Historiografia

Este artigo é relacionado à história.

Não estranhe se ler que a Guerra dos Cem Anos durou foi 116.

Abraham Lincoln a cores.png
Típico historiografista... gozado, acho que já vi essa imagem antes...

Historiografia é um termo advindo dos gregos (sempre esses enxeridos) que significaria algo como "a escrita da história" ou "a história segundo a cabeça de alguém", afinal no fim a história como matéria e conhecimento humano sempre depende do que um qualquer ou uns quaisquer (caraca, falei bonito agora, "quaisquer" invés de qualqueres igual quase escrevi uns retardados podem escrever por aí afora) definem pro resto da sociedade ao seu redor. Também podemos chamar de "história da história", o inception mais imbecil que pode existir na face da terra além daquele em que Max Payne descobre estar num jogo de computador.

Definindo então em poucas frases, pra não ficar uma porra de introdução mais enfadonha que o assunto em si já o é, a historiografia versa sobre todas as ideias que forjam a disciplina história, as formas de estudar ela, de pesquisar, de contar essa mesma historinha e também como defecar na cabeça dela, através da manipulação descarada e vagabunda que só padres, pastores, governantes, imprensa e tias de internet são capazes de fazer como ninguém.

As basesEditar

 
Uma típica fonte historiográfica são os documentos escritos, mesmo esses assim como o da foto que parecem feitos pelo seu avô com mal de Parkinson e dislexia.

Pra se definir a historiografia se analisam algumas coisas: a chatice do assunto, a antiguidade e a inutilidade daquele saber pra qualquer pessoas na face da terra (alguma coisa me diz que um aluno inconformadinho que foi repetente em história por três séries seguidas andou escrevendo esse trecho ao lado...)

  • O propósito da história: Dentro da filosofia, só que aplicada numa visão historiográfica, tenta-se definir os porquês de se estudar a fundo aquela questão lá (sua teleologia) ainda que seja só por falta do que fazer e passatempo de velho viúvo ou nerd burro em exatas que teve que se aventurar nisso pra não pagar de falso nerd.
  • A metodologia: A definição dos métodos que leva a história a poder ser definida como parte das ciências humanas ou ciências sociais...

  Porra nenhuma! História é só um monte de fatos ou não agrupados que servem só como ferramenta pra gente!  
Sociólogo sobre a história ser uma ciência.

Ah sim, foda-se. Segue pro próximo tópico:

  • A análise dos fatos: Pra historiografia é sempre necessário analisar tudo que tá sendo estudado, pra ter uma interpretação dos paranauês tudo, sempre enfocando o contexto histórico, cultural e o escambau da época escolhida, até mesmo fazendo comparações com outras épocas, povos, costumes e blábláblá cês entenderam. Claro que, como antecipado no início, dependendo da corrente historiográfica e dos interesses escusos delas, tudo pode ir pro escambau do nada, e aí do nada um Júlio César comedor de Cleópatras pode do nada virar viadinho... ou um Stalin exterminador de inimigos virar um santo homem igual a Jesus Negão... vai do ponto de vista e malandragem de cada um...
  • As fontes: Historiografia e a história em si trampa muito com fatos, e em geral ela necessita bastante de fontes fiáveis igual à Wikipédia. Então a fonte documental é algo demasiadamente necessário, desde escritos de reis do tempo da Dercy Gonçalves virgem em uma linguagem mais morta que tua avó, passando por pinturas e esculturas de deuses (ou não, vai saber se aquelas carrancas lá do Egito antigo na verdade eram a Disneylândia deles...), até chegar no desespero chamado história oral, quando por falta de uma fonte primária decente - e portanto, de secundárias, terciárias, quartenárias e decimárias -, tem que se apelar pro disse-me-disse, algo muito comum em sociedades analfabetas ou ausentes de escrita, como diversas tribos aborígenes, ameríndias e gente que recebe notícias exclusivamente pelo Whatsapp.
  • Definição de objeto e recorte temporal: Num trabalho histórico é sempre necessário uma definição básica do que se pretende pesquisar, bem como o período e local desejados. Por exemplo, você não tem como fazer um trabalho sobre a história da Revolução Pernambucana indo estudar o reinado de Go-Yozei na China, nem estudar sobre a Coluna de Focas (caralho, estudar sobre a história disso? Sério mesmo?) indo ver o comportamento dos estudantes da USP no ano de 2009 durante as greves lá ocorridas... quer dizer... vai que nesse último caso faça algum sentido escuso, nunca jamais saberemos... Então aí você já vê o porquê nos seminários de colégio você tomava nota zero sempre no trabalho sobre o Império Colonial Espanhol e começava a falar de coisas do tempo do Império Romano do Ocidente sem fazer obviamente a menor porra de sentido, já que Carlos V não é Valentiniano III, porra!

