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Seleção Brasileira de 1994

Foto do time no jogo de estreia contra o Qatar. Da esquerda para a direita, em pé: Enrico Moeser, Ricardo Santana, Julios Barbetto, Luis Silva, Marco Pitzos, Tomas Gabriel e Allejo. Agachados: Carlos Santana, Janco Tianno, Naturezza e Rico Salamar.

Cquote1.png Esse time jogava por música! Cquote2.png
Janco Tianno
Cquote1.png Quem não lembra do gol de Janco Tianno que ficou parado na frente do goleiro e a bola bate na cabeça dele e entra? Cquote2.png
Milton Neves sobre Seleção Brasileira de 1994

Provavelmente a mais aclamada Seleção Brasileira da história, o time de 1994 é até hoje lembrado por milhões.

Índice

InícioEditar

Desacreditada pela torcida ainda abalada com a fraca campanha da Copa de 1990, a Seleção começou sua campanha nas Eliminatórias em 1992. Inicialmente com um time formado por jogadores como Taffarel e Romário, derrotas seguidas para a Bolívia e Venezuela fizeram com que o treinador Carlos Alberto Parreira fosse demitido. Em seu lugar, foi contratado Papai Joel.

O sr. Joel Natalino Santana iniciou, assim, uma campanha de renovação do escrete canarinho. Garimpando jogadores por todo o Brasil, o time-base escolhido, armado no sistema 3-4-3 ofensivo, acabou sendo o seguinte: Ricardo Santana, Enrico Moeser, Luis Silva e Marco Pitzos; Tomas Gabriel, Naturezza, Julios Barbetto e Carlos Santana; Janco Tianno, Rico Salamar e Allejo. Além deles, o time contou também com a participação honrosa de jogadores como: Roca, Paco, Beranco, Pardilla e Senior.

Ao longo da campanha, Papai Joel provou ser a escolha perfeita. Após vitórias expressivas contra o Uruguai e a Colômbia, o Brasil classificou-se para a Copa do Mundo de 1994.

Relação dos heróis do tetraEditar

Número Posição Nome Data nasc./idade Clube
1 Goleiro Ricardo Santana 31/04/1964 (30 anos) Atlético-MG
2 Zagueiro Luis Silva 17/08/1964 (29 anos) Bayern de Munique [ALE]
3 Lateral-direito Enrico Moeser 11/09/1962 (31 anos) Vasco
4 Zagueiro Marco Pitzos 19/06/1965 (28 anos) Shimizu S-Pulse [JAP]
5 Volante Roca 12/01/1968 (26 anos) La Coruña [ESP]
6 Lateral-esquerdo Ferreira 04/04/1964 (30 anos) Fluminense
7 Atacante Allejo 29/02/1975 (19 anos) Corinthians
8 Volante Tomas Gabriel 31/10/1963 (30 anos) Stuttgart [ALE]
9 Meia Julios Barbetto 17/06/1967 (27 anos) Palmeiras
10 Atacante Rico Salamar 15/05/1968 (26 anos) Milan [ITA]
11 Atacante Janco Tianno 31/06/1968 (25 anos) Real Madrid [ESP]
12 Goleiro Branco Radicevic 10/01/1965 (29 anos) São Paulo
13 Zagueiro Sergio Minjos 30/11/1965 (28 anos) Roma [ITA]
14 Lateral-direito Paco 02/06/1969 (25 anos) Bayer Leverkusen [ALE]
15 Volante Paulo Bellaro 15/09/1969 (24 anos) Bordeaux [FRA]
16 Atacante Carlos Santana 05/09/1970 (23 anos) Flamengo
17 Lateral-esquerdo Tele Esvaldo 08/04/1966 (28 anos) Palmeiras
18 Meia Naturezza 26/05/1972 (22 anos) Real Madrid [ESP]
19 Volante Beranco 31/01/1966 (28 anos) São Paulo
20 Meia Pardilla 31/09/1974 (19 anos) Cruzeiro
21 Meia Senior 01/01/1969 (25 anos) Barcelona [ESP]
22 Goleiro Da Silva 08/05/1966 (28 anos) Flamengo

A CopaEditar

Primeira FaseEditar

O Brasil jogou a primeira fase no Grupo C, ao lado de Holanda, Qatar e Israel.

Brasil vs. QatarEditar

 
Contra o Qatar, Minjos recebe (fig. 1), domina (fig.2) e bate (fig. 3) para marcar um golaço (fig. 4). O craque comemora (fig. 5), enquanto o goleiro Fahad Faisal lamenta (fig. 6).

