Carnaval do Recife

O Carnaval do Recife é só uma extensão do carnaval de Olinda, para ira eterna dos recifenses, que sempre que são lembrados disso ficam com vontade de começar outra Guerra dos Mascates contra a sua irmãzinha mais velha. É conhecido principalmente pelo aumento absurdo de venda de loló, da confusão dos diabos que se dá nas avenidas apertadas e alagadas da Veneza Brasileira, além da coroação do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, que literalmente governam a cidade nesses dias de frevança, o que é uma baita justificativa pra quando tudo termina a cidade estar mais de pernas pro ar do que tua mãe de perna aberta esperando por mim ontem.

PréviasEditar

As prévias de Recife nunca fizeram muito sucesso, ao contrário das de Olinda, por isso muitas delas ficaram apenas na memória afetiva de uns poucos zé ruelas.

RecifoliaEditar

 
Evento errado, desculpa...

"Recife é festa. Recifolia, você faz parte da minha alegria. Recife é festa. Recifolia, esse teu jeito é que me contagia..." Essa canção de Almir Rouche atormentou muita gente que morava na Avenida Boa Viagem entre 1993 e 2002, por quatro dias todos os meses de dezembro. Sim, você ouviu bem, DEZEMBRO... pois é, não é só o Carnaval de Natal que tem a micareta Carnatal no mês do Papai Noel. O Recifolia levava gente pra cacete pra praia dos tubarões pra o banquete dos mesmos que aguardavam os bebuns darem um banhinho durante a folia. O evento entretanto irritava muito a turma da avenida, que sendo gente fina odiavam aquele bando de pobre infectando a orla. Assim, em 2003 o evento foi transferido pra orla de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (tornando-se assim na verdade o "Jaboatãofolia"). Mas por falta de apoio da prefeitura de lá, o evento virou pó pra sempre. Em 2000, durante uma das muitas greves de PM de Pernambuco (lembram-se do Boy do Arrastão? Pois é...), os PMs em protesto chegaram a ficar na frente do Palácio de Campo das Putinhas Princesas cantarolando "Recife é Festa, Recifolia! Sem a polícia não tem alegria!" Em 2017 o governador mamão chegou até a anunciar um retorno do evento em janeiro de 2018 que iria rolar na Arena Pernambuco (que é em São Lourenço da Mata, bem mais longe de Recife impossível), mas acabou desistindo provavelmente já vendo a desgraceira que o Metrorec iria virar durante o período.

Curiosidade mórbida: Os crentelhos da cidade, no mesmo período em que rolava o Recifolia criaram um evento chamado "Recifeliz com Jesus", que nos últimos anos dava mais gente até que o Recifolia. Teriam eles surgido APENAS pra foder o Recifolia? Lembrando que em 2008 fizeram a última edição dizendo "nosso objetivo foi concretizado". OH MEU PAI!

Bloco da ParceriaEditar

O Bloco da finada rede de supermercados Bompreço passava por várias cidades do Nordeste do Brasil, como Aracaju, Recife, Maceió, Salvador e Campina Grande, e surgiu em 1993 como um dia de folga de seus funcionários (o único do ano que eles davam, diga-se de passagem). O bloco continuou a sair até 2004, quando a Walmart comprou tudo, e os americanos fdps mandaram os funcionários pararem com a moleza que feriado é coisa de vagabundo, festa também.

Baile Municipal do RecifeEditar

Bloco cheio de bacanas riquinhos que acham-se fodões. É o único bloco que favelado não pode entrar, portanto é o bloco de carnaval mais sem graça de todos. Pior que os berobas riquinhos que aparecem nas colunas sociais dizem que "esse é o verdadeiro carnaval", afinal é o único em que eles podem ir tranquilamente sem ter ninguém pra roubar a carteira, o celular e todo o resto.

BalmasquêEditar

BalMasquê, em uma linguagem que eu me esqueci qual é, mas deve ser francês porque esses nomes aviadados é tudo de lá, significa propriamente "baile de máscaras". E é isso que acontece nessa prévia que é já na última semana antes do carnaval em si. Tal qual a anterior, tem uma galerinha de coluna social por lá, mas também tem uns bicões sempre que aproveitam-se de que tá todo mundo mascarado pra passar a mão na carteira, no relógio, no celular e na bunda das desavisadas de plantão (sempre com o risco dela gostar e quando tirar a máscara ser um diabo loiro como diria o Alceu Valença, só que essa não seria nem um pouco bonita demais...).

Carnaval propriamente ditoEditar

Galo da MadrugadaEditar

 
O Galo da Madrugada versão live action.

O Galo da Madrugada, que a cada ano que passa mais fica parecendo uma codorna, é uma das maiores atrações no carnaval recifense. Todos os caipiras que sofrem falta d' agua (todos os nordestinos) da cidade de recife vão para lá e fazem uma farra de merda. Até o panelaço que houve no impeachment da Mulher Sapiens foi melhor que todas as festas do Galo juntas e ainda por cima vem um monte de vagabundos para ver o galo ser montado (quem em com mente sã faria isso?). E pior o terminal de metrô Estação Recife fica uma merda, mesmo fora do horário de pico onde todos os Cangaceiros vão trabalhar para ganhar uma água mesmo que seja uma gota só. Quando a porra do galo está montado a cidade vira um caos. E se mijo fosse flores, o Recife seria um jardim gigantesco e ainda colocam o "hit" que é uma diarreia sonora que o som vai até o quinto dos infernos.