E, só pra complementar o último tópico, na historiografia até é possível ter uns vislumbres do futuro e dar umas possibilidades de previsões do que virá (até porque algumas escolas historiográficas até tinham um fim definido pra um futuro misterioso como veremos mais pra frente - ou não, não posso prever nem isso...), mas HISTÓRIA NÃO É ORÁCULO! Por mais que pareça meio óbvio que eleger um idiota como Jair Bolsonaro com certeza iria dar merda, ninguém imaginaria com certeza que seria uma merda nível COVID-19 né... então, é por aí, nada de bancar a Mãe Dinah como professor de história, você vai virar a vergonha do profissión apenas nessa brincadeirinha. Portanto, nada de {{futuro}} por aqui, no future for you!

Recortes da históriaEditar

Recortes temporaisEditar

 
Em que época acontece Monty Python and the Holy Grail? Poderíamos dizer na Idade Média, mesmo que durante o filme atropelem um historiador fazendo um documentário pra TV e até a polícia apareça pra prender o exército do Rei Arthur... malditos franceses!

A cronologia e os recortes temporais são ferramentas necessaríssimas. Também conhecida como divisão do tempo histórico, essa é a forma de não se perder na hora de estudar o bagulho. Claro que existem diferentes formas de fazer esse tipo de recorte, desde análises como as clássicas de dividir por eventos como Idade Antiga, Idade Média e etc, ou dividir por formas de explorar otário meios de produção econômica como Modo de produção primitivo e Feudalismo por exemplo, que englobariam de maneira mais precisa em regiões diferentes o fato de uma civilização estar vivendo já vendendo ações na bolsa e outra continuar a trocar pedras preciosas por espelhos...

Mas também existe as divisões mais locais e específicas, como as divisões das dinastias egípcias, romanas, chinesas, japonesas e brasileiras... ops, essa última só teve uma família real mesmo né? Segue o jogo então. Também é possível dividir em períodos de governos, como foi com os romanos (monarquia, república e império), com os brasileiros (colônia, vice-reino, reino unido, império e república - essa última subdividida também devido os muitos golpes de estado períodos diferentes que rolaram dentro dela) e com os franceses (que, a julgar pela quantidade de repúblicas que tiveram - quatro no total - e os períodos monárquicos, eles são tão indecisos quanto são fedorentos...).

A própria arqueologia possui seus recortes temporais, mas aí especificamente pra o período da pré-história, aquele em que tudo que temos é pinturas de bois em paredes de cavernas, umas estátuas e esculturas bem gordas e feias, além de uns troços bizarros gigantes em ilhas e lugares obscuros e umas tabuletas em Ugauganês que ninguém é capaz de saber sequer se realmente é algo escrito ou só gritos balbuciados por neandertais. Além desses, também a arqueologia têm recortes metodológicos mais para outras épocas, sempre focando objetos e etcs.

Recortes espaciaisEditar

É possível também obviamente dividir a história em estudos de continente, de países, de estados e regiões, etc. Só lembrar quando você era um garoto e estudava história do Brasil em separado da história geral, ou história de Portugal, história de Angola, história de Moçambique, história de Timor Leste (tem história disso mesmo?) e etc. Dentro do Brasil também há quem enfoque em seus estados e regiões, como história de Pernambuco por exemplo. Essas especializações ajudam a ter um foco maior num canto só, pra não ficar perdido igual nas aulas de história geral que numa semana cê tá na Fenícia e na outra já tá estudando os etruscos e na outra do nada aparece uns tais árabes.