O início não poderia ser menos avassalador. O Brasil venceu a seleção asiática por 4 a 1, com dois gols do artilheiro Naturezza, um do reserva Sergio Minjos e ainda um gol contra do zagueiro Abdulla Kuawari.

Ficha TécnicaEditar
  • Local: Stanford Stadium, São Francisco, Califórnia
  • Público: 80.435
  • Árbitro: Hasegawa (Japão)
  • Gols: Naturezza 14 e Kuawari (contra) 36 do 1º; Naturezza 6 e Sergio Minjos 38 do 2º (BRA); Namoor 19 do 2º (QAT)
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (3) Enrico Moeser, (2) Luis Silva e (4) Marco Pitzos; (8) Tomas Gabriel ((13) Sergio Minjos, 22 do 2º), (18) Naturezza, (9) Julios Barbetto e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno, (10) Rico Salamar e (7) Allejo. Técnico: Player One
  • QATAR: (21) Fahad Faisal, (13) Fahlil Hassad, (17) Yousef Madhi, (4) Abdulla Kuawari e (6) Jaffal Jahari; (8) Mansour Hamadi ((9) Ibrahim Sulai, 16 do 2º), (10) Hassim Khalif, (19) Salem Sadiq e (15) Ali Ben Muhomar; (16) Fahad M. Namoor e (20) Karim Beh Kali ((12) Jumah Al Kassim, 22 do 2º). Técnico: Dave Mackay

Brasil vs. IsraelEditar

Os 3 a 0 foram o segundo jogo da campanha, e mostraram realmente que o time do sr. One tinha potencial.

Com o antológico gol de Allejo, um jovem que estava decolando sua carreira, que parou na frente do goleiro e escorou de cabeça a reposição de bola, o mundo viu que ali estava um time com pinta de campeão.

Apesar da pouca tradição, a equipe israelense mostrou ser um adversário aguerrido, e vendeu caro o resultado.

Ficha TécnicaEditar
  • Local: Stanford Stadium, São Francisco, Califórnia
  • Público: 56.500
  • Árbitro: Carlos (Colômbia)
  • Gols: Rico Salamar 30 do 1º; Allejo 18 e 25 do 2º
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (3) Enrico Moeser, (2) Luis Silva, (4) Marco Pitzos e (6) Ferreira ((17) Tele Esvaldo, 26 do 2º); (5) Roca, (20) Pardilla e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno ((9) Julios Barbetto, 26 do 2º), (10) Rico Salamar e (7) Allejo. Técnico: Player One
  • ISRAEL: (1) Tal Herzog, (4) Josef Rosenzweig, (2) Ben Goldberg, (3) Elijah Schwartz e (15) Ben Schimelech ((5) Simon Weisberg, 20 do 2º); (8) Dov Weintraub ((19) Ben Dreifus, 39 do 2º), (6) Aaron Yamech, (7) Eli Gold e (14) Peter Eisenstern; (10) Yacob Shlomo e (11) Manney Steinberg ((9) Paul Ginzberg, 28 do 2º). Técnico: Shlomo Sharf

Brasil vs. HolandaEditar

O terceiro jogo seria muito mais difícil: contra a Holanda, uma das francas favoritas a ganhar a Copa do Mundo, e que vinha de 2 vitórias por 5 x 0 em cima de Israel, time que a Seleção Brasileira teve uma certa dificuldade em derrotar, e 4 x 0 em cima do Qatar fazendo do time holandês líder do grupo juntamente com o Brasil (mas levando vantagem no saldo de gols), e essa partida era fudamental para determinar o vencedor do grupo, já que ambos os times estavam com 100% de aproveitamento e já classificados para a próxima fase.

O tecnico Lula teria que modificar o esquema tático para o 3-5-2, fazendo assim o time ficar mais compactado e ocasionando a revolta do assistente técnico Jamel, que preferia ver o time jogando no esquema 4-4-2. Em uma discussão acalorada, minutos antes do início da partida, ficou decidido que o time jogaria no 3-5-2 mesmo.

A partida começa às 16:00 com chuva e a Holanda, com a saída de bola, já começa dominando a partida, jogando com seu famoso "futebol total" criado na Copa de 1974, e a Seleção tinha muita dificuldade em adaptar seu jogo, pois o meio de campo holandês formado por Guilt Caisaar e Brian Cruyfford fazia marcação cerrada em Julios Barbetto, que não conseguia fazer passes para Rico Salamar e Allejo, e nem a jogada mortal de ficar na frente funcionava. O goleiro Marco Vincic estava fechando literalmente o gol.