O galo sofreu uma mutação que todo ano ele está menor, 2016 foi um galo, 2017 foi um frango e 2018 foi uma codorna e em 2021 vai ser só o Sazon ou o Knorr mesmo. O pessoal anda chama esta porra de Galo?! Puta merda!!!!

Rec BeatEditar

O Rec Beat era tipo o Abril pro Rock ou Lollapalooza do carnaval, onde se apresentam bandas de estilos bizarros nada a ver com nada, todas tipo alternativo, rock, metal, punk, rap, dance music, black emo, hardcore, forró russo, gospel, grindcore progressivo, entre outros. Ou seja, é um universo paralelo feito para os seres alienígenas que habitam a cidade sabe-se lá porque diabos ainda, fazendo parte das famosas assombrações do Recife Velho.

Entretanto em 2018 os organizadores do Rec Beat decidiram mandar todos se foderem pelo prejuízo desgramado que é o público raquítico e minúsculo de pseudointelectuais, hipsters e tr00s de plantão e convidou MC Tocha pra fazer um show de tecnobrega também por lá, tornando o Rec Beat só mais um evento imbecil do carnaval do Recife, ou mais uma dessas casas de show de brega ao ar livre, pro desespero da sua mãe carola que não aguenta mais músicas sobre "sentar o cu na vara".

Blocos carnavalescos no Marco ZeroEditar

Uma pá de blocos que existem desde séculos anteriores, quando surgiu o Maracatu Nação, em que os negros escravos ficavam delirando sobre serem reis, rainhas e governadores do Hellcife, tudo isso claro efeito do banzo e das chibatadas, nada mais além disso. Depois veio o "Clube dos Caiadores", o primeiro bloco, que na verdade era constituído de pintores (na época chamavam isso de caiador), e saíam do Marco Zero rumo às igrejas do bairro de São José, pintando aquela bagaça toda de cores as mais berrantes possíveis, pra desespero dos padres e bispos.

Daí pra frente foram amplificando, com clubes como o Clube Internacional do Recife, Clube Português do Recife, Clube das Pás (esses três ainda existentes), Clube dos Ancinhos, Clube das Estrovengas, Clube das Retroescavadeiras, entre outros menos quistos meios de cavar até o inferno.

Com a chegada do século XX, veio o desfile dos corsos, que eram uns carros fodidaços que desfilavam pelas ruas da cidade puxados a jumento. Essa prática foi com os tempos sumindo, mas os papangus e a Alaursa continuaram infernizando jogando jetom e lança-perfume pra cima e pedindo dinheiro (e quem não der é pirangueiro! Ah sim, pros que não entendem de pernambuquês, pirangueiro é igual teu pai, que não dava nem 10 centavos pra inteirar na ficha do fliperama).

Atualmente tem blocos pra burro pro lado de lá, tornando quase intransitável o local em períodos carnavalescos, e há grandes chances de você entrar lá fantasiado de qualquer coisa que seja e sair fantasiado de Adão e Eva estuprados, se é que você me entende.

Desfile das Escolas de Samba de PernambucoEditar

Imitação bem fraquinha do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, acontece num único dia na avenida Dantas Barreto, que corta os bairros de Santo Antônio e São José. Advém dos anos 1930, na época a primeira escola era "As Duvidosas", um grupo de marinheiros lá do Rio de Janeiro que vieram ensinar o samba na cidade e que tinha esse apelido você sabe bem o porquê. Depois surgiu a Federação Carnavalesca de Pernambuco, que logo tratou de organizar os desfiles. E se no RJ a máfia é entre a Estação Primeira de Mangueira e a Beija-Flor de Nilópolis, em Recife a mafiosa se chama Gigante do Samba, que quase todo ano leva o desfile. Outras escolas menos lembradas são a Estudantes de São José, Limonil, Império do Samba, Galeria do Ritmo e mais uma pá de grupinhos similares. Cresceu tanto que logo ganharia seu próprio grupo de acesso tal qual acontece em outras capitais com escolas de Samba. Curiosamente em Olinda não existe esse desfile, mas as escolas de lá sempre dão uma de gaiatas e entram no navio de Recife.

Os IrresponsáveisEditar

Tecnicamente esse bloco é pós-carnaval, acontecendo sempre na quarta-feira de cinzas, à tarde inclusive, no bairro de Água Fria. E esse é exatamente o motivo do nome. O bloco surgiu quando um bando de vagabundos inconformados que teriam de trabalhar na quarta a tarde já que o feriado acabara simplesmente se juntaram e decidiram faltar o trabalho e continuar a festa até o anoitecer. Atualmente o bloco já é maior até que o Galo da Madrugada, mostrando que o número de irresponsáveis na cidade aumentou pra caralho mesmo!

Outras palhaçadas similaresEditar

Todo domingo pós carnaval sai um bloco chamado de Camburão da Alegria, só com os policiais que não puderam brincar o carnaval inteiro, só tentando (inutilmente é claro) deter todos os meliantes que aparecem pelo carnaval. A festa é tão boba que ninguém nem liga, só querem que esses inúteis voltem a trabalhar logo.

Ver tambémEditar