Recortes temáticosEditar

Nesse último vem toda aquela babaquice que só quem estudou história na faculdade ou alguma profissão que exigisse de alguma forma estudar a história daquela porra sabe bem. Os temas são os mais diversos, tendo por aí história política, que enfoca nas calhordices e calhordas que governaram os povos e ainda os governam, a história cultural que enfoca nas babaquices que desocupados artistas fazem nas civilizações, além de costumes e etc, a história das religiões que enfoca nos zés que se ajoelham pra um monte de coisas que só na cabeça deles têm poder; a história econômica que enfoca no desenvolvimento de grana e relações de venda, troca, produção e ladroagem das civilizações, entre outros zilhões de recortes temáticos.

Ainda tem uma tal de micro-história que basicamente seria um apanhado bem cirúrgico de coisas bem específicas mesmo. A coisa aí é tão chata e iria durar tanto tentando enumerar as possibilidades dessa porra, só pra você ter uma ideia, que é possível desenvolver história do rock, história da macumba, história da tua mãe e até história da Desciclopédia. Juro a você!

Ciências escravas auxiliares da históriaEditar

 
Um sociólogo qualquer olhando com total desprezo pra essa seção aqui.

A história como ciência obviamente precisa de diversas ciências auxiliares e primas pra dar uma forcinha. Além de ajudas pontuais de filologia, matemática, ecologia, biologia (em especial a paleontologia), geologia, museologia, arquivologia, bem como sua irmãzinha arqueologia, a história escraviza com sucesso a geografia, a filosofia, a antropologia, a demografia, a economia, as ciências políticas e, claro, a escrava das escravas, a sociologia.

  Como é que é? Cê tá louco, meu chapa? HISTÓRIA QUE É NOSSA ESCRAVA! Nós somos ciência, a história não. Não fode!  
Sociólogo sobre a afirmação acima.

Essas viúvas de Fernando Henrique Cardoso já choramingam né?

Gêneros historiográficosEditar

 
A RecordTV é tão precisa em suas pesquisas históricas pra compor novelas bíblicas que descobriu que no Egito antigo já tinham extintores de incêndio.

São as formas de ver a história e a repassar em obras mortas. Afinal, não precisa de sempre ensinar história de maneira descritiva como nos livros do colégio, chatos e cheios de comentários cretinos e pessoais demais de uns professores que escreveram esses resumões. Mas é possível também fazer tipo uma novela histórica ou um filme do gênero épico, que embora normalmente venham com erros grotescos e anacronismos, têm seu valor. Um bom exemplo são as novelas bíblicas da RecordTV, que nunca contém nenhum erro histórico de tão boas que são, ou, claro, o obrigatório filme do Calígula, uma perfeição no ilustrar da beleza que foi o reinado desse imperador extremamente equilibrado.

Outra forma de gênero historiográfico é a biografia, que quando bem trabalhadas podem remeter a um espírito da época, que pode ser estudado pela prosopografia, um estudo acurado de biografias e - porque não - filmes biográficos, para tentar entender bem uma geração e um povo. Por exemplo, imagina o trampo prosopográfico que daria estudar os filmes Dois Filhos de Francisco e Lula, o Filho do Brasil juntamente com as biografias de Sílvio Santos e de vários Youtubers, além a da Bruna Surfistinha e a não-autorizada do Roberto Carlos. Iria dar origem a um estudo de como o povo brasileiro é burro pra caralho em dar mídia, fama e fortuna a tantos idiotas variado culturalmente mesmo, pois consegue dar valor ao mesmo tempo a cantores sertanejos, políticos analfabetos, cantores ruins, apresentadores retardados, crianças com uma câmera na mão fazendo merda na internet e uma puta paga de luxo por opção. Coisas que só o Brasil é capaz!

Correntes historiográficasEditar

 
Voltaire, um dos responsáveis por ateizar a história, tornando essa ciência a mais odiada por crentelhos de todas as eras após ele.

A história da história (!) tem um monte de vertentes diferentes, que surgiram em civilizações diferentes, cada uma dando um ponto de vista próprio, e obviamente existem intersecções e diferenças em tempos paralelos, mas locais diferentes, afinal a história é igual fofoca, cada um conta de um jeito. Então, vamos destrinchar basicamente uns casos de análise do sujeito histórico:

(Lembrando que história não começa realmente na Grécia, existindo também em outras civilizações anteriores e em outros lugares, como China, Índia, Israel, Egito, Mesopotâmia, africanos e a porra que for, porém amigos, foda-se, como um bom eurocentrista, o intelectual de faculdade é baba-ovo dos europeus, chora mais!)

  • Grega: A versão grega a princípio seguia as ideias da trupe de cima que não vamos citar aqui por puro preconceito intelectual falta de espaço pra destrinchar só se preocupava com coisas de mitologia grega, mito de criação e essas baboseiras de que mais de oito mil deuses criaram cada um um pedaço do universo. Porém a partir de Heródoto e posteriormente Tucídides começou-se a escrever relatos relativamente precisos de guerras as quais ou os gregos participaram (as Guerras Médicas) ou guerras civis (como a Guerra do Peloponeso), deixando de lado o blá blá blá de divindades e semideuses e focando realmente nas fofocas da época.
  • Romana: A romana, como quase tudo que os romanos fizeram na vida, era uma imitação porca da grega, mas que com o tempo foi ganhando novos elementos só pra encher linguiça. A partir de Catão, o Velho, o povo de lá parou de imitar os gregos originais em contar contos de fadas sobre Rômulo e Remo e passaram a se atentar para fatos e lorotas da época deles mesmos, com mais possíveis provas de realidade. O Júlio César inclusive foi um dos que contribuiu pra isso, sendo um dos primeiros reis a fazer um livro inteiro sobre suas conquistas (pouco metido o garoto né?).

Basicamente por séculos a historiografia romana seguia bem os passos da grega, com a visão de história cíclica, onde nada teria um fim jamais e tudo se repete. Mas aí veio o povo do cristianismo pra embananar tudo, com Santo Agostinho e sua ideia bizarra de providencialismo que não só enfiou as ideias de que um deus aí seria culpado de toda porra que rola no mundo como que um dia ele iria acabar com tudo, originando de maneira universal todas aquelas teorias chatas pra cacete de que um dia essa bola azul vai implodir o que pelo andar da carruagem da humanidade capaz de virar verdade mesmo....

  • Medieval: No período medieval a historiografia basicamente seguiu o que tava sendo no fim da era romana, com vários padrecos e bispos de saia desenvolvendo a historiografia cristã, enchendo de biografias e hagiografias de santos e mártires, além de biografias de reis e aqui e ali um Cassiodoro ou um Gregório de Tours contando histórias de dinastias de reis de todas as épocas conhecidas por eles e a história dos francos, aqueles bárbaros que comeram o cu dos romanos sem vaselina. O interesse pela ralé só iria ganhar mais destaque a partir do século XIV, com nomes como o de Jean Froissart. Até antes disso, provavelmente a peste negra só seria conhecidas umas vítimas pontuais filhinhas de reis e só.
  • Moderna: Na idade moderna começaram a lançar um monte de vertentes pela primeira vez na história. A princípio Petrarca criou as bases da história versão Renascimento, com menos enfoque religioso, e assim surgindo o Humanismo. Surgiram também os primeiros princípios de análise de autenticidade de um documento com mais precisão, usando como base a vez que desmascararam a falsa Doação de Constantino; o que não impediu que a história humana caísse em casos posteriores como o Plano Cohen, o Dossiê Cayman e as correntes de Whatsapp.

Além dessas conquistas e novas vertentes (como a história da arte por exemplo), história até então englobava a história geral (que é a história solo hoje) e a história natural (que depois se libertaria em biologia e outras ciências naturais, além de geografia). a historiografia renascentista teria como sucessora uma caralhada de vertentes de diversos autores diferentes, alguns advindos do protestantismo, outros humanistas e filósofos da época, mas culminando no Iluminismo.

A historiografia humanista passou a eliminar quase que por completo a religiosidade da história, dando a ela os toques mais realistas que hoje possui. E assim eles enfiaram mais idealismo e aqueles bobagentos de liberdade que Voltaire, Rousseau e outros apregoavam.