O primeiro tempo termina em 0 x 0, com o time holandês jogando melhor que o Brasil. Mas, graças a um chute de Allejo, tudo mudou. 1 x 0, e o jogo acabou assim para mim, meu bem, meu zen, meu mal!

Ficha TécnicaEditar
  • Local: Pontiac Silverdome, Detroit, Michigan
  • Público: 56.500
  • Árbitro: Heinz (Áustria)
  • Gol: Allejo 33 do 2º
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (3) Enrico Moeser ((14) Paco 31 do 2º), (2) Luis Silva e (4) Marco Pitzos; (8) Tomas Gabriel ((20) Pardilla, 16 do 2º), (5) Roca, (18) Naturezza, (9) Julios Barbetto ((13) Sergio Minjos, 16 do 2º) e (16) Carlos Santana; (10) Rico Salamar e (7) Allejo. Técnico: Player One
  • HOLANDA: (1) Marco Vincic, (2) Pieter de Jong, (3) Jake Deitrich, (15) Jan van Bueren ((6) Ruud Heijnen, 40 do 2º) e (4) Jan Kadijk; (16) Richard Mul, (7) Ruud van Wijk ((5) Stijn Schurger, 33 do 2º), (10) Gullit Caisaar e (14) Brian Cruyfford; (17) H. Van Smeiter ((11) Jan Bergsen, 29 do 2º) e (9) Karl Koppers. Técnico: Dick Advogado

Oitavas-de-Final: Estados UnidosEditar

No dia da Independência da Alemanha, o Brasil fez uma partida antológica contra o IEUA (Império dos Estados Unidos da América). A seleção da casa era treinada por Bill Gates, e seu principal jogador era Michael Jackson.

Após um fraco primeiro tempo, o segundo começa com um gol do meio de campo de Rico Salamar, grande astro do Milan!. Michael Jackson tenta sua jogada mais fatal, o moonwalk-invertido-carpado-parafuso-com-velocidade-triplicada, mas a excelente defesa do Brasil se salva dançando capoeira. Após 45 minutos, o jogo acaba.

Feliz da vida, um torcedor até então anônimo do Brasil dá um LOSANGO ABERTO INVERTIDO no goleiro americano, Kurtis Stryker. Esse cidadão, mais tarde, viria a ser conhecido como o grande Lindomar. Antes de ser banido do futebol, ele suborna um oficial lá dos "isteite" e vira ídolo mundial.

Ficha TécnicaEditar

  • Local: Stanford Stadium, São Francisco, Califórnia
  • Público: 61.000
  • Árbitro: Heinz (Áustria)
  • Gol: Rico Salamar 7 do 2º
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (14) Paco, (2) Luis Silva e (13) Sergio Minjos; (5) Roca ((4) Marco Pitzos, 40 do 2º), (18) Naturezza, (19) Beranco ((3) Enrico Moeser, 21 do 2º), (20) Pardilla e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno ((7) Allejo, 27 do 2º) e (10) Rico Salamar. Técnico: Player One
  • ESTADOS UNIDOS: (1) Kurtis Stryker, (5) Mickey "Mouse" Doyle, (2) Peter Chang ((3) Brandon Doughty, 40 do 2º), (4) Eduardo Cruz e (22) Eric Ewing; (14) Chip Lange, (6) Pedro Noyes, (7) Ritchie Amati ((12) Ted Winston, 40 do 2º) e (10) Michael Jackson; (11) Bing Gordon ((8) Jason King, 21 do 2º) e (9) Alex McMillan. Técnico: Bill Gates

Quartas-de-Final: InglaterraEditar

Jogo dificílimo, a defesa inglesa estava blindada, o zagueiro inglês Diarmid Clarke desarmava o maio-campo brasileiro com maestria, e o goleiro Nick Channon parecia um Deus em campo, chegando a conseguir a façanha de pegar um pênalti cobrado por Janco Tianno no primeiro tempo.

No segundo tempo, ocorreu o grande susto brasileiro: após lindo passe de Joss Ellis, o centro-avante Bruce McMillan (escocês naturalizado inglês), invadiu a área, driblou a zaga brasileira, chegando a fazer o gol, mas por muita sorte, estava adiantado, e o gol acabou sendo anulado.

Aos 35 do segundo tempo, veio a grande chance brasileira: o zagueiro Trevor Galea faz um polêmico penalti em Janco Tianno. Ele mesmo cobra, e é gol!!

Daí para a frente, o Brasil foi para a retranca, os últimos 12 minutos de jogo foram dramáticos, até que o árbitro deu o apito final, e o jogo terminou: Brasil 1 x 0 Inglaterra.

