Revolução Pernambucana

Uma rara foto da Revolução Pernambucana.

Cquote1.png Sua intenção era pesquisar: Aquele feriado de Pernambuco que ninguém entende o que diabos foi Cquote2.png
Google dando uma de adivinho com a pesquisa de Revolução Pernambucana
Cquote1.svg É o carai! Cquote2.svg
Pernambucano sobre a própria revolução

Revolução Pernambucana, também chamada de Rinha Revolução dos Padrecos ou Revolução dos Guarda-chuvas, foi uma treta foderosa que rolou em 1817 no então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, dentro da capitania dos treteiros, a.k.a. Pernambuco (tinha que ser esses garotinhos brabos), e que envolveu mais uma pá de capitanias menores do Nordeste que acabaram se juntando nessa confusão, que chegou inclusive a gerar efetivamente um Estado paralelo no Brasil de 6 de março à 20 de maio, tendo sido inclusive a primeira república de fato instituída no país, bem antes até do Brasil virar um país independente. Mais uma vez esses pernambucanos arrumando treta, misturando ideias do iluminismo, maçonaria e vadiagem, e como sabemos, isso aí dá uma cadeeeeia... e deu pra muita gente. Inclusive Pernambuco tomou na jabiraca ao perder o trecho que atualmente chamamos de Alagoas quando acabou essa merdinha (aposteriori em 1824 depois da Confederação do Equador iriam perder mais um pedação que hoje corresponde ao noroeste da Bahia com todo o rio São Francisco por um tempo provisório - tão provisório que dois séculos depois ninguém nem pensou mais em dar de volta pros brabinhos de Pernambuco).

AntecedentesEditar

 
A maior revolucionária pernambucana, Maria Cecília Paloma, carregada por uma carruagem de guerra.

Apesar de todas as tretas que sempre causava, Pernambuco ainda era no início do século XIX a província mais foda de todo o Brasil colonial e a que mais dava grana pros portugas. As cidades irmãs e rivais Recife e Olinda tinham juntinhas 40 mil pessoas, o que dava dois terços do que a capital Rio de Janeiro tinha naqueles tempos, e ganhavam dinheiro pra porra, já que do porto do Recife que saía quase tudo que cê imagina de produtos brazucas daqueles tempos, como açúcar, algodão e principalmente cachaça.

Como falei, Pernambuco tinha fama de treteiro, e Olinda chegou durante a Guerra dos Mascates pensar em pedir pra sair de vez da colônia, virando um país independente. Em 1796 um maçom montou uma lojinha chamada Areópago de Itambé (que atualmente só vende leite), onde começaram estudos de textos libertários, revistas pornográficas e livrinhos de piadas de Voltaire, aquele belo palhaço francês. Lá nos morros de Olinda também surgiu o Seminário de Olinda, um canto que hoje só serve pra encantar turista besta, mas que àquela época juntou um monte de padrecos como o Frei Caneca, que já faziam a teologia da libertação bem antes de Leonardo Bofe começar a pagar de Karl Marx de batina. Junte-se a isso uns americanos infiltrados que tavam querendo ampliar seu comércio com o Brasil depois da bem sucedida Revolução Americana, e já se tinha um belo quadro de torcida organizada pronta pra pintar e bordar na capitania.

Já em 1801 fizeram a malfadada Conspiração dos Suassunas, com a ideia bizarra de juntar Pernambuco com a França de Napoleão Bonaparte, mas acabou dando ruim pros maninhos Suassunas, que só conseguiram sobreviver escrevendo livros sobre uma pedra armorial que eles fumaram no Alto da Compadecida.

O que levou à revoluçãoEditar

Basicamente isso tudo aqui:

  • Portugal tava se metendo demais nos negócios dos pernambucanos e eles já tavam de saco cheio de dar açúcar e cachaça à preço de banana pros portugas;
  • Imposto é roubo!
  • Uma seca desgraçada que rolou em 1816 e fodeu com os pés de cana e de algodão, deixando geral sem pano, sem doce e sem cachaça;
  • Vontade de eleger seus representantes pra os governar e parar de depender do fedorento João VI;
  • Começou a dar um ruim do cacete porque vários povos da Europa tavam enchendo o saco de quem ainda comprava e vendia escravos, e isso tava fodendo toda a mão-de-obra dos pernambucanos, já que com tanta barreira e frescura tava foda conseguir produzir sem ter uns burros de carga pretos pra carregar a cana nas costas (literalmente viu, seus maldosos!)

