
    • Santiago - A última parada da estrada inca, porque o Chile era tão ruim, já na época inca, que ir mais pro sul era loucura, eles pararam por aqui mesmo, beberam um vinho, depois voltaram á Macchu Picchu.