Após o jogo, Janco Tianno ainda deu uma breve entrevista:

Repórter: O jogo de hoje foi difícil, a Seleção Inglesa tem um ótimo sistema defensivo, mas vocês conseguiram superá-lo. Como você se sente após essa suada vitória?

Janco Tianno: Muito feliz, nós sofremos demais, eu e o Rico tentamos furar a defesa inglesa, né, mas eles... eles tavam numa noite inspirada, né, nossos dribles não funcionavam... Mas apesar de tudo eles cometeram dois pênaltis na gente, um infelizmente eu perdi, né, mas felizmente, o Rico converteu a cobrança, eeee... Agora ééé se preparar pra semifinal, que eu tenho certeza que não vai ser fácil não.

Ficha TécnicaEditar

  • Local: Cotton Bowl, Dallas, Texas
  • Público: 62.600
  • Árbitro: Carlos (Colômbia)
  • Gol: Janco Tianno 35 do 2º (pên.)
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (14) Paco, (2) Luis Silva ((13) Sergio Minjos, 26 do 2º), (4) Marco Pitzos e (6) Ferreira; (5) Roca, (19) Beranco ((8) Tomas Gabriel, 30 do 2º) e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno, (10) Rico Salamar e (7) Allejo ((20) Pardilla, 39 do 2º). Técnico: Player One
  • INGLATERRA: (1) Nick Channon, (5) Neil Cook ((4) Johnny Moore, 29 do 2º), (2) Trevor Galea, (20) Diarmid Clarke e (3) Ian Adams; (7) Frank Barchard, (16) Joss Ellis, (6) Keith Hoddle ((8) Jack Platt, 40 do 2º) e (9) Freddie Morley ((14) Matt Webster, 29 do 2º); (10) Bruce McMillan e (11) Andrew Regis. Técnico: Terry Venables

Semifinal: ArgentinaEditar

O jogo começa debaixo de uma forte chuva. A Seleção Argentina tinha um dos melhores times da Copa atrás apenas dos futuros finalistas, Alemanha e Brasil. No ataque estavam as máquinas Alan Pascal e Juan Diaz, um célebre cheirador de gatinhos dono do Orelha Juniors.

O jogo foi bastante parado, pois Naturezza, Janco Tianno, Allejo e Rico Salamar haviam sido dopados pelos argentinos. Por sorte, o goleiro Ricardo Santana havia desconfiado da armação e continuava na ativa.

A prorrogação foi marcada pela tensão, principalmente depois que o atacante Rico Salamar caiu de sono no chão graças ao "boa noite Cinderela" que os argentinos haviam colocado em sua garrafa de água. Mesmo assim, a Seleção Canarinho levou a decisão para os pênaltis. Rico Salamar havia sido substituído no segundo tempo da prorrogação por Sergio Minjos, que acabou anotando o gol que selou a vitória do Brasil nas penalidades.

Ao final da partida, os 22 jogadores argentinos admitiram que eram piores que o Brasil, mesmo trapaceando, e fundaram a Humilde República da Argentina.

Correm boatos que Marco Vincic, goleiro da Holanda que teve seu ego destruído por Janco na primeira fase da Copa, estava torcendo pelo Brasil e gritando "Rico é nosso rei", mas são só boatos.

Ficha TécnicaEditar

  • Local: Rose Bowl, Los Angeles, Califórnia
  • Público: 81.000
  • Árbitro: Hasegawa (Japão)
  • Gols: Juan Diaz 8 do 1º da prorrogação (ARG); Sergio Minjos 10 do 2º da proorrogação (BRA)
    • Disputa de Pênaltis: Brasil 4 (Senior, Sergio Minjos, Carlos Santana e Ricardo Santana converteram; Janco Tianno desperdiçou) x Argentina 3 (Juan Diaz, Fuerte e Capitale converteram; Aristeo e Heretier desperdiçaram)
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (3) Enrico Moeser, (2) Luis Silva, (4) Marco Pitzos e (15) Paulo Bellaro; (18) Naturezza ((8) Tomas Gabriel 15 do 2º), (9) Julios Barbetto e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno, (10) Rico Salamar ((13) Sergio Minjos, 3 do 2º da prorrogação) e (7) Allejo ((21) Senior 22 do 2º). Técnico: Player One
  • ARGENTINA: (1) Pedro Garcia, (3) Aejio Mardona, (2) Rodriego Aristeo, (6) Don Alejandro e (4) Diego Fernandez; (7) Luis F. Batiste ((16) Alberto Armani 35 do 2º), (5) Juan Carlos Santos, (8) Fernando Heretier e (11) Luis Alfios ((19) Diego Capitale, intervalo para prorrogação); (10) Juan Diaz e (9) Alan Pascal ((17) Daniel Fuerte 28 do 2º). Técnico: Alfio Basile