  • Século XIX: A partir daqui começa uma renca de vertentes, como a historiografia do positivismo e suas ideias de acabar com a religião e levar o homem a virar o fodão a força, a historiografia do marxismo, que acreditava que um dia a humanidade iria ficar todo mundo coleguinha um do outro quando acabassem com o capitalismo, e a escola de Jules Michelet, que procurava fazer uma história mais pura, ao mesmo tempo que dando os primeiros passos pra uma história de pedaços específicos de tudo de maneira bem aprofundada, algo que iria ficar bem cabuloso no século seguinte.
  • Século XX: Aqui nasceria a mais importante versão da história até aos dias de hoje, pelo menos uma das mais praticadas, a Escola dos Annales, que eram uns historiadores franceses (sempre eles, malditos franceses!) que apregoavam uma suruba de come cu um do outro, por isso o nome Annales a interdisciplinaridade, fazendo a história dialogar com todas as matérias e áreas de estudo possíveis, tornando a vida dos historiadores futuros um inferno por terem de usar até mesmo cálculo diferencial para suas descobertas, além de enfiar o conceito de longa duração, ampliando as ideias do Michelet e criando livros de 500 páginas ou mais pra explicar o Mar Mediterrâneo na idade moderna ou o Morro do Dendê na era do tráfico de drogas carioca.

Além dos Annales e da Nova História (uma turma mais recente dessa escolinha que amplificou o debate ao nível de fazer história do pó do cocô do cavalo do bandido que matou Napoleão), criou-se historiografias nacionais, como a italiana, o hispanismo, e até mesmo uma incipiente e ridícula historiografia brasileira e a de Portugal. Outra vertente nascida no século XX é a da Escola de Frankfurt, que embora mais interessada em demonizar as pessoas com marxismo cultural estudar as ideias culturais, acabavam por enfiar ideias de história no seu meio.

  • Século XXI: Essa é a era do revisionismo histórico, em que tentam a todo custo dizer que tudo ou boa parte do que nos ensinaram era mentira, como dizer que Alexandre o Grande era um anão e que Leônidas não disse "THIS... IS... SPARTAAAAAAAAAA!", dentre outras bobagens, como dizer que nazismo é de esquerda e que tua mãe era uma santa.

Além dessa trupe, ainda tem uma turma que prega o fim da história, como Francis Fukuyama e outros do neoconservadorismo, que dizem que nada mais há pra ser estudado desse assunto e que tudo o que rolar daqui pra frente é um belo foda-se. Graças a essa turma que o povo hoje em dia prefere acreditar em corrente do Facebook do que num site sério como a Desciclopédia, tsc tsc tsc...

História excêntrica - o lero-leroEditar

 
Um dos mestres do revisionismo histórico, Nelson Rubens, que se defende dizendo que só aumenta, mas não inventa...

A historiografia também busca estudar obviamente o fenômeno das fofocas e dos contos de vigário que rolam ao longo da história. A ideia da "versão dos fatos" e da manipulação dos mesmos.

Um exemplo básico desse tipo de maferência são aqueles tratados e livros que sempre surgem todos os anos tentando provar que Inri Cristo não é o messias, ou o negacionismo do Holocausto, ou as diversas defesas de teu pai da honra dele, ainda que todo mundo saiba que quando é de noite ele tira a calcinha da gaveta e bota no rabo. Um especialista nisso é o grandioso Leandro Narloch, um genial mestre da história, com sua série de Guias Politicamente Incorretos, lotados de informações inquestionáveis...

Ao longo dos anos a história registrou muitos contos da carochinha que manipularam toda uma nação, como alguns já citados lá acima, ou os Photoshops russos que Stálin fazia apagando seus desafetos de fotos oficiais ou se enfiando em fotos onde ele não tava, ou a mamadeira de piroca e o Kit Gay, que ajudaram não só a derrubar o partido dos petralhas, mas também elegeram no lugar a besta apocalíptica, mostrando que no Brasil o povo não troca seis por meia dúzia, troca seis por uma unidade cagada mesmo... A imprensa e os meios de comunicação em massa fazem o trabalho de Ramsés II e outros mestres de autoria indireta e outros falsários da história similares ficar bem mais fácil, basta você ler a revista Veja ou um textículo que tua tia mandou pelo Whatsapp e você logo vê que a manipulação da historiografia é fácil demais de ser executada.

Quer uma prova? Você por exemplo, deve até hoje achar que nós somos uma paródia da Wikipédia. Coitado, acreditando na manipulação e falsidade daquele site ridículo e cheio de erros, pobre de você. E é assim que funciona a manipulação historiográfica: você começa a acreditar nos maiores absurdos e assim favorecendo o discurso e o poderio de gente mal-intencionada.

Ver tambémEditar