A revoluçãoEditar

No dia 6 de março de 1817 um monte de passistas de frevo com seus guarda-chuvas liderados por Domingos José Martins e pelo capitão José de Barros Lima, o "Leão Chifrado Coroado", tomaram a caralha toda das forças armadas e do governo no local, com a ajuda do padre João Ribeiro, além de um monte de outros desocupados: Domingos Teotônio Jorge, Vigário Tenório, José Luís de Mendonça, José de Barros Lima, Padre Miguelinho, Padre Roma, Antônio Henriques Rabelo, Gervásio Pires, Manuel Corrêa de Araújo, José de Barros Falcão de Lacerda, Bárbara de Alencar (tinha até uma mulher enfiada nesse meio, vê mesmo), Cruz Cabugá, Vigário de Santo Antônio, Frei Caneca e uma pá de outros que hoje em dia viraram nomes de ruas, avenidas e um monte de outros cantos de Recife e ninguém nem dá um puto de quem diabos eram esses filhos das putas, além da ajudinha de Antônio Carlos de Andrada (irmão de José Bonifácio de Andrada), afinal os Andradas sempre curtiram uma revolução, um fuzuê.

Após tomar todo o controle da região, em 29 de março começaram uma assembleia constituinte com o intuito de tornar aquela republiqueta realmente viável, liberando liberdade de culto (apesar que ser católico ainda seria a religião oficial, então quem rezasse ave maria tinha mais chance de se dar bem naquela budega), liberdade de imprensa e liberdade de pornografia pra quem queria ver uns hentais importados da japonesada e não conseguiam. Entretanto, pro azar dos negros, ninguém falou lá em abolir escravidão, então podem voltar pra senzala tá!

Tentativas de expansão e a repressãoEditar

 
"Padreco bom é padreco morto!"

Obviamente que os portugas lá no Rio de Janeiro não tavam nem um pouco felizes com essa putaria toda desse bando de patriotários, principalmente quando uns começaram a tentar espalhar a palavra de Jeová a revolução pra outras capitanias. Na Bahia o Padre Roma foi o primeiro a tomar no rabo quando o Conde dos Arcos tacou umas flechadas no cu do padre patriota, aproveitando-se, é claro, que por baixo da batina padre anda tudo desguarnecido, o que tornava seu cagador um alvo fácil.

Já na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará os revolucionários conseguiram adesões importantes, tão importantes que o timinho deles continuou firme e forte na parte dois que rolaria sete anos depois, a Confederação do Equador, mas iriam perder a maratona de artigos a revolução outra vez, já que tirando os pernambucanos, os outros estados eram um bando de afk de merda.

O general Luís do Rego Barrento foi escalado pela corte portuguesa pra passar o nabo em geral, e ele começou comendo por trás, digo, pelo sertão, enquanto que uma esquadra fudida enviada do Rio de Janeiro cercou o porto do Recife, deixando geral sem ter pra onde correr, pra onde vender a cachaça e sem ter como arranjar uns vinho do porto gostosinhos em troca. Ainda em 19 de maio as tropas inimigas cercam Recífilis, tornando uma questão de tempo, de exatos um dia, pra decidirem se render, já que né, tava foda pra conseguir vencer essa rinha nessa desvantagem toda.

Quatorze cabrones foram enforcados e esquartejados ou fuzilados por crime de lesa-majestade, e o resto foi preso, degredado, teve os bens confiscados, as filhas e mulheres estupradas e o nome colocado no SPC/Serasa sem chance de recorrer nem pra conseguir um Nubank. Apesar da revolução - a primeira que os que se foderam eram brancos e ricos, diferente do que aconteceu na versão pão de queijo que se fodeu só o pobretão do Tiradentes ou na versão acarajé que só quatro pretos tomaram no cu - ter dado com os burros n'água, ao menos provou pro João VI que o sonho que ele tinha de criar um puta império dominando toda a América Latina provavelmente iria dar ruim pra ele - em 1822 ele já perderia o Brasil e a Cisplatina que ele tinha se fodido pra conquistar essa última especificamente - e assim ele ficou só chupando dedo com a mulher dele morrendo de rir da burrice do marido de achar que poderia dominar mesmo um bando de brucutus selvagens do sul das Américas.

Alguns dos treteiros que ficaram presos por alguns anos conseguiram perdão ou do rei Dom João ainda em 1818 ou do futuro imperador Pedro I quando o Brasil já tinha conseguido virar um país "independente" dos portugas. Esses carinhas não demorariam pra em 1824 arrumarem novas confusões, agora com um tesão meio esquisito por uma certa coisa chamada Linha do Equador, mas como já dei um monte de spoilers ao longo do artigo, cê já sabe em que que deu mais essa baguncinha né?

Mania de grandezaEditar

 
A belíssima bandeira da revolução, representando os três povos combatentes dessa budega, o que já indica o tamanho da desgraça pela cara das tropas em questão.

Pernambuco até hoje, como sempre faz, se acha e bate no peito em dizer que 6 de março, que virou sua "Data Magna" só em 2017 - pra você ver a grande importância que davam pra essa data, 200 anos depois transformaram em feriado e com um nome que ninguém que mora naquele fim de mundo entende nem o que caralhos significa esse feriado - foi o primeiro grito de independência do Brasil, bem antes daquele 7 de setembro, que pros pernambucanos tudo nessa outra data não passou de uma bela cagada do Pedro I e eles nem tão errados nisso, pelo menos não literalmente...

Mais tretas da trupe do cuscuz e tapiocaEditar