Final: AlemanhaEditar

O mais tenso do jogos, começou com o Brasil em desvantagem, graças ao destaque alemão, o atacante Kevin Piknell, correndo o campo inteiro a 350 km/h e batendo pra fora. Até que chegou a dupla dinâmica Janco Tianno e Rico Salamar para juntar o bacana. Juntos, os dois construíram as grandes jogadas daquela tarde que resultaram na vitória de 7 a 6 para o Brasil. E Não podemos esquecer do Allejo, que deu grandes fintas nos grandalhões alemãos enquanto Rico Salamar dava passes precisos e Janco sempre fazendo chutes incríveis!

Os gols dos alemães foram de Piknell (3), Klaus Hoeflich (2) e um de Tele Esvaldo contra, que apertou X sem querer para o goleiro brasileiro, que nada pôde fazer.

Para o Brasil, o "endiabrado" Janco Tianno, numa tarde inspiradíssima, anotou os sete gols que garantiram a vitória e o título. Seis desses sete gols foram marcados de fora da área, no ângulo, sem chance para os goleiros, exceto pelo terceiro, no estilo Janco, em que ele ficou parado na frente do goleiro e a bola bateu na cabeça dele.

Após a partida, enquanto os brasileiros festejavam a vitória, surgiram Piknell e Hoeflich que, furiosos, alvejaram o craque brasileiro Tianno com 7 tiros em cada orelha, uma para cada gol feito, quase encerrando a brilhante carreira do nosso ídolo de maneira trágica no seu auge. O título da Copa do Mundo de 1994 veio, no entanto, para coroar o período dos jogadores mais fantásticos que já vestiram a camisa canarinho, ao contrário daquele time daquela copa fraca em que o Brasil foi campeão na vida real.

Ficha TécnicaEditar

  • Local: Rose Bowl, Los Angeles, Califórnia
  • Público: 91.795
  • Árbitro: Heinz (Áustria)
  • Gols: Janco Tianno 18, 22, 26 e 37 do 1º, 8, 22 e 43 do 2º (BRA); Piknell 9, Tele Esvaldo (contra) 24 e Hoeflich 32 e 42 do 1º; Piknell 17 e 33 do 2º (ALE)
  • BRASIL: (1) Ricardo Santana, (17) Tele Esvaldo ((3) Enrico Moeser 26 do 1º), (2) Luis Silva, (4) Marco Pitzos e (6) Ferreira; (5) Roca, (18) Naturezza, (19) Beranco ((7) Allejo, 20 do 2º) e (16) Carlos Santana; (11) Janco Tianno e (10) Rico Salamar. Técnico: Player One
  • ALEMANHA: (1) Thomas Wagner, (4) Eric Freytag ((3) Stefan Muller, intervalo), (10) Andreas Kolle e (6) Peter Klaus ((13) S. Reicher, 40 do 2º); (2) Erich Kleimann, (5) Jens Klahold, (16) Rudi Jantz, (17) Heiner Klingel e (7) Martin Stranz ((8) Brian Plank, 21 do 2º); (18) Klaus Hoeflich e (9) Kevin Piknell. Técnico: Berti Vogts

Após a CopaEditar

Após a lendária vitória sobre a Alemanha, cada jogador seguiu um destino diferente. Alguns dias depois, para espanto geral da nação futebolística e seus fãs, aconteceu o improvável - Janco Tianno acordou. Por mais incrível que possa parecer, depois de voltar da quase morte, seu futebol cresceu, e ele foi se tornando cada vez mais o maior artilheiro de todos os tempos. Conseguiu façanhas até então inéditas, como ser artilheiro dos Campeonatos Paulista, Carioca, Mineiro, Gaúcho e Paranaense no mesmo ano. Ganhou também a Libertadores jogando por um time composto por deficientes visuais e ganhou a UEFA Champions League jogando pelo Municipal da Guatemala (sim, isso mesmo!). Além disso foi campeão da Copa Italiana com o mesmo clube, derrotando o até então poderoso Ajax, marcando 4 gols na final.

Allejo foi contratado pelo Yokohama F.Marinos, Naturezza foi para o Qatar, Marco Pitzos virou técnico da Seleção da Grécia, que venceria a Eurocopa 2004 e o Sr. Player One foi para a cama dormir.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar