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Tecnécio

Cquote1.png Nunca entendemos... Cquote2.png
Molibdênio e rutênio sobre o tecnécio não existir na natureza.
Cquote1.png Tamo junto, irmão! Cquote2.png
Promécio sobre a solidão do elemento artificial não-transurânico que compartilha com o tecnécio.

Tecnécio é um dentre as dezenas de elementos químicos fictícios produzidos pela humanidade, com ênfase no um, já que foi o primeiro. Como o elemento só existe em laboratórios e em estrelas localizadas a milhões de anos-luz de distância, os cientistas podem atribuir e caracterizar o tecnécio como bem entenderem que ninguém vai se dispor a ir conferir.

História da descoberta e fabricaçãoEditar

 
Reunião dos principais utensílios feitos de tecnécio. Vemos as pílulas de Nanicolina, o Lico de Cair Pinto, um achocolatado com Actigen, uma garrafa de Biotônico Fontoura, e em destaque no fundo um galão de 2 litros de Coca-Cola quente sem gás cujos átomos radioativos já decaíram para um 69Tc.

O ex-presidente russo Dmitri Mendeleev foi o primeiro a prever a existência do tecnécio quando inventou a tabela periódica e percebeu que cabiam ainda muitos elementos nela. Mendeleev, através de pesquisas baseadas em chutômetro, previu que o tal elemento desconhecido seria um manganês mais pesado, que deu o nome de "ekamanganês", porque já bastava para ele.

O elemento em si só foi descoberto mesmo é em 1937 quando o italiano Carlo Perrier, enquanto tentava melhorar a fórmula para a sua Águas Perrier, concorrente da Água de Fiji, sobretudo tentando infundir radiação na moléculas de H2O para assim garantir o que hoje conhecemos como o seu característico sabor frisante, Perrier criou garrafas de molibdênio e as bombardeou com átomos de deutério, fabricando assim os primeiros átomos de tecnécio da humanidade. Estes átomos, porém, duram puros na natureza só por 0.0006 milésimos de segundo, quando expelem uma radiação gama que mata as pessoas (menos Bruce Banner, que vira Hulk) formando o 99mTc, que depois de seis horas ainda perde um elétron, que percebe como aquele átomo é desconhecido e se muda para a atmosfera, assim estabilizando-se como 99Tc. É esse o trabalho que justifica o preço abusivo das águas Perrier, o seu tratamento com tecnécio.

Embora descoberto em 1937, foi só a partir 1960 que escalas industriais do material puderam começar a serem fabricadas, pois para tal era preciso explodir bombas atômicas em cima de pedaços de molibdênio. A era de fabricação em massa de tecnécio ficou conhecida como Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética começaram uma corrida sobre quem fabricava mais tecnécio, pois na época, ainda primitiva, como o Oganessônio ainda não havia sido descoberto, acreditava-se que para fabricar adamantium, essencial para vencer a guerra, era necessário muito tecnécio.

CaracterísticasEditar

O tecnécio é o mais leve elemento radioativo, expelindo radioatividade em todas as condições. Isso acontece porque ele foi o primeiro elemento a ser criado artificialmente, e quando ele viu na natureza elementos mais úteis como carbono, oxigênio, sódio, silício, ferro, urânio, ouro e tantos outros que possuem muitas outras utilidades e são mais bonitos ou mais essenciais, o tecnécio entrou em crise existencial, e assim toda vez que surge tenta se autossuicidar-se a si mesmo. Afinal é disso que a radioatividade se trata, elementos tentando se matar, mesmo que alguns não parecem porque estão evitando a fadiga de decair rapidamente.

Em sua fase menos radioativa, é outro metal de coloração prateada facilmente confundível com a prata, diferenciando-se dessa porque o contato do metal faz os dedos das pessoas caírem, além de expelir um característico odor de morte. Contudo, não há nada que precise se desesperar caso encontre uma amostra de tecnécio, pois o elemento é solúvel em água régia (no esgoto também), então para se livrar de um pedaço de tecnécio radioativo contaminando sua casa é só jogá-lo num vaso sanitário e aplicar a descarga.

UsosEditar

A principal utilidade do tecnécio é a de auxiliar estudantes de química a separar os elementos químicos existentes dos elementos fictícios, porque os elementos anteriores ao número atômico 43 são existentes, e os posteriores são fictícios, incluindo o ouro, o que explica porque você nunca viu algo de ouro na vida, apenas coisas "banhadas em ouro".

Caso existisse, o tecnécio teoricamente seria um excelente radiofármaco, ideal para aplicar eutanásia em pessoas com câncer em estágios avançados que queira cortar pra mim, Percival o mal pela raiz. O remédio, todavia, é absolutamente proibido no Brasil, que além de não tolerar eutanásia, sabe-se que o tecnécio é mais perigoso que o césio, e se em Goiânia já fizeram aquela cagada, imagina se um pião de obra encontra uma cápsula de tecnécio?