Plano Collor

Os ministros de Collor explicando como funcionaria o esquema de pirâmide que seria esse plano...

Plano Collor foi o plano monetário que trocou a grana do Brasil pela enésima vez, voltando a chamar ela de Nome Igual de Time Mineiro de Quinta Categoria, e assim todo mundo deveria ter dinheiro tudo dessa velha nova moeda. Não fosse um PEQUENO DETALHE: esse plano poderia ser chamado de Plano Cats, já que pra quem tinha poupança naquele tempo e juntou grana pra sair do Brasil ou coisa do tipo, descobririam que TODO SEU DINHEIRO SÃO PERTENCEM AO COLLOR agora. E vocês não têm chance de sobreviver façam seu tempo. HAHAHAH!

Sim, a grana da galera sumiu "misteriosamente" e a tropa de brazucas se viu com apenas o equivalente a cinquenta dólares. Cinquenta dólares NA ÉPOCA, já que se for tentar converter em valores atuais no Brasil a grana não daria nem 5 centavos de dólar mais...

HistóriaEditar

O Brasil tava numa merda por décadas a fio, que só piorou com a ditadura militar, mas tudo indicava na época do Plano Cruzado que tudo ia dar certo. Mas né... comidas começaram a sumir do nada, roupas, móveis, tudo sumia dos mercados e geral cagado de medo de daqui a pouco sumirem até com a carteira deles. Até aí não né, mesmo que a grana a cada metade de um dia valia menos que na metade do dia anterior.

Durante ainda a campanha do Fernando Collor ele prometia que iria resolver a terrível ultrainflação que sugava a grana de geral na hora de comprar tudo. Ainda dizia que seu adversário principal, o Lula, iria caso ganhasse sequestrar a grana de todo mundo, numa daquelas típicas bravatas de jogar verde sobre aquilo que você mesmo faria acusando o adversário que ele iria fazer unicamente pra poder ele mesmo fazer antes... é, acho que cês entenderam...

Fato é, que, após ganhar a eleição, e no dia seguinte ao de sua posse, no dia 16 de março de 1990, o presidente collorido, através de sua ministra da fazenda Zélia Cardoso de Mello, anunciaram o tal plano, que não só trazia de volta o Cruzeiro no lugar do já fodido Cruzado, mas também... pera, deixa eu ir pra próxima seção só pra dar clima de suspense, apesar que eu já dei spoiler no comecinho do artigo né...

As três partes de um plano frustradoEditar

 
Ele deve saber onde tá toda a grana da turma...

Foram três partes desse plano maroto, que supostamente visavam estabilizar a economia da turma. Dois deles com o nome do Presida: Plano Collor I (16 de março de 1990 a janeiro de 1991), Plano Collor II (31 de janeiro de 1991 a 9 de maio do mesmo ano, quando a Zélia pediu pra sair) e o Plano Marcílio (de 10 de maio de 1991 até, curiosamente, bem além do fim do "impeachment" do Collor, em 26 de fevereiro de 1994, quando enfim começou o único plano econômico que deu aparentemente certo no Brasil, o Plano Real). Esse último o ministro Marcílio Marques Moreira colocou seu nome provavelmente porque o chefinho dele já tava cansado de colocar o nome dele no meio de um monte de como diria o Ratos de Porão, plano furado.

Plano Collor IEditar

Medidas tomadas por ele:

  • Congelou o "passivo" público pra diminuir a hiperinflação;
  • Trocou o Cruzado Novo pelo Cruzeiro 2.0, sem cortar nenhum zerinho;
  • Sumiço de 80% (ou mais) da grana das poupanças do brasileiro todo supostamente pra diminuir a quantidade de grana circulando no mercado e assim ajudar a estabilizar o financeiro todo;
  • Fim de um monte de incentivos fiscais que ajudavam umas empres...

PERA... ELE FEZ O QUE? SUMIU COM OITENTA POR CENTO DO DINHEIRO DE TODA A NAÇÃO????

É, é isso mesmo. E isso porque eu nem citei que ele aumentou deliberadamente o valor do gás, da água, da luz, do telefone, tudo que era serviço público, demitiu um monte de funcionário público, entre outras paradas que deixaram geral na miséria do dia pra noite, inclusive um monte de babaca que votou nele.

Curiosamente, no dia 15 de março de 1990, um dia antes portanto do anúncio do plano Mister M, diversos empresários de repente pegaram sua graninha e tiraram dos bancos nacionais, transferindo pra bancos europeus ou estadunidenses. Coincidência? Vai saber né...

Plano Collor IIEditar

Após todo o hate gerado pelas medidas do plano anterior, e o fato dele não ter dado nem um pouco certo, inclusive pelo aumento de vendas somente de Taurus e de caixões e covas (as Taurus eram pra produzir um presunto de si mesmo, o resto já sabe né), em 1991 foi a vez da parte II dessa franquia de filmes de terror chegar, com mais congelamentos e até trocas de umas tais taxas de overnight, mas o resultado dessas paradas só durou até maio de 1991, quando a inflação subiu de novo e a titia Zélia pediu pra sair pra se casar com o Chico Anysio e ir pros EUA, num raro caso em que o humorista casou com a piada, virando ele também uma piada...

Plano MarcílioEditar

O sucessor da Zélia pegou a responsa de fazer um spin-off da franquia, só pra tirar o nome do Collor desses fracassos de bilheteria e crítica. As ideias eram dar um ar mais "de levis" aos planos homicidas do Collor, misturando altíssimas taxas de juros até no chiclete que você ia mascar na cantina com restrições fiscais e essas coisas que até quem faz curso de economia não deve entender (pergunta à Dilma Rousseff isso pra ver se ela vai explicar...). O plano na teoria foi até 1994, quando nasceria o Plano Real do FHC, mas na prática ele se acabou ainda em 2 de outubro de 1992, quando Marcílio saiu fora da barca furada, deixando nas mãos do Gustavo Krause. A essa altura, o Collor já tava afastado por conta da merda que tava fedendo no seu governo e assim tudo que viria daí pro Plano Real foi só um monte de bosta sem sentido que não levou pra lugar nenhum além de mais miséria e merda mesmo.

Consequências do planoEditar

  • Sumiço da grana de um monte de pessoas, que supostamente iriam receber tudo de volta em 18 meses, mas quando finalmente o dinheiro voltou, não valia nem pra comprar uma caixa de fósforo;
  • Aumento de empresas que quebraram e de gente fazendo cosplay de Kurt Cobain;
  • Inflação estratosférica e cédulas de dinheiro que mesmo escrito "10 milhões de cruzeiros", não valiam nem 10 centavos...